Formação/Dicas


Como publicar um trabalho em ebook (com o ISSUU)?

Como criar um Kahoot? : jogo interativo, de escolha múltipla, para uma audiência.

 Como fazer um filme/slideshow com o Animoto?

Como aplicar um guião de pesquisa (Big6)?

Como fazer indicações e referências bibliográficas?

Como fazer uma entrevista

Como usar o Audacity?

Como elaborar um trabalho escolar a partir de um tema?

Antes de mais é necessário definir os aspetos do tema que serão tratados. Uma forma de proceder é fazer uma lista de todos os pontos possíveis e passíveis de serem abordados. A partir daqui devem-se selecionar os tópicos realmente importantes a serem desenvolvidos, tendo presente o objetivo do trabalho.

Delimitar o tema
Qualquer assunto pode ser investigado sob vários ângulos e, por muito que se deseje, não é possível abordar todos os aspetos de um só vez. Normalmente, os professores, quando pedem um trabalho, delimitam já o âmbito do mesmo, o que facilita a vida aos alunos. Mas se isso não acontecer, não desesperes. Delimitar um tema de pesquisa não é um bicho-de-sete-cabeças. Para isso, começa por fazer uma lista, no papel, de todos os pontos possíveis de serem abordados, já com as informações que tens sobre o assunto. Depois escolhe aqueles que realmente devem ser desenvolvidos. Este é um exercício muito interessante, porque as questões levantadas servirão como um pré-roteiro ao longo do processo de investigação, sendo igualmente um apoio na fase de elaboração do texto final.

Este primeiro levantamento de questões deve ser o mais amplo possível, para depois ser reduzido a aspetos realmente fundamentais, que serão pesquisados em profundidade.

Reunir informações
Depois de delimitado o tema, passa-se à recolha de informações em livros e artigos acessíveis e fáceis de consultar, tais como manuais didáticos, enciclopédias gerais ou especializadas, revistas, jornais e também na Internet. Dependendo do assunto, é possível reunir uma boa variedade de material de pesquisa, abordando os diferentes aspetos do trabalho. Entramos, agora, na fase de tratamento dos dados obtidos. Podes começar por escolher as fontes que parecem mais interessantes e ricas em informações e começa a analisá-las.

Para trabalhares com material encontrado na Internet, imprime ou faz download dos textos que parecerem realmente úteis. Dessa forma, não precisas ficar muito tempo ligado à Internet.

Análise dos dados obtidos
Agora que já sabes o quê e onde pesquisar, há que partir para a leitura e compreensão do material recolhido e dos apontamentos, que mais tarde servirão de base para o texto final.

Reserva um caderno para escrever todas as tuas observações e resumos. Folhas soltas são mais fáceis para anotar, mas também mais fáceis de perder.

Atenção e organização
Antes de começares a ler e a analisar os materiais, deves encontrar a melhor maneira de organizar a informação que recolheste. Podes, por exemplo, fazer anotações num caderno, tendo sempre o cuidado de indicar as fontes donde foram retiradas essas informações. Se preferires sublinhar as partes mais importantes no próprio texto, não te esqueças de tirar cópias do material. Procura não riscar ou escrever em livros e enciclopédias, principalmente quando eles são emprestados. Para entenderes bem o conteúdo de um texto, deves fazer mais que uma leitura.
Lê cada um dos textos uma vez, prestando bastante atenção àquilo que eles dizem. Depois, faz segunda leitura e vai anotando ou sublinhando todas as informações que considerares relevantes para o teu trabalho.

Se sublinhares um texto, faz breves anotações ao lado (com uma ou duas palavras, no máximo). No final da leitura, isso ajudar-te-á a localizar as ideias que melhor se encaixam no teu trabalho.

Desta maneira, não corres o risco de te perderes no meio de uma quantidade muito grande de textos sublinhados.

Preparação do texto final
Agora que já dispões de uma grande quantidade de informações sobre o tema pesquisado, procura traçar o plano do teu texto final.

Vamos ver um exemplo?
1- Numa pesquisa sobre água, começaríamos por apresentá-la como um líquido vital para os seres vivos no planeta, lembrando que se trata de um recurso natural cada vez mais escasso.

2-Em seguida, destacaríamos os ciclos da água e as regiões da Terra onde há maior abundância e escassez do líquido.
3- Num capítulo à parte, poderíamos discutir a situação da água em Portugal.
4-Para encerrar, mostraríamos uma ou duas iniciativas bem sucedidas de aproveitamento e economia da água doce existente.

Depois de elaborado o plano, estás preparado para a etapa final: a redação do trabalho.

A redação final
Nesta fase deves procurar escrever, com palavras tuas, o que entendeste dos textos analisados. Parece difícil? Pois fica sabendo que redigir um texto sobre um assunto que era quase desconhecido pode ser fascinante. Só assim vais perceber a quantidade de coisas que aprendeste em tão pouco tempo!

Coesão e coerência

A partir do plano, tenta interligar todas as anotações feitas anteriormente, reescrevendo-as com palavras tuas e encaixando-as nos itens que te propões desenvolver. Lembra-te que, para que um trabalho seja bem conseguido, os textos devem ser bem encadeados e os conteúdos relacionados entre si. Não percas tempo a escrever coisas que estão para além do que foi proposto – aquilo que chamamos “fugir do tema”. Depois de tudo escrito, faz uma revisão do texto, verificando se está compreensível e bem encadeado, se já escreveste tudo o que sabes e que achas importante sobre o tema ou se ainda falta alguma coisa.

Atenção!

Se verificares que o trabalho está incompleto, volta às fontes de pesquisa e procura mais material para completá-lo. Se estiveres satisfeito, não consideres o trabalho encerrado antes de uma última leitura. Só assim poderás identificar as frases mal estruturadas que precisam de ser reescritas e substituir, por exemplo, palavras que se repetem muitas vezes ou que estejam incorretas.

Quando já estiveres satisfeito com o resultado final, preocupa-te, agora, com a apresentação. Dá um título bem expressivo ao trabalho e organiza a bibliografia. A bibliografia deve incluir os dados de todo o material que utilizaste para desenvolver a pesquisa, incluindo endereços dos sítios consultados na Internet.

Como fazer apontamentos?

Tirar notas ou fazer apontamentos são estratégias essenciais a um bom estudo. Contudo é preciso ter em conta alguns aspetos de modo a que sejam eficazes. Neste sentido devem ser:

Pessoais – as notas são utilizadas em benefício próprio, daí que devam estar de acordo com os esquemas mentais do seu autor, pois só assim se tornam compreensíveis para este. Cada pessoa deve desenvolver a sua própria forma de fazer apontamentos de modo a tirar o máximo partido da sua utilização;
Acessíveis – a linguagem deve ser, na medida do possível, simples e de fácil descodificação para uma leitura eficaz. Isto não significa que se deva optar por uma estrutura pobre e mal elaborada que condiciona necessariamente a acessibilidade às informações;
Adaptáveis – os apontamentos devem ser passíveis de ser utilizados como referência durante um longo período de tempo para responder às várias necessidades que forem surgindo, quer em ambiente escolar (testes, exames, trabalhos…) quer em ambiente profissional (reuniões, entrevistas, discussões…);
Abrangentes – os apontamentos devem incluir um vasto leque de informações de modo a que seja possível estabelecer relações entre os diversos conteúdos;
Curtos – quanto mais concisos e precisos forem os apontamentos, melhor cumprem a sua função de simplificar e apoiar o estudo. Deve haver a preocupação de registar o essencial, procurando eliminar informações acessórias, de modo a que não sejam de difícil leitura e compreensão;
Corretos – os apontamentos devem estar corretos e, para que isso aconteça, o seu autor tem que compreender o que está a ler ou ouvir. Nada deve ser registado sem que haja uma total compreensão do assunto, pois pode levar a interpretações incorretas das matérias;
Apelativos– deve-se procurar tornar os apontamentos atraentes e compreensíveis, visto que facilitam o estudo, reduzindo o eventual aborrecimento e saturação.

Como estudar para um teste?

1 – “Não sei por onde começar”.

Mantém a calma. Para começar, faz uma lista das coisas que tens que fazer, definindo um plano de estudo e estabelecendo prioridades. Distribui o tempo de que dispões pelas várias tarefas a realizar. Não faltes às aulas, pois podes perder revisões da matéria bem como indicações da professora sobre o teste. Tenta seguir rigorosamente o plano que traçaste. Não te esqueças que o teu estudo será proveitoso se te começares a preparar atempadamente para o teste, reservando uma ou duas horas por dia para estudar;

2 – “ Tenho tanto para estudar… e tão pouco tempo!”

Primeiro que tudo, relê, com atenção, os teus apontamentos e notas de modo a relembrares os conteúdos mais importantes e a detetares os aspetos em que tens dúvidas e que precisam de uma atenção especial;

3 – “Esta matéria é tão aborrecida…”
Deves procurar um envolvimento com os textos que estás a ler. Procura colocar a ti próprio a questão “O que tenho de saber sobre esta matéria?”

À medida que vais lendo, deves ir sublinhando e tomando notas. Discute os conteúdos com outros colegas e, se puderes, estuda em grupo. Em relação às matérias de que não gostas particularmente, deves fazer um esforço suplementar para as trabalhares, não caindo na tentação de “saltar” determinados aspetos e de adoptar uma atitude passiva em relação às mesmas;

4 – “Leio, percebo, mas não consigo integrar as novas informações nos conhecimentos de que disponho.”
Todos sabemos que interiorizamos os conhecimentos que, de algum modo, compreendemos e fazem sentido para nós. À medida que vais estudando, tenta trabalhar sobre as informações que vais adquirindo, aplicando-as a novos contextos. Tenta integrar o que estás a estudar nos conhecimentos de que já dispões. Deste modo, ser-te-á mais fácil relembrar estas novas informações, já que estabeleceste relação com conhecimentos anteriores que, já por si, têm sentido para ti.

Podes utilizar algumas técnicas:

Uma forma de memorizar e dar à informação mais sentido é utilizar tópicos ou itens.
Por exemplo, se quiseres recordar os aspetos que devem estar presentes num texto informativo, nomeadamente numa notícia, podes organizá-los deste modo, utilizando a primeira letra que os inicia: Quem, Quando, O Quê, Onde, Como, Porquê, Para Quê;

Podemos associar novas informações a aspetos ou outras informações que nos são familiares.
Por exemplo, para recordar uma fórmula ou equação, podemos utilizar letras do alfabeto para simbolizar alguns algarismos. Deste modo, podemos transformar uma fórmula abstrata numa palavra ou frase com sentido que será facilmente recordada quando necessário.

Quando aprendemos uma outra língua, temos tendência para estabelecer associações entre determinadas palavras e sons que nos são familiares.

O importante é estabelecermos ligações e correspondências de modo a não nos esquecermos dos novos conhecimentos que devemos fixar.

5 – “Penso que compreendo a matéria”.
Testa os teus próprios conhecimentos. Coloca questões a ti próprio sobre os conteúdos que estudaste, recordando as indicações e recomendações do professor sobre o teste.
Analisa com atenção as relações entre os vários aspectos da matéria que estudaste. Tenta transmitir, por palavras tuas, os novos conceitos e informações;

6 – “Há tanta informação para reter!”
Organizar a informação através de esquemas ou fichas é uma ótima estratégia para recuperar mais rapidamente os conteúdos estudados.

Tomar notas ou fazer sínteses; estabelecer relações entre os vários conteúdos;
Agrupar informações em categorias ou hierarquias, sempre que possível;
Criar mapas de informação, organizando e interrelacionando essas informações.
7 – “Sabia a matéria, mas agora tenho dúvidas!”
Depois de releres os teus apontamentos e textos, tenta recordar as informações neles contidos. Tenta responder às questões que elaboraste para cada conteúdo. Se não conseguires, relê, com atenção, os aspetos em que tens mais dificuldades. Quanto mais tempo dedicares ao estudo, mais facilmente recuperarás a matéria. Não te esqueças, contudo, que estudar é essencialmente organizar e integrar as novas informações nos conhecimentos que já possuis;

8 – “Gosto de estudar na cama.”
O ambiente físico, mental e emocional deve ser semelhante, na medida do possível, ao contexto em que vai decorrer o teste;

9 – Não me deito enquanto não souber este aspeto da matéria!”
Evita a exaustão mental. Faz pequenos intervalos durante o teu estudo para relaxares um pouco, fisicamente e mentalmente, tentando não pensar no teste. Procura estar calmo e descansado antes do teste. Alimenta-te bem, dorme e procura fazer algum exercício físico.

Como fazer um cartaz?

Como elaborar um cartaz (slideshare)

Primeiro é preciso definir muito bem o que se quer fazer. Para isso, há três decisões em que se pensar:

O tema: deve-se escolher um só assunto por cada cartaz.
O slogan: a mensagem do cartaz deve ser curta e sugestiva. Cria uma frase que tenha entre 5 e 7 palavras, no máximo.
A imagem: é o mais importante na transmissão da mensagem. Deve ser sugestiva e de cores contrastantes.
A seguir deves:

Dividir o espaço útil em três zonas.
O tamanho das letras deve diminuir, consoante o título, texto ou legenda.
O texto deve ter frases curtas e letras bem legíveis.
As imagens devem ter sempre legendas.

Como fazer uma apresentação oral?

Aspectos essenciais a ter em conta:

Definição dos objectivos essenciais da apresentação
Através de algumas ideias essenciais;

2. Conhecimento dos destinatários da apresentação

Captar a atenção do auditório;
Adaptar e enquadrar os objetivos da apresentação aos interesses dos ouvintes;

3. Apresentação dos argumentos para defesa da tese que se pretende apresentar

Convencer o auditório com factos e argumentos lógicos;

4. Revisão e síntese do que foi apresentado

Sintetizar o que foi apresentado ao auditório;
Verificar se a mensagem foi apreendida;

5. Espaço para questões e discussão
A apresentação deve ser treinada, junto de alguns amigos, por exemplo, podendo mesmo ser gravada. A sua posterior audição permitir-te-á melhorar a tua prestação.

Técnicas a utilizar:

Colocar o auditório à vontade com uma piada ou anedota interessante e que se adequa ao momento. Pode optar-se também por captar a sua atenção com uma pequena dramatização ou comentário a um acontecimento…

Manter o contacto visual com o público;
Modelar o tom de voz de modo a tornar o discurso mais vivo e interessante;
Deixar as mãos livres para que os gestos apareçam naturalmente;
Dirigir questões ao público de modo a implicá-lo no que está a ser apresentado;
Concluir a apresentação, fazendo a síntese das ideias, aspectos ou argumentos principais;
Reservar algum tempo para responder a questões do público, incentivando-o a dar “feedback” sobre o conteúdo, a apresentação e as conclusões.
Material de Apoio

Videoprojetor
Computador
Outros recursos
ATENÇÃO

Procura chegar cedo ao local da tua apresentação de modo a teres tempo para verificar se o material que vais utilizar está operacional;
Não te esqueças que o que vais apresentar tem que ser visto, ouvido e entendido por todos;
Se optares por utilizar texto em suporte visual (acetato, slide, PowerPoint…), procura ser preciso e conciso para não cansar e desmotivar o auditório;
Não distribuas uma síntese da tua apresentação antes da sua realização (o auditório terá a tendência para focalizar a sua atenção no documento e não no teu discurso).

Como fazer uma apresentação oral?
Terminado o trabalho que se quer apresentar, começa-se a preparar a comunicação:

Combinar o dia e a hora da apresentação.
Se o trabalho é de grupo, dividir tarefas para a apresentação.
Ler uma ou duas vezes todo o trabalho.
Preparar a sala – mesa e cadeiras para os comunicadores e lugares para os colegas.
Durante a apresentação:

Falar de frente para o público. Falar alto, devagar e com clareza. Não falar ao mesmo tempo.
Mostrar os materiais (cartazes, desenhos, gráficos, gravuras…) apontando com um ponteiro.
Também se pode utilizar o videoprojetor ou o quadro.
No fim da apresentação deixar um tempo para quem quiser fazer perguntas, falar do assunto ou acrescentar algo mais.

Como fazer um relatório?

O relatório trata-se de um texto por quem viu, conhece, estudou um assunto, uma situação e transmite a experiência adquirida a um terceiro que deve confiar e utilizar as informações dadas e as conclusões a que se chegou.

Deve considerar-se sempre cinco partes:

1 – O cabeçalho

Para um relatório de menos de dez páginas pode ser como o de uma carta. Já num relatório com mais de dez páginas, o cabeçalho deve ocupar a primeira página que se torna a página de título.

O cabeçalho contém sempre a data, o nome do redator, nomes e profissões dos destinatários, o assunto.

2 – O sumário

Para um relatório com menos de dez páginas, limita-se a algumas linhas que indicam as partes principais. Num relatório com mais de dez páginas, o sumário é formado pela página que se segue à do título. Constitui um verdadeiro índice e dá ao leitor uma visão de conjunto dos pontos abordados. Não te esqueças de indicar a referência de paginação.

3 – A introdução

Contém as definições necessárias e indica o método utilizado para conduzir o estudo. Deve situar rapidamente o objectivo do relatório na empresa, na actualidade, numa pesquisa de conjunto.

4 – O desenvolvimento

O relatório será tanto mais claro quanto melhor o plano estiver adaptado ao assunto e às propostas a formular.

5 – A conclusão

Trata-se de recapitular o essencial e nela se insere a opinião do redator sobre a situação analisada. A conclusão deve permitir ao leitor agir, agora que possui todos os elementos necessários e alguns conselhos sobre uma atuação possível.

Deves evitar:

fazer uma introdução tão longa e complexa que disperse a atenção;
abusar da linguagem técnica ou familiar. Não abuses das abreviaturas;
assumir um tom peremptório de quem sabe tudo;
apresentar uma massa de informação não seleccionadas ou que não domines, o que cansará o leitor.

Como fazer um resumo?

Características de um bom resumo

Brevidade – Só contém as ideias principais. Os pormenores não são incluídos.

Rigor e clareza – Exprime as ideias fundamentais do texto, de uma forma coerente clara e que respeite o pensamento do autor.

Linguagem pessoal – Não se copiam frases do texto; exprime-se as ideias por palavras nossas.

Processo de execução de um resumo

1 Lê o texto e tenta compreendê-lo bem. Identifica as ideias principais, parágrafo a parágrafo.

podes sublinhá-las, durante a leitura.
podes fazer um esquema, no fim da leitura, para organizar o texto e os parágrafos.
2 Começa a escrever o teu resumo, respeitando sempre o conteúdo do texto e o pensamento do autor.

procura não incluir pormenores desnecessários.
substitui ideias repetidas ou semelhantes por uma que as englobe.
utiliza termos genéricos em vez de listas.
utiliza uma linguagem pessoal.
3 Lê o teu resumo e avalia-o, corrigindo os aspetos que achares necessários.

contém as ideias principais?
a ideia do autor está respeitada?
o texto percebe-se bem?
não há pormenores nem repetições?
4 Faz outra leitura do teu resumo e aperfeiçoa a linguagem do texto (ortografia, construção de frases, etc.) se for necessário.

Para se realizar um bom resumo, é necessário ter em conta algumas regras

Ler calmamente todo o texto para descobrir do que se trata;
Reler uma ou mais vezes o texto, sublinhando frases ou palavras importantes;
Distinguir ideias principais de informações acessórias ou exemplos;
Observar as palavras que fazem a ligação entre as diferentes ideias do texto, por exemplo, “por causa de “, “assim sendo”, “além do mais”, “pois”, “por outro lado”, “da mesma forma”…
Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada um apresenta uma ideia diferente;
Ler os parágrafos resumidos e observar se há uma estrutura coerente, ou seja, se todas as partes estão bem encadeadas e se formam um todo;
Num resumo não se devem comentar as ideias do autor. Deve-se registar apenas o que ele escreveu, sem usar expressões como “segundo o autor”, ” o autor afirmou que”;
Devem ser respeitadas as indicações quanto ao tamanho do resumo. Se não houver indicações nesse sentido, o resumo deve corresponder a um quarto do texto base;
No resumo não devem aparecer diálogos, descrições detalhadas, cenas ou personagens secundárias. Somente as personagens, os ambientes e as ações mais importantes devem ser registados, sem a presença de diálogo;
Não se devem repetir as frases do autor, pois isto deixar no ar a ideia que não percebeste o texto. Se quiseres utilizar alguma expressão do autor, deves colocá-la entre aspas.

Como organizar um debate?

O debate é uma atividade que decorre naturalmente da vida em sociedade e que nos permite a troca de ideias, o confronto de pontos de vista e a reflexão. Além disso, a informação aumenta, aprende-se a tomar a palavra, a demonstrar e a convencer.

Papel de cada um dos intervenientes
Um debate é uma troca ativa, em que se recebe, ouvindo atentamente os outros, e em que se dá, exprimindo as nossas convicções sobre os temas em discussão. Para tal, é preciso:

Saber ouvir

Cada um tem direito à expressão. Não se deve ironizar nem cortar a palavra. Mesmo que não se partilhe da opinião expressa, deve-se respeitá-la e ouvir atentamente o que os outros têm para dizer.

Ouvir bem é refletir no que o outro diz.

Exercitar-se na expressão

Não se aproveita o debate se não se estiver resolvido a tomar a palavra. Esta é uma boa ocasião para se vencer a timidez. O que é preciso é exercitar cada vez mais.

Exprimir-se é expor o ponto de vista sobre cada um dos pontos abordados: deve indicar-se com nitidez a posição que se tem, tendo o cuidado de apoiar cada afirmação com um ou vários documentos.

O valor de um debate reside no valor dos argumentos. Devem procurar-se, pois, provas para convencer os outros. Não se deve ter receio de mudar de opinião no decorrer do mesmo se descobrirmos que o ponto de vista defendido não é válido. Tal atitude é prova de honestidade e de coragem.
Etapas para a organização e realização de um debate

Escolha do assunto, simples e que desperte interesse;
Na maioria das vezes, o debate ganha em animação e interesse se tiver sido preparado previamente a nível da informação e reflexão;
– pode fazer-se um inquérito, refletir sobre um pequeno questionário, estudar um dossier, reunir documentação;

– um grupo pode preparar uma exposição de cerca de 10 m que servirá de ponto de partida.

O debate deve ser organizado materialmente

Como se vai dispor a sala?
Quem vai animar o debate?
Papel do animador:

lança o debate, expondo com clareza o assunto;
dá a palavra a cada um dos que a pedem e impede que a tomem sem ter sido pedida;
estimula os participantes e convida-os a reagir e a exprimirem-se;
chama a atenção para o assunto quando se afastam dele;
controla o tempo e, no fim, convida a que tirem conclusões.
Dois secretários tomam notas das principais ideias emitidas que permitirão fazer o balanço final.

Como tirar apontamentos durante a leitura?

Lê o texto todo e tenta compreendê-lo.
Lê o texto por partes. Regista, por palavras tuas, o que consideras mais importante, de uma forma muito mais resumida do que o texto.
Utiliza frases curtas ou palavras-chave.
Lê os teus apontamentos e procura melhorá-los, ligando bem as ideias e organizando o texto ou a ligação entre as frases ou palavras-chave, por exemplo através de um esquema.
Quando terminares, relê os teus apontamentos e avalia-os.
Se for necessário, melhora alguns aspetos e volta a fazer a autoavaliação.
Autoavaliação dos Meus Apontamentos

1-Consigo compreender bem os meus apontamentos?
Sim/Não
2-Estão lá todas as ideias principais?
Sim/Não
3-A relação entre as várias informações compreende-se bem?
Sim/Não
4-A apresentação possibilita uma leitura fácil?
Sim/Não
5-Será que, quando eu for fazer revisões, mesmo passado muito tempo, vou conseguir compreender os apontamentos e relembrar-me da matéria de que eles falam?
Sim/Não

Para organizares um esquema precisas de:

Definir as ideias principais.
Definir as ideias secundárias que estão ligadas a cada uma delas.
Escolher uma palavra ou frase curta que transmita cada uma dessas ideias.
Escolher uma forma gráfica que contenha todas essas palavras-chave e mostre a relação entre elas.
Vantagens dos esquemas:

Para fazeres um bom esquema, tens de ter compreendido bem toda a matéria.
Permitem apresentar muita matéria e relacioná-la, facilitando as revisões.
Mostram a relação lógica e hierárquica entre as várias ideias.
Dão uma imagem visual da matéria e da sua organização
Como retirar informação de um livro?

Começa por localizar o assunto no sumário ou no índice do livro *.
Escolhe os títulos que te parecem mais esclarecedores.
Depois, lê atentamente o assunto destes títulos e observa as gravuras que o acompanham (se as houver).
Procura ver se a resposta está dada no texto. Para isso, procura as palavras chave da pergunta no texto.
Sublinha a(s) frase(s) que te parece(m) dar resposta à tua pergunta.
Retira a informação que procuras e só essa.
Escreve a tua resposta. Lembra-te: Retirar informação é saber escolher. Não é copiar.
* Consultar o sumário ou índice é muito importante para localizar a informação num livro

Como sublinhar?

Para sublinhar, traças uma linha por baixo das palavras, frases ou ideias mais importantes.

1 Podes utilizar diferentes tipos de sublinhados, para distinguires diferentes tipos de ideias.
2 Utiliza cores diferentes para cada um desses tipos de ideias. Podes utilizar canetas de tinta fluorescente ou canetas normais.

Regras para sublinhar bem:

sublinha só as palavras ou ideias principais. Sublinhar tudo é o mesmo que não sublinhar nada;
dá mais importância às definições, fórmulas, termos técnicos e ideias-chave;
sublinha de maneira a que, se leres só os sublinhados, te consigas lembrar de todo o texto e -perceber o seu sentido. Assim, quando fores fazer revisões da matéria, terás o trabalho muito facilitado.
Notas à margem do texto:

Além dos sublinhados, podes também utilizar um código e fazer notas à margem do texto, chamando assim a atenção para diversos pontos.

Recomendações para o Estudo

Procura sempre entender o que estás a estudar. Optar por decorar os conteúdos não contribui para o entendimento desses mesmos conteúdos;
Não deixes acumular matérias, pois isso dificultará o estudo posterior bem como o acompanhamento das aulas;
Se, ao longo do teu estudo, surgirem dúvidas, deves procurar esclarecê-las recorrendo a livros, à Internet (porque não?) e ao teu professor no menor curto espaço de tempo. Nunca deixes uma dúvida por esclarecer, pois isso irá afetar o teu processo de aprendizagem.
ATENÇÃO: As dúvidas não devem ser esclarecidas uma semana ou no dia anterior da prova;

Quando estudares, procura fazer sínteses e esquemas das matérias. Isto permitir-te-á não só compreender o que estás a estudar como também te facilitará a revisão dessa matéria antes de um teste, por exemplo. Arquiva essas anotações numa pasta ou dossier para que te seja fácil recuperar esses documentos. Procura não copiar as informações tal como surgem nos livros ou noutras fontes. Deves, sim, utilizar palavras tuas na explicitação das matérias que estudaste;
Presta muita atenção às aulas, pois são importantes para que consigas estudar em casa. A concentração é fundamental para o sucesso no teu estudo;
Durante a aula, deves registar no teu caderno as informações que consideras importantes e que ajudarão no teu estudo.
Atenção: Não precisas de anotar tudo o que é dito em aula. Tens que tentar ser selectivo e crítico em relação às informações que são fornecidas;

Procura fazer o maior número possível de exercícios sobre as diversas matérias. Só exercitando e tentando resolver vários exercícios, poderás mais facilmente progredir na tua aprendizagem. Lembra-te que a inteligência não é uma capacidade estática e que só se desenvolve se a exercitarmos.
As pessoas que não conseguem são aquelas que desistem a meio do caminho. Certamente que não queres ser uma delas!

A finalidade da escola é oferecer às pessoas as condições necessárias para que sejam capazes de aprender sozinhas aquilo de que precisam. Deste modo serão autónomas e capazes de resolver problemas que certamente surgirão ao longo da sua vida;
Procura analisar-te a ti próprio e descobrir as tuas dificuldades. Deves tentar, então, gradualmente e com persistência, superar essas mesmas dificuldades;
Não tenhas receio dos testes. Aproveita-os para avaliar e melhorar o teu desempenho;
Perante um problema, deverás:
Ter confiança em ti próprio;
Reflectir antes de agir;
Ser perseverante;
Não ter medo de errar (deves encarar o erro como um instrumento para melhorar o teu desempenho);
Se tiveres dificuldade em resolver esse problema, não hesites em pedir ajuda ao teu professor;
Lembra-te que não existe limite para o conhecimento. Depende de ti o sucesso na tua aprendizagem;
A gestão do tempo para o estudo é fundamental. O estudo geralmente rende mais se for intercalado com momentos de relaxamento. Procura estudar, no máximo, até 50 minutos ou uma hora e depois faz um intervalo de 10/15 minutos para relaxares. Depois regressa ao estudo e repete esta sequência;
Nunca faças uma “directa” antes de um teste, pois o facto de passares a noite sem dormires vai diminuir o teu grau de concentração no teste. Deves, sim, procurar ter uma tranquila noite de sono. (Evidentemente que isto requer que tenhas as matérias sempre em dia);
Estudar em grupo é uma boa estratégia, pois permite a partilha de conhecimentos e a entreajuda entre os vários elementos. Aprender com os outros é sempre agradável. Convém, no entanto, que faças primeiro, sozinho, o estudo das matérias de modo a poderes interiorizar e estruturar esses conteúdos. Assim, aperceber-te-ás de eventuais dúvidas;
Uma forma prática e eficaz de testares os teus conhecimentos é tentares explicar as matérias que estudaste a um colega, por exemplo. Se ele entender as tuas explicações, então estás no caminho certo;
Procura ser organizado nos materiais. Escolhe, sempre que possível, um local calmo e tranquilo para estudares;
Está cientificamente provado que uma alimentação equilibrada (sobretudo um bom pequeno almoço) e a prática de exercício físico regular contribuem para um melhor desempenho na escola.
Relê, de tempos em tempos, estas recomendações para que possas ir avaliando a tua atitude em relação ao estudo.

Os alunos das turmas de 10ºano e do 7º vieram conhecer a biblioteca e saber como se fazem pesquisas e indicações bibliográficas.