Visita de Estudo a Lisboa com os alunos do 8.º Ano


Nos dias 15 e 16 de novembro, viajámos até Lisboa! A nossa capital é muito visitada e consegue surpreender-nos sempre com algo de novo. Num lindo dia de sol e de temperatura muito agradável, saímos cedinho, porque tínhamos horários a cumprir e queríamos ser pontuais. Assim, aconteceu.

À hora marcada estávamos junto ao Reservatório Mãe D’Água, onde um guia deveria ter esperado por nós, mas assim não aconteceu. E, porque faz parte destas aventuras, surgirem imprevistos, este levou-nos a uma longa caminhada.

A primeira parte da visita seria no Aqueduto das Águas Livres e não no Reservatório. Aproveitámos para conhecer algumas ruas, ruelas e calçadas de Lisboa, e alguns edifícios, como as Torres das Amoreiras. Um pouco cansados, atingimos o local e aproveitámos para desfrutar da visita a esta construção, realizada entre 1731 e 1799, por determinação do rei, o Aqueduto das Águas Livres. Constituiu um vasto sistema de captação e transporte de água, por via gravítica. Classificado como Monumento Nacional desde 1910 é considerado uma obra notável da engenharia hidráulica. Obra esta, que resistiu ao Terramoto de 1755.

De volta ao Reservatório, esperava por nós um espaço amplo e luminoso como se de uma igreja se tratasse, com um grande salão. A água das nascentes cai da boca de um golfinho sobre uma cascata, construída com pedra transportada das nascentes do Aqueduto das Águas Livres, e encaminha-se para um tanque de sete metros e meio de profundidade, que apresenta uma capacidade de 5.500 m3. Deste tanque destacam-se quatro colunas que sustentam um teto de abóbadas de aresta que, por sua vez, suporta o magnífico terraço panorâmico sobre a cidade de Lisboa. Na frente deste reservatório encontra-se a Casa do Registo, local onde se controlavam os caudais de água que partiam para os chafarizes, fábricas, conventos e casas nobres.

Um pouco cansados e com alguma vontade de comer, deslocámo-nos a Belém, mesmo em frente ao Palácio de Belém e ali almoçamos, descansámos e convivemos. Por acaso, não vimos o nosso Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que por ali passeia com frequência.

Muito entusiasmados e expectantes, aguardámos a entrada no QUAKE. Uma visita, que adorámos, que nos transportou para o passado, numa viagem no tempo, cheia de sons, aromas, vibrações e muita emoção e que nos permitiu reviver o acontecimento mais dramático e transformativo de Lisboa – o Terramoto de 1755.

À saída e porque tudo correu muito bem, fomos presenteados com uma iguaria da zona, um Pastel de Belém!

Era tempo de regressar e assim o fizemos com alegria e muito boa disposição.

Foi um dia diferente, passado fora da sala de aula, mas muito gratificante pois ver é aprender e por vezes, uma imagem vale mais do que muitas palavras.

A docente, Lúcia Silva