SMAL – Atelier de escrita criativa


Aderindo à iniciativa da APEFA, no dia 24 de setembro, pelas 14;30 horas, o Centro Qualifica, em articulação com a Biblioteca escolar do Agrupamento de Escolas e Pombal, irá proporcionar aos candidato do processo RVCC de nível básico, um espaço de escrita criativa: “O meu nome faz história”.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

Parabéns a todos neste final de ano letivo!


Entre a afirmação da  relevância de iniciativas do nosso Centro e a adaptação a novas estratégias pedagógicas, eis o balanço de um ano letivo marcado pela pandemia.

Um agradecimento muito especial a cada um dos membros da equipa e formadores externos que remaram juntos por mares nunca antes navegados.

Uma palavra de apreço  a todos os candidatos e formandos pelo esforço e empenho redobrado neste ano particularmente desafiante.

Que as imagens dos pontos altos do ano letivo 2019-2020 nos impregnem de dinamismo para preparar o início do próximo.

BOAS férias!

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Mundos dentro do mundo


Refletir sobre a atividade educativa e formativa num contexto de diversidade cultural afigura-se sempre um desafio se olharmos à nossa volta e observarmos com redobrada atenção os fluxos migratórios de que a sociedade atual está impregnada. Não menos desafiante é, para quem trabalha na área da educação e da formação, atender a essa diversidade, no pleno respeito pelo que de mais específico tem cada Pessoa e cada cultura que nos procura.

Foi precisamente com o objetivo de apoiar no processo de desconstrução de estereótipos, analisar e compreender processos de exclusão, melhorar a capacidade de entendimento sobre outras culturas, aprofundar o conhecimento sobre a situação das comunidades ciganas e de comunidades imigrantes em Portugal e apoiar na identificação de estratégias de comunicação que a ANQEP convidou o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal a participar na ação “A formação profissional num contexto de diversidade cultural”. Com recurso a uma modalidade formativa à distância, tão apregoado pelos tempos que vivemos, foi através do Microsoft Teams que nas tardes dos dias 20, 21 e 22 de julho elementos de diversas entidades, de norte a sul do país, se juntaram para refletir sobre o tema.

Pela porta do nosso Centro têm entrado cidadãos com raízes culturais distintas da ocidental e que procuram formação de Português para Falantes de Outras Línguas, mas também pessoas ciganas, cujos valores e conduta se projetam na sua forma de Ser, de Estar e de Fazer. Esta formação proporcionou a oportunidade de refletir sobre a cultura cigana, programas e projetos dirigidos às comunidades ciganas (sendo o 3I – Intervir, Integrar, Incluir um deles e com o qual o Centro estabeleceu parceria) e estratégias de comunicação e intervenção.

Estamos, de facto, perante mundos dentro do mundo e ao Centro Qualifica compete, cada vez mais, perspetivar-se como uma porta aberta fora de portas e sensibilizar a população para a importância da educação e da formação que, mais do que um dever, devem ser entendidas como um direito.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Leituras com Arte no Centro Qualifica


“Leituras com Arte” foi o caminho escolhido no presente ano letivo no Centro Qualifica para despertar o gosto pela leitura, a sua capacidade mágica de nos fazer viajar de expandir o nosso mundo interno. Com atividades diversificadas, proporcionámos  aos candidatos do processo de RVCC e formandos do Curso EFA do nosso Agrupamento a aventura do encontro com os livros, suas personagens e autores.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

Objetivo alcançado: certificação de nível secundário


“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Foi este um dos lemas que conduziu o Processo RVCC dos três candidatos que prestaram prova de certificação de nível secundário, no dia de 22 de julho, uma vez que apesar das diferentes contrariedades que encontram ao longo destes meses de trabalho, o objetivo esteve sempre presente: alcançar a certificação de nível secundário.

É de destacar que em todos estes três percursos, a humildade, a boa disposição e a determinação foram ingredientes fundamentais para que as adversidades encontradas se transformassem em oportunidades de aprendizagem e crescimento pessoal.

A riqueza dos seus portefólios, a par da serenidade e confiança demonstradas  em prova de certificação espelham a legitimidade de que a Carolina, o Luís e o Pedro são merecedores da valorização das suas histórias de vida e dos seus saberes intrínsecos.

Parabéns aos três candidatos pela certificação alcançada e fazemos votos para o ensino secundário seja o primeiro registo para um interessante e profícuo percurso formativo, lembrando-se sempre de que o que interessa em qualquer trajeto, não é o ponto de partida, mas sim o ponto de chegada.

Patrícia Amado – Técnica de ORVC

” O largo” – Ler e recordar


Assinalando as festas do Bodo, partilhamos registo das memórias de um candidato do processo RVCC de nível secundário.

Numa sessão de Cultura, Língua e Comunicação, analisámos em detalhe o conto “O largo”, de Manuel da Fonseca. Cheio de simbolismo e riqueza, fez-me recordar esses tempos idos, mais saudáveis, mais simples, mais autênticos da minha infância numa aldeia bem perto da cidade.

Desde sempre, observei com atenção as suas raízes históricas, esse acervo de património do qual nos devemos orgulhar. Um Conde que um dia foi elevado a Marquês é sempre um nome que vem à mente por qualquer português quando se fala de Pombal. Muitos edifícios estão inseparavelmente ligados a este personagem. Todo o espólio tem sido bem cuidado e está disponível para quem quiser observar e aprender da história em especial no museu que leva o seu nome.

Assim, como no conto “O Largo”, hoje, o dia a dia das pessoas é incomensuravelmente diferente do que era no tempo dos meus pais, avós ou bisavós, com quem ainda privei até à idade dos dez anos. O centro da vila era o local também mais central, por graça também denominado Largo do Cardal. Durante a semana era em frente aos Paços do Concelho que havia a estação das “camionetas da carreira”, hoje denominamos os autocarros de passageiros, que “desaguava” toda a gente que vinha por esse meio até à cidade. Gente que trazia o seu melhor fato, muitas vezes com aspeto muito humilde, mas cuidavam da aparência sempre que se deslocavam à vila. Mesmo assim era notório pela forma de vestir, quem era do meio rural e quem era residente.

No conto, o comboio invadiu e “dinamitou” o Largo. Na vila de Pombal, o comboio sempre a atravessou, tendo também uma estação. Mas foi curioso, quando retiraram as cancelas no local onde a linha se cruzava com a antiga estrada de Leiria, um dos bairros típicos foi cortado, ficando durante muito tempo isolado do “lado de cá”. Mais segurança trouxe mais isolamento. Com o tempo, e depois da praça das galinhas ter dado espaço à feira semanal, este local veio a ganhar de novo vida.

Esta dita feira, ainda hoje é realizada em dois dias da semana, segunda e quinta-feira. Além de ser um espaço de vendas e negócio, muitas pessoas mantêm a velha tradição de guardar alguma coisa para comprar na feira. Se pensarmos nos artigos e itens que lá encontramos, facilmente os encontraríamos noutros espaços “quiçá” bem perto e em abundância. Era um tipo de negócio dispensável para os tempos que correm. Se pensarmos também no desconforto em dias de mau tempo, muitas vezes nem justifica “montar a barraca”. Mas mesmo assim, dada a importância de não deixar morrer a nossa identidade cultural, devemos todos manter o bom hábito de passar na feira e comprar qualquer coisa.. Tanto no passado como hoje continua a ser também um espaço de convívio. Dar dois dedos de conversa, revendo aquele vendedor, ou aquele fiel cliente com décadas de presença frequente é algo a preservar.

Uma das memórias que guardo bem vivas era de ir com o meu avô à vila à segunda-feira, dia de mercado. Como ele era sapateiro, muitas das entregas levava engenhosamente presas na parte de trás da bicicleta. Colocava-se num local estratégico perto da praça, e os clientes procuravam-no, ou para levar ou para entregar para arranjar durante a semana. Oito dias depois, iam ao mesmo local recolher. Lembro a conversa típica de velhos conhecidos, com sonoras palmadas nas costas e tratando-se uns aos outros com linguagem pouco polida. Mas riam-se, divertiam-se e percebia-se que eram felizes e sinceros. Enquanto isso, a minha avó dava as necessárias voltas com as comadres, para levar o avio para a semana, parando muitas vezes para conversar com familiares ou conhecidos de outras aldeias e que pelo mesmo motivo também andavam por ali. Perto das 13:00 horas encontravam-se para almoçarem juntos. O meu avô, já com uma dose considerável de copos bebidos, tantos quantos clientes apareceram naquele dia, mais uns quantos com uns esporádicos conhecidos. Na rua de Ansião, no local onde hoje é o restaurante “O Tirol”, havia uma tasca que servia refeições. À segunda-feira era ali, religiosamente. Havia um enorme braseiro para especialmente no verão, assar sardinha. Cada um assava as suas. Depois, com aquele molho a escorrer, aquela sardinha gorda a escaldar, era colocado num naco de broa. Lembro-me das gargalhadas e da satisfação com que eles comiam. O tinto sempre a “empurrar”. Muitos comiam de pé. As mesas eram insuficientes para aquela aglomeração de gente. Pelas 15:00, 16:00 horas, as mulheres regressavam com a cesta das compras à cabeça. Eram mais ligeiras no caminho de regresso. Eles já bastante “tocados”, vinham lentamente com passos pouco firmes encostados à bicicleta. Mas haviam de chegar. O dia estava feito.

Os mais bêbados, como o Ranito do conto, muitas vezes, ficavam numa valeta a recuperar quase em estado de transe, incapazes de regressar a casa. Muitas mulheres eram “obrigadas” a virem procurá-los, e passar por essa vergonha, ou então um amigo ou vizinho que, sensibilizado, fazia o favor. Dessas realidades tristes penso que ninguém tem saudades. Podem perder-se no tempo…

O domingo também era um dia de excecional movimento no Largo do Cardal. Em especial no período da manhã – a vinda à missa. Famílias inteiras da vila e também de muitas aldeias da freguesia, vinham cumprir a sua missão religiosa. Muitos maridos não ligavam tanto, ficando-se pelo espaço envolvente, enquanto a devoção da esposa na sua opinião serviria para espiar “os pecados” deles também. Muitos   hoje, já descobriram se foi boa opção ou não. Estavam muito concentrados no “sermão” da vendedora de pevides e tremoços. E com uma medida na mão, rumavam a uma “tasca” das redondezas porque aquilo “custava a descer”.

Na obra “O Largo”, as faias eram uma barreira e um abrigo natural, além de darem vida e serem protagonistas de tudo quanto se passava ali. Sem elas o largo não era “O Largo”. Fizeram lembrar-me os frondosos plátanos do Largo do Cardal. O novo projeto de requalificação incluiu o abate da maior parte deles. Foi uma tremenda perda. São décadas e décadas que uma árvore daquele porte precisa para se tornar assim. A vida que atrai, pássaros em especial, a sombra refrescante que proporciona, não podem de todo ser substituídas por coberturas de materiais sintéticos. Talvez neste ponto, os decisores tenham seguido o rumo errado.

No conto “ as suas lágrimas (de João Gadunha) molham o tronco carunchoso das faias.” No Largo do Cardal,  as suas lágrimas (dos plátanos abatidos) molharam as pedras da calçada, tornando-as frias e escorregadias, para sempre. Que todos os “plátanos” que sobreviveram possam molhar o chão e quem passa, com lágrimas de alegria, felizes, quais testemunhos silenciosos da vida daqueles que debaixo “das suas asas” vão passando…

João Domingues – candidato do Processo de RVCC – Nível Secundário

 

Dar forma às emoções


O Origami tem etimologia japonesa e significa dobrar (ori) papel (kami). Foi com recurso a esta técnica milenar que os formandos do processo de RVCC de nível básico foram explorando, a distância e presencialmente, alguns conceitos de geometria. O desafio  era procurar materializar os sentimentos despertados pela leitura das obras “O velho que lia romances de amor” de luís Sepúlveda, “A maior flor do mundo” de José Saramago, “Caldo de pedra” de Teófilo Braga através de construções de papel elementares.

Numa transversalidade dos saberes, os candidatos foram orientados pelos formadores das áreas de matemática para a vida e de linguagem e comunicação para verbalizarem emoções despertadas pela leitura e para a sua representação rigorosa bi e tri dimensional através da arte da dobragem do papel.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

A vida em metáforas


Cada pessoa que chega ao nosso Centro traz o novelo de uma História de Vida que, connosco, vai desfiando sessão após sessão. Com o desenrolar do Processo de RVCC, começamos a conhecer alguns dos palcos das suas vidas, nos quais foram o ator principal no desenvolvimento de competências. E é na sequência da díade equipa-candidato que vamos compreendendo como cada vida pode resumir-se numa metáfora.

No dia 02 de julho, com o respeito pelas regras às quais a situação pandémica atual nos obriga, decorreu uma sessão de júri de certificação presencial, que concedeu a um candidato o nível B2 e a duas candidatas o nível B3. Durante o processo houve um denominador comum a estes três candidatos: a transição do regime presencial para uma modalidade à distância. Foi, para todos, um dos mais significativos desafios, pois depararam-se com a necessidade de reajustar os seus tempos e os seus modos de vida a esta nova condição.

A todos, no final desta caminhada, foi colocada a questão: “se tivesse de resumir o processo numa imagem, qual seria?”. O candidato do Nível B2 disse-nos, com um sorriso, que se revê no espelho de um carro em andamento porque ao mesmo tempo que teve de olhar para o passado e para as suas experiências de vida, continua em movimento sem perder o sentido da sua viagem e do caminho que pretende seguir. A uma das candidatas o processo faz lembrar um livro porque construir o seu portefólio foi como viajar pela sua própria história de vida, virando uma página todos os dias. A outra candidata associou o processo a uma montanha. De facto, para chegar ao topo, sentiu necessidade de parar algumas vezes para respirar fundo e tomar fôlego. Os conhecimentos de TIC funcionaram como uma corda à qual se agarrou para não deixar resvalar esta oportunidade e continuar a escalada.

Acreditamos, como Equipa, que deste momento em diante ainda há muitas viagens e paisagens em movimento, muitas páginas para escrever e por mais agrestes que possam ser algumas montanhas, há sempre azul (luz) e verde (esperança) em redor e estas cores devem prevalecer, independentemente da altitude e das características morfológicas das cordilheiras da vida de cada candidato.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

“O carteiro” de Pablo de Neruda e a descoberta da força das palavras


Descobri a obra “O Carteiro de Pablo de Neruda” no processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências.

No exílio, Pablo de Neruda estava ligado  à sua terra natal através das palavras recebia a cada semana dezenas de cartas que “choviam” de todo lado. As eternas apaixonadas pelo charmoso escritor, apesar de estar casado, enviavam mensagens a que ele educadamente correspondia, e elegantemente respondia. Como é natural, dava mais importância a umas do que a outras. Havia uma carta que ele esperava receber com muita expetativa. Da Suécia. Novidades sobre a quem iriam atribuir o prémio Nobel. Naquele ano, a concorrência era forte. No íntimo, Pablo sabia a chance que tinha perante os seus pares.

Quem fazia  “a ponte” entre os correios e a residência, era o carteiro, Mário.  Este respondera a um anúncio de pedido de funcionário por parte do telegrafista. Apesar de ser um trabalho mal remunerado, e de só ter um destinatário, um único, mesmo assim o rapaz aceitou de bom grado. Inconformado com a vida que a tradição da aldeia impunha, a pesca e  pelo pai que achava que aquela por ter sido a vida dele teria de ser a vida do rapaz, decidiu dar a pedrada no charco e contrariar a máxima de que filho de peixe sabe nadar. Rompeu com a tradição desejada e decidiu abrir novos horizontes. Encontrou a “alpondra” perfeita, o poeta. Com o tempo, com astúcia e inteligência, conseguiu “aproximar-se” de Pablo. Este começou por desconsiderá-lo, mas depressa percebeu o gosto que o carteiro tinha pela leitura e pela poesia.  Tinham algo em comum. Foi nesta interação que uma amizade começou a surgir. Mário começou a perceber a força das palavras e a deixar que o seu mestre  influenciasse e moldasse a sua forma de pensar.

A poesia e a leitura abriram-lhe as “portas do mundo”.  Na sua investida para tentar conquistar a bela Beatriz, algumas das frases apaixonadas que lhe dirigiu foram: “o teu sorriso espalha-se pelo teu rosto como uma borboleta”, “ o teu sorriso é como uma rosa”, “uma lança descoberta, é o bater das águas”, “o teu sorriso é uma onda prateada repentina”.

Mário, o carteiro, é um exemplo vivo de que a beleza interior, a riqueza de carácter e a sabedoria acumuladas, não se aprende nas escolas. Os títulos e cursos académicos, bem como novas descobertas científicas são muito importantes nas sociedades modernas. Sem isso, o sistema entrava em colapso. Mas qualquer um de nós, se por alguma razão ficou arredado desse reconhecimento dado pela sociedade, não fica arredado de “beber” da formação e crescimento contínuos que a vida lhe oferece. Mais, pode ser para os outros uma “fonte de água refrescante” sempre disponível para quem “de si quiser beber.

João Domigues – Candidato do processo de RVCC de nível secundário

“O velho que lia romances de Amor” Luís Sepúlveda – Ecos


No processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, tive ocasião de ver o filme “O velho que lia romances de amor”, baseado na obra literária do autor Luís Sepúlveda. De origem chilena, este escritor ficará para sempre ligado a Portugal por causa do motivo da sua morte. Diagnosticado em fevereiro 2020 com covid 19, viria infelizmente a falecer em Gijón, Espanha, depois da sua última aparição em público ter sido na Póvoa de Varzim num encontro literário.

O romance “O velho que lia romances de amor” foi dedicado a um amigo de nome Chico Mendes, herói da defesa da floresta da Amazónia. O velho é o autor principal e um vasto conhecedor do meio. Dotado de uma visão e sabedoria destacáveis, consegue manter manter boas relações com todos, inclusive com os que não gostam dele, sem usar a força, com boa educação e boas maneiras, sem levantar o tom, sem ser arrogante. Faz lembrar um ditado antigo: “A língua suave pode quebrar um osso”. Vive uma relação de forças com o prefeito (representando o Estado), que usa a lei para se impor e proteger com um notório abuso de autoridade. Um dia, um dos gringos, ou estrangeiros que se instalam nesta terra com o objetivo de explorar as suas riquezas naturais, estupidamente ataca os filhotes de uma onça, sendo depois morto por ela. A fúria invade o animal que se vinga em todo ser vivo que encontra com sangue humano a circular dentro das veias. Depois do aparecimento de vários cadáveres, Bolivar decide que é hora de parar aquela carnificina e sair numa expedição para capturar o perigoso animal. Esta não corre bem por causa da constante insistência  do incompetente prefeito em comandar as operações. Plano seguinte, com o qual todos concordam, deixar Bolivar sozinho até encontrar o animal. Corajosamente, enfrenta-o, levando a melhor neste duelo, sem demonstrar no entanto qualquer sentimento de vingança ou ódio. Usa a força e a inteligência necessárias para se sobrepor ao instinto feroz do felino, fazendo-o porém com muita dignidade, respeito e elevação. Até no momento final em que “enterra” o animal, deixa transparecer quão condoído se sente.

À medida que a história se desenrola a força das palavras, o desejo de saber mais a busca por literatura são uma constante no dia a dia do velho. Com notória dificuldade em soletrar as palavras, não desiste. O seu lado romântico e encantador não passam despercebidos, de modo particular junto das mulheres. Foi presenteado de forma especial depois do ato heróico em que arrisca a vida em prol dos outros.

Há uma frase um pouco “gasta”, mas muito assertiva: “Leitura é cultura”. Ler faz-nos pensar, sonhar, emocionar, refletir, acreditar, acumular conhecimentos e passar a olhar o mundo com outros olhos. Também acalma, dando de alguma forma uma paz de espírito que se transmite e silenciosamente dá sinais a quem nos observa e rodeia de que não somos ameaça. Transmite segurança. Chegados aqui, as bases para estabelecer pontes de amizade e confiança mútuas estão lançadas.

Com a leitura alimentamos o espírito. Isso torna-nos indivíduos mais simples, mais acessíveis, mais altruístas e por consequência menos gananciosos. No fundo, desmaterializamos um pouco os nossos desejos, contentando-nos com o básico para viver. Sentimo-nos bem connosco próprios e com toda certeza, se eu estiver de bem com a vida, de bem comigo, estou muito mais disponível para partilhar. Além disso, se tiver o ouvido atento, a palavra e o tom certos no momento certo, atrairei pessoas de toda estirpe. Sentir-me-ei útil e desejado mas sem qualquer tipo de presunção, ou arrogância intelectual. A leitura torna sonhos reais. Parece milagre….

João Domingues – Candidato do processo de RVCC de nível secundário

Educação e Formação de Adultos em Tempos de confinamentos – Conferência Digital


Na próxima segunda-feira, dia 22 de junho, às 15:00 horas realiza-se a Conferência “EFA em Tempos de confinamentos” promovida pela APEFA (Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos em Portugal).

O Centro Qualifica do AE Pombal junta-se ao Centro Qualifica do NERBA e da APEFA bem como à Câmara Municipal de Aljustrel para a partilha dos constrangimentos na continuidade das suas atividades em tempos de confinamento e das lições a seguir e das metodologias e estratégias a adotar em momento pós-Covid 19.

A Conferência tem moderação de Jorge Sarmento Morais e conta com a presença de personalidades como o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, dos dirigentes do POCH, Joaquim Bernardo, do IEFP, António Leite e da ANQEP, Filipa de Jesus.

Junte-se a nós! Inscreva-se!

Cristina Costa – Coordenadora

Retoma das sessões presenciais de júri de certificação


No passado dia 9 de junho de 2020, o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal retomou a realização de sessões presenciais de júri de certificação, respeitando as orientações da Direção Geral de Saúde relativamente à situação de pandemia COVID-19.

Com alguma ansiedade, nervosismo e emoção, os candidatos Fernando Carvalho e Maria de Lourdes Carvalho tiveram a oportunidade de verem certificadas as competências que “a escola da vida” lhe tinha permitido adquirir. No entanto, entendemos que para estes dois candidatos, o Processo de RVCC foi para além do reconhecimento dos seus saberes, pois permitiu-lhes enriquecer os seus conhecimentos, nomeadamente nas áreas de Informática e de Matemática para a Vida e ajudou-os a aperfeiçoar as suas competências de língua portuguesa.

Muitos parabéns aos dois candidatos e fazemos votos para que a certificação do 3ºciclo do ensino básico permita-lhes alcançar um dos seus principais objetivos do momento: reingressar no mercado de trabalho, nunca nos esquecendo de que “a vida é uma verdadeira batalha e só quem continua a lutar sairá vencedor.”

Patrícia Amado – Técnica de ORVC

Certificação de nível secundário a Distância


Nos dias 21 e 28 de maio de 2020 realizaram-se as primeiras sessões de júri de certificação à distância, com recurso à plaforma Teams.

Três candidatas viram o seu percurso de vida valorizado, alcançando assim a certificação de nível secundário. Foram candidatas com experiências de vida muito distintas mas, a partir do momento que iniciaram o Processo RVCC no nosso Centro Qualifica, manifestaram o mesmo denominador comum: realizar um sonho que a vida lhes tinha “roubado”.

Durante os oito meses de sessões de reconhecimento de competências de formação complementar interna as candidatas revelaram muito empenho, esforço e dedicação na construção dos seus portefólios, valendo-lhes a sua resiliência para conseguirem ultrapassar os obstáculos que foram encontrando pelo caminho. Porém, como alguém um dia referiu, “as pessoas vencedoras não são aquelas que nunca falham, mas sim aquelas que nunca desistem” e estas candidatas foram o verdadeiro exemplo disso.

Parabéns à Susana Paiva, à Filipa Oliveira e à Fátima Gameiro pela certificação de nível secundário e fazemos votos para que continuem a apostar na sua qualificação pois, como refere Albert Shweitzer, “ aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”.

 

Patrícia Amado – Técnica de ORVC

Revisitar a obra de Orwell “1984” à luz do Referencial de nível secundário de Educação de Adultos


No dia 21 de janeiro 2020, demos início ao nosso projeto:  Leituras com Arte – Ler + Qualifica com a  exibição do filme  1984, baseado no romance de George Orwell (1949). Numa articulação com o Referencial de Competências-chave de nível secundário, pretendeu-se, proporcionar aos adultos em formação no nosso Agrupamento a aventura do encontro com os livros. Partilhamos hoje um dos resultados desta iniciativa que muito nos enche de orgulho. Propomos-lhe o revisitar da obra de Orwell pelos olhos do candidato do processo de RVCC, Jorge Ferreira.

“O romance “1984”, de George Orwell, publicado em 1949, do qual resultou um filme, marcou a minha adolescência a par das obras de Huxley e Kafka. Nele funde-se o regime ficção e a realidade dos totalitarismos europeus da altura.

Na obra, ninguém consegue escapar ao olhar constante do Big Brother, cuja imagem é difundida por toda a parte. Em Portugal, a figura de Salazar, tal como o Big Brother é o Grande Salvador da Pátria, uma espécie de figura epopeica, o único capaz de solucionar os problemas da nação fortemente hierarquizada, impondo desta forma, o culto ao líder.

Os regimes totalitários partilham um elemento comum na sua origem: uma grande crise económica. Nestes cenários caóticos, as figuras autoritárias são eleitas e acumulam todos os poderes, como única solução radical. O populismo ganha força, através de fomentação de ódios a determinadas categorias sociais e de um complexo sistema de propaganda, pensado para controlar a capacidade de questionamento. É anulada a liberdade de expressão, através de mecanismos de censura, a vida pública sofre uma enorme repressão e o acesso à educação fica reservado sobretudo às elites.

Em Portugal, entre 1945 e 1969, a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE), foi responsável por uma enorme repressão individual. Na obra de Orwell, podemos compará-la com a Polícia do Pensamento, perseguindo pessoas por denúncias, recorrendo à tortura como meio de obter informações, sendo também responsável por diversos assassinatos.

Tal como na obra de Orwell, em Portugal, a União Nacional, era o partido único, uma vez que a oposição era fortemente perseguida e reprimida. Este partido era também responsável por uma retórica violenta contra supostos “inimigos internos” que contribuem para a degradação moral da nação. Através da censura, tanto na esfera cultural, como no ensino, à semelhança da obra de Orwell, o Ministério encarregava-se de censurar a história, reescrevendo constantemente os factos do passado. Também o Estado Novo atribuía uma enorme importância à propaganda, criando em 26 de outubro de 1933, o SPN – Secretariado da Propaganda Nacional, com o intuito da divulgação do ideário nacionalista a na padronização da cultura e das artes do regime.”

Jorge Ferreira – Candidato do Processo RVCC de nível secundário


Admiro pessoas que passam pela vida procurando fazer o bem. Já no processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, numa sessão de Cultura, Língua e Comunicação, tive ocasião de conhecer Aristides de Sousa Mendes através da obra “Aristides de Sousa Mendes – Memórias de um neto” de António Moncada Sousa Mendes.

Nascido a 19 de julho 1885, em Cabanas de Viriato, pertencia a uma família católica da Beira Alta, mudando-se para Lisboa em 1907, após a licenciatura em Direito pela Universidade de Coimbra. Enveredou pela carreira diplomática, ocupou diversas delegações consulares pelo mundo, como Zanzibar, Guiana, Brasil, Estados Unidos da América e Espanha.

No início da II Guerra Mundial, Salazar foi nomeado cônsul em Bordéus, França. Foi o início da história mais importante para ele. Em plena Segunda Guerra Mundial, à medida que recrudescia a ameaça e a perseguição de milhares de Judeus por toda a Europa, milhares de refugiados judeus, em Bordéus, reuniam-se em frente aos consulados de Portugal e de Espanha, em busca de vistos para escapar a uma morte certa. Espanha negou os vistos aos refugiados judeus e a única esperança residia no consulado português.

A“Circular 14”, emitida pelo governo português,então chefiada por António de Oliveira Salazar, ordenava a suspensão de vistos aos refugiados, explicitamente Judeus e Russos, mas Aristides tomou uma decisão: iria emitir vistos sem distinção de raça ou religião.

Aristides Sousa Mendes teve a coragem, de assumir, sofrendo as consequências políticas, a defesa intransigente dos direitos de milhares de refugiados judeus. Em vez de ser premiado foi demitido da função de cônsul despromovido à categoria inferior, perdeu o direito de exercer advocacia. Foi obrigado a vender tudo para pagar as dívidas e sobreviver com dificuldade com sua mulher e os seus 12 filhos, nunca lhe sendo reconhecida bondade dos seus atos em vida, morreu a 03 de abril de 1954.

Não sei se eu teria sido capaz de ter o mesmo gesto, mas sei que numa ocasião em que me vir confrontada com uma decisão difícil a tomar, irei pensar na coragem deste homem. Devemos muito a grandes homens como este que não olharam ao que iriam perder para salvar vidas humanas.

Susana Paiva – Candidata do Processo de RVCC de nível secundário

Centro Qualifica@D


No quadro da suspensão das atividades formativas presencias em razão da situação epidemiológica do novo Coronavírus – COVID 19, o Centro Qualifica  continua a assegurar o desenvolvimento das modalidades de qualificação de adultos à distância.

Contacte-nos, informe-se!

 

CQ@Distância

Filme ‘1984’ baseado em livro de Orwell no Centro Qualifica


O cinema, o teatro, as artes plásticas, a música são linguagens que nos ajudam a ler a História do mundo e a nossa própria história. Pretendemos que sejam caminho para despertar o gosto pela leitura, a sua capacidade mágica de nos fazer viajar de expandir o nosso mundo interior.

No dia 21 de janeiro, daremos início ao nosso projeto:  Leituras com Arte com a  exibição do filme  1984, baseado no romance de George Orwell (1949), e apresenta um governo “Big Brother” que espia seus cidadãos.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

RVCC: um processo (trans)formador


O final do ano de 2019 significou, para nove candidatos, também um outro final: o do seu processo de RVCC, que se desenvolveu – como os frutos que se querem colher maduros e saborosos – ao longo das estações. Na primavera, o despontar das flores avivou em cada um o perfume daquela que seria uma viagem ímpar: pelo seu percurso de vida. No verão do processo o sol acendeu a certeza do que almejavam: concluir com sucesso o que haviam iniciado. A natureza no outono presenteia-nos com alguns dos frutos pelos quais ansiamos durante todo o ano e é quando os dias encurtam que os saboreamos. O mesmo aconteceu durante o processo para estes candidatos, pois à medida que o processo decorria, também encurtava o que faltava cumprir para fechar o capítulo. Foi em dezembro, nos últimos suspiros do ano, que aqueles candidatos também suspiraram, mas de orgulho, por alcançarem o tão desejado resultado: dois obtiveram o 4.º ano; um, o 6.º ano; e cinco, o 9.º ano. Se quem obteve o 9.º ano espera, agora, conseguir uma mudança na vida profissional, para três candidatas o processo foi uma verdadeira autodescoberta. Inseridas no Projeto 3I – Intervir, Integrar, Incluir, e provenientes da comunidade cigana local que, há alguns anos, não atribuía à escola o valor que, hoje, lhe reconhece, decidiram voltar aos bancos da escola porque, apesar dos seus conhecimentos básicos, tomaram consciência que o 4.º e 6.º anos eram uma chave que precisavam de adquirir para poderem abrir outras portas. Mais do que isso, afigurou-se uma forma de enriquecimento pessoal, uma vez que o processo foi, nestes casos, efetivamente (trans)formador e emancipador, como se deseja que sejam os projetos em Educação e Formação de Adultos.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

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O Centro Qualifica vai ao teatro: “Para ti, Sofia”


Em 2019 comemorou-se o nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen e Trigo Limpo teatro ACERT  (Tondela) pretendeu homenagear a autora inspirando-se em quatro livros da autora que fazem parte do Plano Nacional de Leitura.

O espetáculo vai ser apresentado no âmbito do Encontro de Teatro 2020, uma organização do Teatro Amador de Pombal, a realizar no próximo dia 12 de janeiro (domingo), às 17h00, no Teatro-Cine de Pombal.

O Centro Qualifica aceitou o convite para redescobrir o mundo através do olhar dos mais “pequenos”, relembrar que tudo tem a magia dos sonhos que a realidade é também o que imaginamos.

Junte-se a nós na valorização da poesia e a literatura portuguesa!

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

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Em vésperas de Natal, no Centro Qualifica


A magia de Natal aconteceu no Centro Qualifica ao longo do dia 20 de dezembro 2019. Tinha chegado a hora da prova final de certificação para 9 candidatos do processo RVCC.

À mistura com algum nervosismo, vivia-se a satisfação profunda de uma meta prestes a ser alcançada. Para a equipa do Centro, era tempo de reconhecer o esforço de cada um dos candidatos ao longo dos meses em que decorreu o processo RVCC, de enaltecer as virtudes evidenciadas, mas também de desafiar para novos caminhos de aprendizagem. 

Relembraram-se os sacrifícios, mas também os bons momentos. Celebrou-se o gosto pela aprendizagem. Abrem-se agora novos caminhos que ditarão outras vivências, outras competências.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

Educação de Adultos: possibilidade de esperança


Entre os dias 07 e 09 de novembro de 2019, a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra acolheu a conferência da European Society for Research on the Education of Adults (ESREA) subordinada ao tema “Adult education as a resource for resistance and transformation: voices, learning experiences and identities of student and adult educators”.

Este evento contou com a presença de profissionais e investigadores de diversos países, além do anfitrião (Portugal): África do Sul, Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Escócia, Espanha, França, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Itália, Lituânia, Polónia, Sérvia e Suécia. Da Comissão Organizadora fizeram parte docentes e investigadores ligados à Educação e Formação de Adultos, entre os quais Isabel Moio, Técnica de ORVC do Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal.

Como profissionais na área de intervenção de Educação de Adultos, tivemos oportunidade de refletir como esta, em todos os seus contextos, permite construir espaços para a mudança, para a transformação e para a emancipação de estudantes adultos e adultos que, mais tardiamente, retomam os seus percursos formativos. Colocando uma tónica de esperança nesta área, explorou-se como pode capacitar estes públicos e mudar vidas formativas de modo a contribuir para uma sociedade mais democrática, numa conjuntura em que o mercantilismo e o neoliberalismo fazem parte da arena política.

O plano de trabalhos terminou em ambiente informal, no dia 09, num almoço-convívio no Restaurante do Museu Monográfico de Conímbriga, momento após o qual se seguiu uma visita guiada pelas Ruínas, provando-nos que a Educação e Formação de Adultos acontece igualmente em outros contextos para além dos espaços tradicionais.

É em momentos como este – pautados por um clima de formação e de partilha –, quando se juntam profissionais de diferentes coordenadas geográficas, que tomamos consciência de que, sozinhos, somos nada e que dentro das fronteiras de todos aqueles países também tanto se é e tanto se faz em Educação de Adultos.

Durante aqueles três dias, em Coimbra, a ESREA e todos os envolvidos no evento exploraram a “possibilidade de esperança” na Educação de Adultos. Que essa, sendo a última a morrer (como dizem), nunca nos seque a inspiração e a vontade.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Sons e Sabores da Multiculturalidade


Já estamos nos preparativos da 3ª edição da atividade “Sons e Sabores da Multiculturalidade”, numa parceria  do Centro Qualifica com a Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Pombal.

Assinalando os 20 anos da morte de Amália Rodrigues,  o mote, para este ano, será o Fado.

Contamos com participação da Universidade Sénior, o fadista Arcanjo Rocha e os formandos do curso EFA, Bruno Piedade e o Rafael Neves, para o ambiente musical, mas também com os formandos do curso de Português para Falantes de Outras Línguas para despertar os sentidos com as iguarias dos seus países de origem. Numa partilha de tradições também não faltarão as castanhas assadas e  jeropiga.

Junte-se à Educação de Adultos!

 

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Atualize as suas competências informáticas!


Inscreva-se em Formação Modular financiada, a decorrer em horário pós-laboral, no Agrupamento de Escolas de Pombal.

A formação vai incidir sobre a utilização da Internet, Correio Eletrónico, Comunicação Digital (elaboração de folhetos e documentos gráficos) e  Folha de Cálculo.
Podem inscrever-se pessoas com pelo menos o 6ºano de escolaridade, no entanto têm que estar empregadas ou a trabalhar por conta própria.

INFORME-se no Centro Qualifica!

Formaçºao de informática - Centro Qualifica

SMAL – O meu nome faz história


Despertar o gosto pela aprendizagem, estimular para a construção de conhecimento de modo criativo foi o objetivo da atividade “O meu nome faz história” que decorreu na biblioteca da Escola Secundária de Pombal, na tarde de 24 de setembro, e destinada aos candidatos do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) de nível B1 (4º ano).

Integrada numa iniciativa nacional SMAL – Setembro Mês da Alfabetização e Literacias, a coordenadora da Biblioteca, a professora Fernanda Gomes, propôs, num ambiente lúdico, um exercício de escrita criativa. A partir das letras do nome de cada um dos intervenientes, com o apoio dos formadores de Linguagem e Comunicação, emergiram memórias dos poucos anos de escola, soltou-se a criatividade, esboçaram-se sorrisos e resultaram histórias fantasiosas.

Cumpriu-se o objetivo e confirmou-se ainda o desafio que se impõe aos Centros Qualifica de apoiar na consolidação de competências essenciais nos processos de certificação escolar, mas também na implementação, no concelho, de cursos de formação em Competências Básicas (alfabetização, cidadania e TIC) com o desígnio de ajudar a todos a vencer a “fronteira digital”.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Roteiro da diversidade línguística no Curso de Português para Falantes de Outras Línguas


A 26 de setembro comemora-se o Dia Europeu das Línguas e o objetivo é celebrar a diversidade de línguas na Europa bem e procurar atingir a compreensão intercultural.

No curso de Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL) também fazia todo o sentido celebrar a diversidade linguística e cultural, pelo que os formandos foram convidados a fazer um exercício de apresentação do seu país, da sua cidade, da ou das línguas oficiais e especialidades gastronómicas.

O resultado é um roteiro que extravasa o velho continente. Descubra connosco algumas cidades da Ucrânia, de Espanha, de Venezuela e da República Dominicana.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Roteiro da diversidade linguística no curso de PFOL

O meu nome faz história – atelier de escrita criativa


Para sensibilizar a sociedade portuguesa para o flagelo do analfabetismo e das baixas literacias, a Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos – Apendências, convidou as comunidades de todo o País a integrar a Iniciativa nacional de Educação de Adultos, SMAL – Setembro Mês da Alfabetização e das Literacias.

O Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal aderiu à iniciativa e com o apoio da Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Pombal propõe um atelier de escrita criativa dirigido a candidatos em processo de Reconhecimento de Competências de nível B1: O meu nome faz história!

Um ano em retrospetiva: vivências e reflexões


Contrariando estes nossos tempos de aceleração, vamos deter-nos a contemplar o que foi um ano de empenho de cada um dos candidatos do processo RVCC, dos formandos dos cursos EFA e Português para Falantes de Outras Línguas e ainda dos elementos das equipas técnico-pedagógicas.

O tangran – Q – de Qualifica constituiu um elemento decorativo no nosso evento de entrega solene de Diplomas e suporta o edifício de recordações do que foi este ano letivo.

Une, entretece e condensa alguns dos acontecimentos. Desafia a uma demora contemplativa.

Iniciámos o nosso ano letivo com duas semanas dedicadas à Aprendizagem ao Longo da Vida. Com a professora Margarida Cardoso, descobrimos a escritora “pombalense”, Madalena Martel Patrício; por intermédio da Dra. Cidália Botas, visitámos o Museu Marquês de Pombal em horário pós-laboral; com o Presidente de Junta e Deputado, Pedro Pimpão, refletimos sobre o papel das instituições na construção da identidade de Pombal; com a professora Lina Oliveira, centrámo-nos nos media, a liberdade e responsabilidade democráticas; com a Dra. Carolina de Jesus, visitámos a rádio Clube de Pombal, produzimos podcats ” Sumo de Ciência” e, no sarau “Sabores da multiculturalidade”, fomos brindados com a atuação do Teatro Amador de Pombal, uma mímica do conto “Os três porquinhos”.

Ao longo do ano, no âmbito do projeto Ler + Qualifica, tivemos sessões de apresentação de obras e cinema. Destacamos a atividade em parceria com a professora Fernanda Gomes , coordenadora da biblioteca escolar “Ler.com Amor e Humor”. Abrimos as portas da sala de formação de Português para Falantes de Outras Línguas ao Jornal de Leiria para um olhar sobre a multiculturalidade; na semana Crescer com Afetos, usufruímos de sessões de risoterapia e de oxigénio com a colaboração do ginásio Move Up. Através do Clube para a Saúde, com o Doutor Válter Santos e a Doutora Ana Ponciano, refletimos sobre a prevenção do AVC. Sob a orientação do professor Luís Costa e numa visita ao bioparque e piquenique, houve ocasião para determos o nosso olhar sobre a biodiversidade da região de Pombal; explorámos ainda o tecido empresarial sendo o momento alto a visita à queijaria Flôr da Sicó.

Indo ao encontro dos candidatos, realizámos processo de RVCC em regime de itinerância. Três vezes por semana, estivemos no Agrupamento de Escolas da Guia e, no âmbito do projeto 3i, estivemos nas instalações da AICP.

Foi um ano rico de aprendizagens sustentadas numa diversidade de vivências e reflexões.

Cumpre-me agradecer a todos os que contribuíram para estas oportunidades de questionamento, de integração de conhecimento, e de promoção do bem-estar. Um agradecimento especial também ao professor Sérgio Cardoso que “refrescou” a imagem visual do nosso Centro Qualifica e a todos os parceiros nesta nossa missão, de modo especial à Calcus, a Talentus, a AICP, o Agrupamento de Escolas da Guia, o GIP da Guia, a Junta de Freguesia de Pombal e a Câmara Municipal. E, por último, também agradecimento especial a cada um dos elementos da equipa técnico-pedagógica (formadores e técnicos de ORVC) pela  disponibilidade e empenho diário no cumprimento dos objetivos.

A todos, desejo umas merecidas férias. Até setembro para novos desafios!

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Centro Qualifica – Sessão Solene de entrega de Diplomas


O Agrupamento de Escolas de Pombal esteve em festa na noite de 19 de julho. Celebrámos um momento significativo: a certificação escolar de 14 candidatos do Curso EFA de nível secundário, 22 de Português para Falantes de Outras Línguas, 32 do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (nível básico e secundário).

Dirigido à educação e formação de adultos, o Programa Qualifica arrancou no início de 2017, dispondo hoje de 300 Centros Qualifica em vários pontos do país.

Somos um deles. Somos um pontinho no mapa Qualifica, mas uma célula viva de interação com os diversos departamentos do nosso Agrupamento, entidades, serviços públicos e privados, com a missão de contribuir para o desenvolvimento da população adulta, no apoio à valorização da diversidade de saberes e competências adquiridas nos mais variados contextos, mas também na construção de novos saberes e competências, na concretização de objetivos pessoais e profissionais.

Com recurso à teia de relações dos nossos formandos/candidatos, fomos brindados com apontamentos musicais: o grupo Gypsies de Pombal, os Candle e os Toca sem dó.

Numa expressão de valorização da educação de adultos, a Dra Ana Cabral, Vereadora da Educação, fechou a narrativa da passagem pelo Centro Qualifica dos nossos 68 formandos/candidatos com palavras de reconhecimento pelo esforço e mérito de cada um dos presentes incluindo familiares, formadores, técnicos, mediadora do curso EFA, coordenadora do Centro e Diretor do Agrupamento na concretização da missão do Programa Qualifica. Destacou os sentimentos e emoções despertados pelos testemunhos de alguns dos formandos/candidatos. Alegria e gratidão foram as notas dominantes.

De coração cheio prosseguimos a confraternização num ambiente menos formal deixando-nos despertar por outros sentidos e aguçando o paladar.

Foi seguramente para todos um momento muito feliz do nosso Centro Qualifica.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

V Seminário Nacional de Educação e Formação de Adultos


No dia 5 de julho, o auditório da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra acolheu o V Seminário Nacional de Educação e Formação de Adultos, subordinado ao tema “Educação de Adultos, Literacia Mediática, Ética e Democracia”.

Na sessão de abertura, o chefe de gabinete do Secretário de Estado da Educação, Jorge Morais, sublinhou que que, muitas vezes, o trabalho dos profissionais desta área “é no café”. Não necessariamente em termos estritos, pois com esta imagem era seu intuito reforçar a importância dos contactos presenciais e das parcerias, pelo que é imprescindível “cativar as pessoas” para estreitar sinergias.

A primeira mesa temática intitulou-se “Contributos para uma consciência crítica e (in)formada na sociedade da informação e ‘fake news’”. A este propósito, e primando a educação e formação de adultos pela vertente humana, Manuel Carvalho da Silva (sociólogo e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) referiu que “no limite estamos na era digital, não na sociedade digital”, pois “não se trata de uma questão semântica. A sociedade é humana”. É por isso que Alberto Santos (escritor, advogado e ex-presidente de Câmara), considera que “temos de tomar uma vacina psicológica anti ‘fake news’” e, na opinião de Luís Alcoforado (docente na FPCEUC), “a Educação de Adultos deve tirar-nos das gaiolas nas quais, por vezes, a sociedade nos coloca”.

A segunda mesa temática debruçou-se sobre “Literacias: praxis e prioridades”. A este propósito, Dina Soeiro (docente na Escola Superior de Educação de Coimbra) sublinhou a relevância de “estar ao nível horizontal para criar laços e afetos” e que “um sorriso e um abraço à entrada e à saída são fundamentais”. Ainda com destaque nas relações interpessoais, Luís Rothes (docente na Escola Superior de Educação do Porto) partilhou a sua experiência enquanto especialista e coordenador de vários projetos de Educação e Formação de Adultos referindo que “é decisivo que os coordenadores não esmaguem nem apaguem o resto da equipa”.

O Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal fez-se representar pela possibilidade de moderar a terceira mesa temática, alusiva ao tema “Educação de Adultos: Políticas Prospetivas e Financiamento”. Assim, Isabel Moio, TORVC, teve ao seu lado Zara Sousa (TORVC com ligação à APEFA) e Alzira Mendes (Agência Nacional Erasmus+), que partilharam experiências e projetos de financiamento no âmbito do programa Erasmus+, Ana Cláudia Valente (Vogal do Conselho Diretivo da ANQEP), que apresentou o balanço do Programa Qualifica até ao momento e partilhou algumas observações com vista aos desafios que competem aos Centros, e Joaquim Bernardo (Presidente da Comissão Diretiva do POCH), que se centrou na dimensão financeira que se prevê assegurar o funcionamento da Educação e Formação de Adultos até 2027.

Mais do que um mero momento formativo, este Encontro assumiu uma função aglutinadora ao afigurar-se como uma oportunidade para reunir profissionais, coordenadores e investigadores ligados à Educação e Formação de Adultos, uma área nobre e digna de ser assumida como um verdadeiro desígnio nacional.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Matemática para a Vida e jogos


No processo de formação de adultos é muito importante o modo como se organizam os ambientes e a forma como se concebem e orientam as propostas que permitem o desenvolvimento das competências matemáticas e a evidenciação das mesmas.

No processo RVCC, assume particular importância a natureza das propostas de trabalho formativo para estimular o evidenciar das competências que cada candidato desenvolveu com a sua história de vida.

As propostas de trabalho são organizadas tendo em consideração as experiências de vida e procura-se fazer com que o desenvolvimento de competências seja um desafio, motivando o candidato e incentivando-o a realizar atividades experimentais nas quais mobilize conceitos numéricos ou geométricos simples, processos e procedimentos matemáticos para a resolução de problemas da sua realidade.

A utilização de jogos tem-se revelado de grande importância na concretização deste objetivo uma vez que ajudam o candidato a ver a Matemática enquanto modo de pensar e de organizar conhecimentos e enquanto lazer. O candidato vai integrando a compreensão da natureza desta ciência que está sempre no seu quotidiano.

Tem-se recorrido ao uso de jogos como o Tangram, para desenvolver conceitos geométricos; o Jogo do 24, para utilização de estratégias de cálculo mental adequadas a diferentes situações e relacioná-las com propriedades das operações; o Sudoku para desenvolver competências ao nível do raciocínio matemático e do saber argumentar usando justificações lógicas para a validação de afirmações.

O Tangram (com as sete peças) permitiu, por parte dos candidatos, a aplicação do mesmo na construção de letras e criação de puzzles personalizados para os netos; o Jogo do 24 foi jogado com os algarismos do ano de nascimento dos formandos e familiares, bem como com os algarismos que constam das matrículas dos seus carros; o Sudoku, apelou ao raciocínio, desenvolvendo um pensamento organizado e bem estruturado e os candidatos reconheceram que além de ser uma ótima fonte de distração e de lazer, também é ótimo para potenciar a mente.

Ana Francisco – Formadora de Matemática para a Vida

Conexões entre emoção e cognição na educação de adultos


Consciente da mútua relação entre as esferas afetivo/cognitivas no desenvolvimento de competências, a educação de adultos do Agrupamento de Escolas de Pombal valoriza todas as ocasiões de convívio.

Dentro e fora da escola, as atividades realizadas com alegria, bom humor e descontração são oportunidades para um outro olhar para o outro, para o desenvolvimento da autoestima, fator essencial para a aprendizagem. E se o momento de convívio fizer parte de uma estratégia de exploração de um determinado conteúdo a ser aprendido, melhor ainda.

Foi o que aconteceu no sábado 04 de maio em que candidatos do processo RVCC e formandos do curso de Português para Falantes de Outras Línguas se juntaram aos formandos do curso EFA na sua atividade integradora: Património cultural e turismo sustentável em Pombal”. Numa visita ao bioparque e num piquenique no parque de merendas do Cotofre, todos tivemos a oportunidade de aprender com a experiência numa agradável interação entre a emoção e a cognição.

O dia 23 de maio foi também ocasião de convívio para o grupo de formandos estrangeiros que procuraram registar o culminar de um percurso de conexões emocionais com a nossa língua e a nossa cultura.

Cristina Costa – Coordenadora da Centro Qualifica

Estatística: Ferramenta de Formação Cívica


No dia 14 de fevereiro de 2019 os alunos do EFA e os candidatos do processo RVCC tiveram a oportunidade de participar numa palestra subordinada ao tema “Estatística: Ferramenta de Formação Cívicadinamizada pelo Dr. João Paulo Martins, docente do Departamento de Matemática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Leiria.

O palestrante começou por apresentar a origem e a história da Estatística bem como os diferentes Matemáticos ligados à mesma. De seguida  apresentou vários exemplos de informações estatísticas e referiu a importância de se analisar  de forma crítica toda a informação que nos apresentam ( jornais, televisão, publicidade,….), dado  que a informação estatística com que somos confrontados diariamente é frequentemente apenas uma informação parcial. Alertou, ainda, para a importância de  compreender que os mesmos dados, consoante as medidas de redução de dados, representações gráficas ou tabelas utilizadas, podem conduzir a conclusões diferentes. Para terminar, os formandos presentes, em grupo, foram desafiados a fazer a análise de notícias com informação estatística sobre um mesmo assunto mas feita por jornais diferentes. A análise foi apresentada pelo porta voz de cada grupo. Em todas as notícias foi possível identificar que notícias sobre o mesmo assunto levavam a conclusões diferentes e era possível identificar possíveis enviesamentos na informação.

A abordagem apresentada salientou que  a Estatística pode ser  utilizada de forma perversa para influenciar a opinião pública acerca de  determinados assuntos ou para representar a suposta qualidade e eficácia de produtos comerciais.

Para concluir enfatizou-se a importância e a necessidade de sermos  cidadãos esclarecidos e críticos em relação à informação estatística com que nos deparamos no nosso dia a dia.

Ana Francisco – Formadora de MV do processo RVCC

Leitura e cinema no Centro Qualifica


A apresentação do livro do jornalista norte-americano Franklin Foer “Mundo Sem Mente”, com a leitura de alguns excertos e o visionamento do filme “Jogo de imitação” do realizador norueguês Morten Tyldum foram fonte de conhecimento e agentes de reflexão nas sessões de formação do processo RVCC e curso EFA de nível secundário, no serão de 28 de janeiro.

A mensagem de uma obra que denuncia o impacto da alta tecnologia no dia-a-dia e sobretudo a invasão da privacidade dos utilizadores da Google, da Amazon, do Facebook, da Microsoft e da Apple não poderia ser mais oportuna para cumprir os objetivos das áreas de competências-chave de Sociedade, Tecnologia e Ciência e de Cultura, Língua e Comunicação no que se referem à  temática redes e tecnologias.

Com referências a Alan Turing, Stuart Brand e as origens hippies de Silicon Valley, a obra apresenta-nos os fundamentos da GAFA (Google, Apple, Facebook, Amazon) e questiona (denuncia) se o seu intuito subjacente não será de moldar a humanidade à imagem que deseja.

Num aprofundamento sobre o conhecimento de Alan Turing matemático, criptoanalista britânico com um papel relevante na criação do computador, os candidatos em processo RVCC e os formandos do curso EFA puderam ainda assistir ao filme “Jogo de imitação”.

Como em toda a sessão de cinema, não faltaram pipocas. Aliou-se o prazer de ler e de assistir a um filme à urgência da reflexão. Em tempos da vertiginosa evolução das tecnologias de informação e da comunicação deparamo-nos com a necessidade de não nos deixarmos deslumbrar.

“Facilmente nos maravilhamos com estas empresas e suas invenções, as quais costumam facilitar-nos a vida. Mas já perdemos demasiado tempo maravilhados. Chegou a altura de pensarmos nas consequências destes monopólios, de reavaliarmos o nosso papel na determinação do rumo humano. A partir do momento em que cruzemos determinados limites – assim que transformarmos os valores das instituições, assim que abandonarmos a privacidade – não haverá regresso, não teremos como restaurar a individualidade perdida”.

Franklin Foer

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Quando o saber é rei


Passou o Natal. E virou a página para um novo livro com páginas em branco que escrevemos ao nosso ritmo, dia-a-dia, com novas histórias, lições e aprendizagens. Alguns dias não caberão numa página. Outros terão, apenas, um desenho ou uns rabiscos. Outras páginas temos até a liberdade de deixar em branco – tal como abriu o livro, no ainda recente 1 de janeiro.

Entretanto, passou também o Dia de Reis, uma tradição segundo a qual três reis magos (Belchior, Baltazar e Gaspar), vindos do Oriente, visitaram o Menino Jesus na noite de 5 para 6 de janeiro, depois de serem guiados por uma estrela, oferecendo ouro, incenso e mirra.

No fundo, qualquer pessoa pode ser um “mago”, se pensarmos que esta designação é atribuída a quem tem a capacidade de ser pioneiro, de sonhar e de trabalhar para construir um “novo mundo”. Um “mago” tem poder “para” e não “sobre” (por isso, a maior magia reside na nobreza dos valores humanos) e procura o saber e a luz do conhecimento, num constante ato que faz do dia-a-dia um ritual de amor.

Qualquer um de nós tem potencial para sê-lo. Porém, não o pode ser, por exemplo, quem não zela pelo meio ambiente, o/a empresário/a que tem “escravos” ao invés de colaboradores, aqueles/as que olham aos fins sem valorizar os meios (quando, tantas vezes, é do meio que surge a virtude) ou os que criticam mais do que elogiam sem apresentar alternativas mais ajustadas e sensatas.

No processo de RVCC, são Reis o Reconhecimento, a Validação e a Certificação de Competências. Aqui, o ouro, o incenso e a mirra são os saberes adquiridos ao longo da experiência de vida, numa aprendizagem incessante, e que os/as candidatos/as oferecem a si próprios/as a partir do momento em que se autodescobrem e autovalorizam (tendo como âncora os referenciais de competências-chave), conquistando mais confiança e inspiração.

Os “magos”? Aqui, é cada um/a dos/as candidatos/as que faz de cada dia um palco de aprendizagens e cuja verdadeira alquimia é a tomada de consciência crítica, transformada em portefólios que espelham as suas opções e os resultados dos seus caminhos. Que esta continue a ser uma das mais significativas “magias” – hoje e em cada “hoje” que se renova à luz de cada manhã.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Saber(es) Fazer


Se na escola se adquirem as competências essenciais de leitura, escrita e cálculo que nos permitem responder aos “desafios” do dia-a-dia (como, por exemplo, interpretar horários de transportes públicos e efetuar contas mentalmente), a vida será um dos mais nobres mestres. De facto, é fora das salas de aula que ela acontece: na rua, em espaços públicos, no associativismo, no voluntariado e na transição de uma situação profissional para outra. A vida está nas escolhas que se fazem e no respirar de cada segundo.

E foi isso que os candidatos propostos a júri de certificação demonstraram no dia 20 de dezembro, momento que representa para cada candidato o culminar de um processo não apenas de reconhecimento de competências, mas também de aprendizagem.

Aqui, a Matemática para a Vida esteve presente nas marcações e nos moldes de confeção de chapéus de criança, de carteiras para senhora e de golas. Esteve, ainda, em fatos de apicultor que, num Carnaval, foi preciso cortar para ajustar à altura de um grupo de crianças.

As competências estiveram, ainda, na demonstração da técnica inerente ao ato de tocar instrumentos musicais tradicionais (ferrinhos e reco-reco) e na arte que é preciso conhecer e dominar para produzir o som desejado: mais agudo ou mais grave, consoante o tamanho dos instrumentos e a intensidade com que são tocados, sem esquecer que estes devem ser selecionados em função do espaço de atuação – espaços abertos ou fechados conduzirão a escolhas diferentes… as tais escolhas que a vida ensinar a fazer.

São Sabes(es) Fazer como estes que nos recordam a essência do processo de reconhecimento, validação e certificação de competências, pois não se adquirem através de métodos estritamente académicos e rigidamente formatados, mas de modo flexível, durante a vida, em contacto com os outros. E, porque “a vida é uma roda viva”, tudo isto implica também aprender a aprender para se poder extrair sumo e benefício das oportunidades proporcionadas pela Aprendizagem ao Longo (e em todos os espaços) da Vida.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Dezembro, mês de certificações


“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.”

Paulo Freire

As sessões de júri de certificações são a última etapa do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, constituem-se como um momento formal de demonstração de competências. Para  a equipa de formadores/avaliadores representam sempre oportunidades de novas aprendizagens.

Julia,  Pedro, Lúcia, Filomena,  Abílio,  Aldina, Anabela, Cristina e Luís MUITOS PARABÉNS e MUITO OBRIGADA pela partilha dos  saberes adquiridos na escola da vida.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro

Gala K´Escolhas


Foi com muito gosto que no dia 13 de dezembro, pelas 20:00 horas, o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal se associou à Gala K´Escolhas – encerramento do projeto denominado “3 I’s – Intervir, Integrar e Incluir” e que teve a duração de um ano.

Contribuir para a inclusão escolar e para a educação não formal bem como para a formação e qualificação profissional foi uma das medidas da candidatura do Consórcio liderado pelo Município de Pombal, ao programa Escolhas 6ª geração.

Para o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal, o convite da Dra Cremilde Pinto representou uma oportunidade extraordinária para, através do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, ajudar um grupo de dezasseis pessoas a ultrapassar o preconceito relativamente à escola bem como valorizar-se enquanto pessoa, pelo olhar atento sobre a sua experiência de vida e as suas competências.

Desde o dia 22 de outubro, duas vezes por semana, nas tardes de segunda e terça, estivemos em itinerância, nas instalações da AICP. Fomos ao encontro dos candidatos que se encontravam a realizar uma formação para a inclusão e ajudámo-los na construção do seu Portefólio Reflexivo de Aprendizagens. Fomos também procurando motivar para alcançar os níveis de literacia que hoje são exigidos e trabalhar na concretização de alguns sonhos profissionais. Prevê-se que a conclusão do processo aconteça em fevereiro e que deste modo, dez candidatos alcancem a certificação de nível B3 (9º ano) e seis de B2 (6º ano).

A Marisa Monteiro, em processo de nível básico e a Ariana Santos, certificada com o nível secundário, em maio 2018, e a frequentar um curso de Técnico de Apoio à Gestão deram os seus testemunhos inspiradores sobre a importância da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Numa celebração da cultura cigana, assistimos ainda a diversas manifestações: declamação de poesia, dança, música e doçaria com deliciosas filhoses.

Obrigada a todos os que abrilhantaram a Festa!

Muitos Parabéns a todos aqueles que idealizaram o projeto e que de muitos e variados modos procuraram cativar, e se deixaram cativar. Acredito que a  reciprocidade será transformadora.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Tornar-se Pessoa


“Quem sou eu?” é o mote do livro “Tornar-se Pessoa”, de Carl Rogers (1902-1987), psicólogo americano que colocou o ser humano no centro da sua existência. Precisamente por isso, concebe um modelo educacional assente em pressupostos humanistas, pelo que a organização do ensino e da formação tem de considerar a Pessoa como condição central. Se assim não acontecer, corre-se o risco de os resultados não terem importância ou serem perniciosos.

Rogers propõe, então, um modelo baseado na não diretividade, realçando a condição ativa de cada ser humano no seu próprio processo de aprendizagem. Além disso, sublinha que os modelos clássicos são frios, impessoais e ocos. Neste sentido, identifica três condições fundamentais para a aprendizagem: (1) empatia, que estabelece as bases de um diálogo verdadeiro e favorece a partilha de emoções entre professor/a e aluno/a; (2) congruência, que conduz a uma autenticação de comportamentos e de atitudes; (3) aceitação incondicional positiva, permitindo aceitar o outro sem críticas nem julgamentos. Através destes pressupostos, preconiza-se uma aprendizagem significativa, na qual cada Pessoa é a principal força motriz.

No livro “Tornar-se Pessoa”, Rogers refere que o “estar pronto” para auxiliar o outro na descoberta e na construção do seu caminho ocorre na relação com ele, pois é na (con)vivência que se constrói a compreensão. No fundo, é também isto que nós, enquanto Técnicos/as de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências, fazemos.

Um dos primeiros instrumentos de mediação que utilizamos no balanço de competências intitula-se, precisamente, “Quem sou eu?”. A partir deste, e por intermédio da criação de laços congruentes, de uma relação empática através da qual concedemos a cada candidato/a tempo e espaço para partilhar, (auto)descobrir-se e construir o seu próprio caminho (que materializa num Portefólio Reflexivo de Aprendizagens) e de uma aceitação incondicional positiva (em pleno respeito pelas origens, interesses e perfis dos/as candidatos/as), procuramos proporcionar meios e estratégias facilitadoras do processo que faz cada um/a tornar-se numa Pessoa cada vez melhor.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Ti Maria, dai-me um bolinho


Na Guia, ainda há quem leve muito a rigor a tradição do “Dia do Bolinho” e dedica-se à confeção de bolinhos para presentear os seus familiares, amigos e todas as crianças que alegremente vão batendo  a todas as portas no dia 1 de novembro.

Também no grupo de amigos em processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências  a sessão do dia 31 de outubro culminou numa partilha de bolinho.

Obrigada D. Rosa pela sua ideia feliz para proporcionar um momento de convívio e ajudar a manter a tradição.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Semanas Aprendizagem ao Longo da Vida


O Centro Qualifica e os cursos EFA e PFOL do AE de Pombal associaram-se à iniciativa Semana Aprender ao Longo da Vida, uma organização da Associação O Direito de Aprender com várias iniciativas de diferentes formas de aprendizagem (formal, não formal e informal).

Tendo em conta que 2018 é o Ano Europeu do Património Cultural, iremos ao encontro de marcas distintivas de Pombal: personagens, espaços e especialidades gastronómicas, lendas e cantares…

Construir o mundo a partir do que sabemos


O Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra e os três edifícios da Faculdade de Psicologia foram palco, entre os dias 11 e 13 de outubro, do XIV Congresso da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação. Este ano, o tema aglutinador foi “Ciências, Culturas e Cidadanias”.

Especialistas em educação de várias instituições nacionais e internacionais permitiram que este evento acontecesse: uns, parte ativa da comissão executiva e organizadora; outros, por integrarem o painel da comissão científica. E, claro, também para isso contribuíram todos os técnicos, formadores, docentes, estudantes do ensino superior e investigadores (dentro e fora das nossas fronteiras) que, através de diferentes sessões e mesas temáticas, despoletaram o interesse da plateia e o questionamento.

Sendo as Ciências da Educação uma área de tão grande amplitude, foi possível ouvir contributos sobre temas tão diversos, tais como: políticas e flexibilização curricular; cultura, inclusão e equidade; redes e participação em investigação em educação; e educação e literacias no século XXI.

A propósito das literacias no século XXI, foi levantada a questão: como podem ser desenvolvidas? A resposta surgiu numa palavra-chave: conhecimentos. Assim, apenas o conhecimento permite a cada pessoa conhecer o mundo social em que se insere. Este mundo vai para lá do tangente e das aparências: é sempre construído, está por trás do visível e é ele que faz de cada pessoa um ser que aprende a pensar e, por isso, de pensamento crítico.

Sobretudo os adultos têm limitações em lidar com situações novas a partir de muita e nova informação. No entanto, também têm uma enorme potencialidade que reside nos seus conhecimentos anteriores. Na realidade, só conseguimos interpretar o mundo (social) a partir do que sabemos. Por isso, quanto mais soubermos, mais novas relações com o saber conseguimos estabelecer porque mais capacidade temos para compreendê-lo e, (auto)construindo-nos, mais facilmente transformamos o que já sabemos em função do que aprendemos de novo. E isso (também) faz de nós seres verdadeiramente criativos.

Enquanto assistia, no lado da plateia, questionava-me em silêncio retórico: poderá o processo de RVCC ter, com tudo isto, alguma relação? Respondi(-me) que sim. Este processo vem conceder uma nova oportunidade a quem, por diferentes motivos, não a teve em tempo (mais) oportuno. Mas não só. Vem, também, recuperar conhecimentos, quantas vezes desvalorizados pelos/as próprios/as adultos/as. E, mais do que isso, vem contribuir, durante as sessões de reconhecimento de competências e, com a obrigatoriedade de cumprir, no mínimo, 50 horas de formação complementar, para a construção de novos conhecimentos, tendo como alicerce os saberes previamente adquiridos e as experiências de vida devidamente contextualizadas.

Enquanto especialistas em educação de adultos, passa também pelo mapa das nossas missões cativar, motivar e despertar o gosto dos/as candidatos/as pelo conhecimento (consciência cívica, educação ambiental, importância da constituição de uma carteira de competências que seja muito mais do que um mero somatório de momentos formativos desconexos, etc.)… porque ser(-se) Educador/a de Adultos é tudo isto. E isto é muito mais do que simplesmente trabalhar em Educação de Adultos.

Isabel Moio- Técnica de ORVC

Pilares da Educação (de Adultos)


São, sobretudo, os/as Técnicos/as de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências quem procede ao acolhimento, inscrição, diagnóstico, informação e orientação e encaminhamento das pessoas que procuram o Centro Qualifica, independentemente da sua idade, motivações, percurso de vida e projetos. Quando enveredam pelo processo de RVCC, estes Técnicos são os elementos-chave da equipa que estão presentes desde a primeira sessão de balanço de competências até ao momento em que os/as candidatos/as erguem o certificado e o diploma na mão com brilho no olhar, como quem anuncia o orgulho por ter confiado nas suas próprias capacidades. Por isso, são ainda estes Técnicos que contribuem para que cada candidato/a (re)descubra o gosto pela aprendizagem e se encante com a possibilidade de (re)aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, os quatro Pilares da Educação.

Estes foram desenvolvidos na Conferência Nacional sobre Educação de 1990, organizada pela UNESCO, da qual resultou um relatório que foi editado sob a forma de livro, intitulado “Educação: um tesouro a descobrir”. Com esta publicação era intuito propor e discutir uma educação direcionada para as aprendizagens que, ao longo da vida de cada pessoa, se tornam os pilares dos seus conhecimentos.

De facto, o aprender a conhecer centra-se no despertar da vontade de descobrir e construir conhecimento e em procurar soluções inovadoras e criativas, fazendo com que cada pessoa fique apta a explorar o mundo que a rodeia. Este pilar anda de mãos dadas com o aprender a fazer, na medida em que para “fazer” é necessário “conhecer”. Significa, assim, ir além do conhecimento teórico e entrar na prática.

Reconhecer as diferenças individuais e saber lidar com essa diversidade parte da elevação de cada pessoa. Entra-se, aqui, no domínio do aprender a conviver. Por isso, é essencial saber participar em projetos comuns, libertarmo-nos de qualquer tipo de oposição violenta e fazer progredir a humanidade, o que apenas se alcança através da conscientização da interdependência entre todas as pessoas.

O aprender a ser emerge da conjugação daqueles três pilares, pois o desenvolvimento do ser humano como um todo tem implícita a consolidação do pensamento crítico e autónomo, a construção de conhecimento e o sentido ético perante a sociedade.

A Educação não se esgota nos sistemas formais de ensino. Está presente ao longo da vida (tal como a aprendizagem e os quatro pilares), em contextos não-formais e informais. A Educação e Formação de Adultos é uma das áreas de intervenção do universo da Educação e, dentro desta, o processo de RVCC ocupa um lugar de destaque pela especificidade da metodologia que utiliza, assente no balanço de competências e na narrativa autobiográfica. No entanto, também aqui se vai muito para lá das áreas de competências-chave, pois contribuiu-se para que cada pessoa fortaleça os seus alicerces, os seus talentos e os seus pilares… porque a Educação é, na realidade, um constante “tesouro a descobrir”.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

“Rentrée” da Educação de Adultos


Das atividades que marcaram o recomeço do ano escolar na educação de adultos, salienta-se a receção aos professores que integrarão as equipas técnico-pedagógicas na Educação de Adultos do Agrupamento de Escolas de Pombal, no ano letivo 2018-2019.

Foi nos dias 7 e 12 de setembro que um grupo de doze professores passou a assumir um conjunto diversificado de funções ligadas ao Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, (RVCC), ao curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) e Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL), distanciando-se das funções que lhes são habituais enquanto professores do ensino regular com uma nova terminologia inerente às novas práticas.

Na Educação de Adultos, não há aulas, mas sessões; não se é professor, mas formador; não há fichas, mas instrumentos. No curso EFA fala-se em atividades integradoras, práticas pedagógicas que convocam competências e saberes de múltiplas dimensões, na abordagem de temas transversais. Enfim, se o discurso de que o ensino, para ser significativo, deve partir da realidade dos alunos tem sido recorrente no contexto da educação em geral, no campo da Educação de Adultos mais significado tem.

Além disso, é grande a diversidade do mundo adulto, a começar pela motivação, passando pelas diferenças nos saberes adquiridos pela experiência e no tempo disponível para a formação. A prática profissional do formador de adultos tem, por um lado, de responder aos documentos oficiais que definem as áreas de conteúdo onde os adultos têm de desenvolver competências e, por outro, de responder à individualidade de cada um. No caso específico do processo RVCC, esta  resposta concretiza-se também na a adoção de práticas de atuação em regime de itinerância em locais onde as estruturas de educação-formação de adultos não existem.

Setembro marcou assim o início do ano em força. 

Com uma forte mobilização de todos os elementos do Centro Qualifica que inclui os Técnicos de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências (TORVC) e o apoio de entidades parceiras (AE Guia, AE Gualdim Pais, Calcus), pudemos dar continuidade ao processo de RVCC escolar em Pombal, em horário diurno e pós-laboral e no Agrupamento de Escolas da Guia, em pós-laboral, dando suporte na realização de sonhos de um grupo dez pessoas. Demos também continuidade a um curso EFA escolar, de nível secundário, iniciámos um novo curso de PFOL e estamos prestes a dar início a uma Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD) de Inglês.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Da formação à reinvenção de si


A formação está sempre, de algum modo, imbuída de sentido(s) e de significado(s). Há sempre uma motivação para a realizar: extrínseca, se é frequentada em contexto profissional, visando, por exemplo, a melhoria de destrezas e competências específicas ou a progressão profissional; intrínseca, se na base está o interesse, a curiosidade ou a valorização pessoal, desvinculada do contexto laboral, sem qualquer ligação a este. É como se no DNA humano estivesse inscrita a necessidade de (re)atualização de conhecimentos, que proporciona a adaptação a uma sociedade heterogénea, desafiante e em constante movimento.

A Portaria n.º 232/2016, de 29 de agosto, que rege o funcionamento e a dinâmica dos Centros Qualifica, estipula, no âmbito do processo de RVCC, a obrigatoriedade de os candidatos frequentarem, no mínimo, cinquenta horas de formação complementar.

No início, a ideia de dedicar duas ou três noites (ou tardes) ao processo – democraticamente repartidas entre sessões de balanço de competências e sessões de formação complementar – vem agitar as agendas e os mapas de compromissos dos candidatos. Há quem tenha trocado precocemente o lápis de pedra ou a caneta de aparo por uma enxada – a escrita passou a ser a da terra. Há ainda candidatos cujos horários de trabalho são flutuantes e variam de semana para semana, entre turnos que, quantas vezes, iniciam mais cedo e terminam mais tarde do que o previsto.

A formação assusta porque foge aos seus padrões de vida e faz recordar os bancos da escola, onde o sucesso académico, frequentemente, estava comprometido devido aos vários afazeres que se somavam e os esperavam em casa. Surge, muitas vezes, a questão “serei capaz?”. Mas a equipa do Centro não duvida: sim, são todos capazes!

Se aquando das primeiras semanas do processo, as reticências e a insegurança predominavam, dissipam – como o nevoeiro matinal dos meses mornos – à medida que as sessões se desenrolam e a Equipa desmistifica conceitos inerentes às áreas de competências-chave e aos referenciais que as sustentam.

Assim, o fluir do tempo traz à tona sentimentos de autoconfiança e de autoestima. Agora, os candidatos começam a conhecer a resposta àquela questão inicial, tendencialmente retórica. Ganham em saberes, em atitude perante diversas áreas da vida e introduzem mudanças em algumas práticas do seu dia-a-dia. Sentem que passam a gravitar em torno de uma sede de saber mais e aquelas cinquenta horas (no início tantas e tão assustadoras) transformam-se num trampolim para uma procura de mais (formação e saberes). Chegam a sorrir-nos enquanto dizem que afinal souberam a pouco. Enriquecem-se e crescem, sobretudo, enquanto cidadãos. E essa é tanto a matriz como o elixir da Educação de Adultos: proporcionar a conscientização e a libertação.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

A Educação de Adultos em Festa


No dia 20 de julho, pelas 21.00 horas , o átrio da Escola Secundária de Pombal encheu-se de candidatos do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, formandos do curso EFA de nível secundário e de Português para Falantes de Outras Línguas bem como familiares, amigos e ainda representantes das entidades parceiras do Centro Qualifica para a cerimónia de entrega de diplomas.

Tinha chegado o dia de fazer um balanço sobre o caminho trilhado pelo Centro Qualifica, no ano letivo 2017-2018, na concretização da sua missão na educação de adultos.

Árvores com longas e coloridas raízes, a sua folhagem constituindo uma moldura de fotografias de momentos significativos do ano letivo, deliciosos apontamentos musicais, palavras de reconhecimento e de estímulo, mesas de saborosas iguarias foram estímulos sensoriais que ajudaram a criar o ambiente de festa.

Conduzido pela metáfora da árvore, o Dr. Nelson Pedrosa, coordenador da bibliotea Municipal falou-nos das nossas raízes, heranças e tradições, com destaque para a lenda do Bodo. A Dra Ana Cabral, vereadora da cultura, tomou a palavra em nome de todos os parceiros do Centro, e sublinhou a importância da educação ao longo a vida para o crescimento  pessoal e profissional. A Filarmónica Artística de Pombal, enquanto elemento privilegiado na teia de relações para assegurar um desenvolvimento harmonioso e saudável dos jovens e adultos do nosso município, também nos brindou com a presença da sua Presidente, Carla Longo, e a aluna de piano, Sofia Caballero encantou com a interpretação de “The heart asks pleasure first” de Michael Nyman e “Games of Thrones” de Ramin Djawadi. O jovem formando do curso EFA, Tiago Proença e Pedro Barreiro proporcionaram dois momentos de muito valor com a interpretação dos temas “Creep” dos Radiohead e “Jesus Doesn’t Want me” dos Sunbeam, “Drunker Sailer” dos Iris Rovers e “Wheels” dos Too Fighters.

Como não poderia deixar de ser, ponto alto foi a entrega dos diplomas: 36 do processo de Reconhecimento de Competências, 26 do curso EFA de nível secundário, e 30 de Português para Falantes de Outras Línguas. Para este momento solene, a jornalista da Rádio Clube de Pombal, Ana Carolina de Jesus, foi convidada a juntar-se aos técnicos de ORVC e formadores em representação de todas as entidades que este ano abriram as portas e proporcionaram momentos muito especiais de aprendizagem fora dos muros do Centro Qualifica/escola.

A noite de festa encerrou com  palavras do Diretor Adjunto do Agrupamento, Manuel António, e  foram de reconhecimento da importância do Centro Qualifica na valorização da população adulta e de agradecimento pelo  empenho de cada um dos elementos da equipa técnico-pedagógica.

Seguiu-se ainda o espaço de convívio animado pelo acordeonista Daniel Mendes, filho de um candidato do processo RVCC. A noite foi longa, mas foi certamente de coração cheio que todos regressámos a casa.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

10 anos de Sistema Nacional de Qualificações


O Sistema Nacional de Qualificações completa 10 anos. Para celebrar este momento, a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional promoveu, um Encontro Nacional dirigido a todos os profissionais que, diariamente, contribuem para o seu funcionamento ou ajudam a consolidá-lo.

Nos Encontros Nacionais, que a entidade tutelar tem vindo a desenvolver nos últimos anos, é sempre possível (re)encontrar os rostos com quem se tecem conversas virtuais, numa frutífera partilha de dúvidas e de opiniões construtivas, e as vozes com as quais, tantas vezes, se comungam momentos ao telefone: esclarecendo ideias, auscultando a eventual existência de oferta formativa e negociando encaminhamentos.

Os Técnicos de ORVC do Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal estiveram presentes no encontro que teve lugar no Centro de Congressos de Aveiro, no dia 18 de julho, que se assumiu como um espaço de reflexão, de partilha e de conhecimento, reunindo, de acordo com os organizadores, cerca de 700 participantes.

Este Encontro foi composto por cinco painéis que versaram sobre as seguintes temáticas: “Catálogo Nacional de Qualificações: o ‘sistema linfático’ do Sistema Nacional de Qualificações” (Painel 1), “Ensino Profissional: vias para um ensino de valor” (Painel 2), “A Educação de Adultos em Portugal: desafios e conquistas” (Painel 3), “SANQ: antecipar e planear” (Painel 4) e “A Garantia da Qualidade na Educação e Formação Profissional: no percurso da melhoria contínua” (Painel 5).

Uma das ideias-chave remete para o facto de uma das mais notórias conquistas da História da Educação e Formação de Adultos em Portugal residir na possibilidade que foi dada a esta área de se ver colocada no centro das agendas e dos discursos políticos e da comunidade académica. Apesar disso, muito mais ainda há por (e para) fazer em prol da sua dignificação na Lei de Bases do Sistema Educativo e no nosso país.

Mais do que um (re)encontro de rostos e de vozes, estes momentos formativos são, sobretudo, ocasiões que primam pela possibilidade de construção de conhecimento e pela consolidação da necessidade de estabilização de políticas públicas de Educação e Formação de Adultos, as quais contribuam para reforçar as condições de uma verdadeira procura social de oportunidades de Aprendizagem ao Longo (e em todos os espaços e idades) da Vida, por todos.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Centro Qualifica em itinerância


Garantir respostas de proximidade face às necessidades de qualificação da população adulta portuguesa implica, frequentemente, a adoção de práticas de atuação em regime de itinerância. Foi o que aconteceu com um grupo de São João da Ribeira.

Durante cerca de nove meses, a equipa técnico-pedagógica do Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal deslocou-se duas a três vezes por semana à Associação Cultural e Desportiva de São João da Ribeira para dar resposta a um grupo de candidatos interessado em desenvolver um processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de competências (RVCC) escolar.

Para a maioria o processo representou uma oportunidade de concluir uma escolaridade interrompida precocemente, mas a grande motivação foi sustentada na necessidade de acompanhar as evoluções tecnológicas, na busca da valorização e desenvolvimento pessoal.

A experiência evidenciou, uma vez mais, o papel do associativismo local  em domínios como a qualidade de vida da população, a coesão social e a identidade socio-territorial. Foi no  espaço da Associação Cultural e Desportiva de São João da Ribeira que decorreu quase todo o processo e foi este mesmo espaço que se engalanou, no dia 21 de junho, para a Festa das provas de certificação.

 Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Afetividade: um dos lados efetivos da Educação de Adultos


A maioria das pessoas lembra, de alguma forma, como a relação com um ou mais professores marcou o seu percurso escolar. Puxando pelas lembranças, emerge uma teia de sentimentos, emoções e subjetividades. Nas pessoas adultas, com frequência, surgem histórias de interrupção da vida escolar face à necessidade de a criança (ou jovem) ajudar os pais na agricultura, o que, muitas vezes, era agravado pela distância entre a residência e a escola ou pela ausência de uma rede de transportes.

São muitas destas crianças e jovens, hoje pessoas adultas, que veem na porta do Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal a oportunidade de dar continuidade a um trajeto escolar colocado precocemente à margem das suas vidas, devido ao despontar de novas necessidades e prioridades.

Nas primeiras sessões de reconhecimento de competências, enquanto se apropriam de uma metodologia “nova” (autobiográfica, distinta das abordagens escolares) e quando questionadas sobre o motivo que aqui as trouxe, recordam os “fantasmas” e as dificuldades de idos tempos de escola. O decorrer do processo traz-lhes clarividência: a possibilidade de combater a erosão do saber, ao revisitar conceitos e conteúdos nas sessões de formação complementar; e a emancipação, pelo aumento da autoconfiança e melhoria da capacidade de autoconhecimento. Há partilha e um contrato que estipula a empatia como condição basilar de todo o processo. Há, também, aprendizagem de ambas as partes: tantas vezes a equipa aprende com cada História que ouve, lê, orienta e encaminha… Depois, há ainda aqueles momentos com os quais os nossos candidatos, ao traduzirem o processo em objetos simbólicos, expressam o valor que esta caminhada lhes representa.

Para que a afetividade se transforme numa ferramenta efetiva ao serviço da Educação de Adultos, visando o estabelecimento de vínculos de aproximação, é imprescindível a construção de sentimentos positivos assentes no respeito mútuo e na confiança. Neste contexto, a relação percebida entre a equipa técnico-pedagógica extravasa a dimensão cognitiva. É assim que, tanto o(a) técnico(a) como o(a) formador(a) vestem a missão de incentivar cada pessoa em processo, compreendendo-a, orientando-a, motivando-a para chegar a bom porto e contribuindo para que tome consciência de que é a peça fundamental no seu processo de Aprendizagem ao Longo (e em todos os espaços) da Vida.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Educação de adultos numa visita de estudo


No dia 26 de maio 2018, os formandos do curso EFA e os seus formadores aos quais se juntaram candidatos do processo RVCC e a coodenadora do Centro Qualifica visitaram o hospital da CUF (Coimbra), bem como as ruinas de Conímbriga (Condeixa).

De um dos mais recentes centros hospitalares de Coimbra aos longínquos tempos dos Romanos, o foco esteve nos meios ao serviço da saúde e do bem estar.

De marcante na visita ao hospital foi constatar a qualidade das instalações, mas também usufruir de um acolhimento de exceção. Abriram-se as portas para um espaço moderno, luminoso, asséptico, e passou a mensagem da importância dos meios técnicos, da racionalidade da ciência na intervenção médica, mas sobretudo do valor da compaixão, da empatia.

Em Conímbriga, deixámo-nos envolver numa atmosfera em que se desvela o mistério da redescoberta dos modos de vida de um povo. Redescobrimos os seus SPA (sanus per aqua), as  termas espalhadas pela urbe, os peristilos, os repuxos, fragmentos de objetos usados na saúde e higiene, em suma, espaços e utensílios ao serviço do bem estar do corpo e da mente, da redução do desconforto e do sofrimento (mens sana in corpore sano).

Os sentimentos estiveram no centro da visita de estudo. Foram também eles o instrumento de monitorização do sucesso da iniciativa que ficará como um marco no percurso formativo dos nossos adultos.

Não estivemos certamente muito longe de confirmar a tese defendida pelo neurocientista António Damásio, na sua obra A estranha ordem das coisas, “os sentimentos são os mecanismos que impulsionam o intelecto humano na direção da cultura”. Foram eles que fizeram e farão evoluir a medicina, são a força motriz para desafiar limites, para investigar, aprender sempre mais e mais.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Portefólio: a (re)descoberta de si por si


No dia 26 de abril de 2018 decorreu, no Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal, uma sessão de júri de certificação de quatro candidatos que, mediante o desenvolvimento e construção do seu portefólio reflexivo de aprendizagens e uma apresentação em PowerPoint, obtiveram equivalência ao 9.º ano de escolaridade.

Mais do que uma mera coleção de páginas de história(s) de vida, um portefólio é o espelho de mapas de aprendizagens, de compromissos, de competências e de saberes adquiridos no palco da vida, nos mais diversos cenários, partilhados com diferentes intervenientes e protagonistas.

Numas ocasiões, somos o ator principal; noutras, optamos por ser meros observadores. No entanto, em ambas as situações é possível captar novos registos e novas formas de “ler o mundo” (como diria Paulo Freire, um dos mais notáveis pedagogos), incorporando-as na nossa maneira de Ser, de Estar, de Fazer e de Conviver com os Outros. Em suma, nos quatro pilares da Educação que (também) somos.

Independentemente do papel por nós assumido, somos sempre o autor da nossa História e, por isso, não devemos permitir que outras pessoas peguem na nossa caneta. Apenas a mão de cada autor é conhecedora da cor sua tinta (por vezes, uma cor que não existe no espetro da unidade, mas que reinventamos para colorir, de forma única, um caminho que também o é), dos seus rascunhos e da forma como, livremente, materializa a capa do seu livro e sequencializa o conteúdo das suas páginas.

O portefólio é também uma forma de nos (re)conhecermos, de aprendermos e de nos construirmos connosco e com os que nos rodeiam. Transforma-se no bilhete e, simultaneamente, no meio de transporte que proporciona uma das mais surpreendentes viagens pelo mundo do autoconhecimento, favorecendo a (re)descoberta de si por si.

Porque o melhor da vida acontece quando deixamos de esperar e fazemos acontecer, que o portefólio de cada candidato que acompanhamos em processo (inacabado) de reconhecimento, validação e certificação de competências permita sempre, de alguma forma, fazer a vida acontecer, sendo mais do que uma mera coleção ou somatório de páginas: um fiel espelho de quem se é, como e porquê.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Sim à vacinação


No passado dia 18 de abril, pelas 19:30 horas, assistimos, na Escola Secundária de Pombal, a uma sessão de esclarecimento sobre vacinação com o médico Válter Santos e a enfermeira Luísa Erse.

Esta temática surgiu na sequência dos movimentos antivacina. Os oradores incentivaram todas as pessoas a vacinarem-se porque é uma proteção contra a doença e falaram da imunidade de rebanho o que faz com que temos a responsabilidade de nos vacinarmos  para nos protegermos a nós e aos outros à nossa volta. 

Esta palestra foi muito importante  para desfazer alguns mitos e para conhecermos as novidades do plano nacional de vacinação

Saímos mais convencidos que vale a pena usufruir deste direito.

Os candidatos do processo RVCC de nível básico em São João da Ribeira

Ser Técnica


Desempenhar funções como Técnica de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências é muito mais do que ter técnica. É ser Técnica. E sê-lo requer assumir um “contrato” com cada candidato, em que se estabelece a empatia como condição basilar, como Carl Rogers defendia.

Através desse contrato, quem é Técnica (mais do que aplicar uma sequência de instrumentos), consegue ler as dúvidas, as expetativas e as motivações no rosto de cada candidato que entra no Centro Qualifica, trazendo nos bolsos e no olhar a emoção de voltar a entrar numa escola. Foi o que aconteceu com a Marina, o Jorge e o Paulo que, no início, junto ao lápis e ao bloco de folhas, traziam muitas dúvidas e incertezas, sentindo-se um barco em alto mar – o processo – ambicionando ancorar em porto seguro.

Se uma criança é uma esponja que absorve todo o conhecimento que lhe é transmitido, uma pessoa adulta apenas se envolve em processos educativos e formativos se as mais-valias que obtiver lhe proporcionarem respostas para o seu dia-a-dia e corresponderem às suas necessidades e objetivos imediatos. E foi isso que estes três candidatos procuraram. Se, no início, os seus portefólios nasceram de forma tímida, debaixo da sombra das incertezas, não se deixaram encobrir por ela. A persistência, a dedicação e a curiosidade foram imagem de marca durante o processo: mais do que simplesmente conhecer, a equipa sentia que os candidatos tinham também sede de aprender e de compreender. Começavam a não carregar tantas dúvidas nos bolsos, substituindo-as por novos projetos e ambições que preencheram o seu dia-a-dia com novas formas de ler o mundo e novos contactos sociais.

No processo de reconhecimento, validação e certificação de competências, tal como nos diz o ciclo andragógico, o ponto de partida é, simultaneamente, alicerce e ponto de chegada. Aqui, representado pela história de vida de cada pessoa adulta. E, não se encerrando no final do processo, volta a ser novo ponto de partida, ao gerar a (trans)formação individual e o impulso para novos percursos educativos e formativos.

No dia da prova de certificação, a Marina, o Jorge e o Paulo já não traziam nos bolsos nem no olhar as incertezas iniciais, mas a esperança num “amanhã” promissor, com novos impulsos e percursos. Que esse “amanhã” se cumpra e contribua para a sua (trans)formação!

Isabel Moio – Técnica de ORVC

 

Partilha de saberes sobre os perigos da automedicação


Em parceria com o projeto de Educação para a Saúde, o Centro Qualifica investe em ações que promovem a literacia em saúde e valorizem comportamentos que conduzam a estilos de vida saudáveis.
Os perigos da automedicação foi o tema da sessão do dia 7 de março 2018, com o médico Válter Santos, no auditório da Escola Secundária de Pombal.
Em interação com os candidatos do processo de RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências), o jovem médico, antigo aluno da nossa escola, alertou para o facto da prática da automedicação poder tornar-se um problema com consequências muito graves, nomeadamente: contribuir para erros de diagnóstico uma vez que pode esconder determinados sintomas; anular ou potenciar a ação de medicamentos em uso; provocar intoxicações e reações alérgicas.
Alertou ainda para a necessidade de conservar corretamente os medicamentos. Sob a influência da luz, calor ou humidade, os medicamentos podem deteriorar-se. Também deve ser dada especial atenção à preservação da embalagem. Deu o exemplo do Brufen esquecido no fundo da carteira de senhora, ao qual se recorre, numa emergência, quando já está fora de validade ou com o blister danificado.
Recorrendo a muitos exemplos, clarificou que uma dose acima da indicada, administrada por via inadequada ou uso para fins não indicados, podem transformar um remédio num tóxico.
Finalizou a sua intervenção com alguns vídeos, realçando o facto da publicidade nos diferentes meios de comunicação social ser uma possante fonte de informação, por vezes enganosa, e influência sobre a compra e uso de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM).
Todos os presentes agradeceram a partilha de saberes que, num ambiente muito agradável, o Dr. Válter Santos nos proporcionou. Ficámos mais esclarecidos e pudemos refletir sobre os nossos hábitos no que diz respeito à toma de medicamentos.

Cristina Costa

Rir para aprender


Rir com a família e os amigos é do melhor que há e foi o que aconteceu no fim da tarde de domingo 14 de janeiro 2018, no teatro cine de Pombal.

Numa iniciativa da BE da Escola Secundária de Pombal e do Centro Qualifica, jovens alunos, adultos em formação, elementos da Universidade Sénior, professores, familiares e amigos embarcaram na epopeia dos Lusíadas, disfrutando de uma revisitação do poema épico de Camões, uma adaptação recheada de humor do Teatro Amador de Pombal.

Ao longo dos 45 minutos, num jogo vivo de interpelação permanente, os atores conquistaram o público, recolheram fortes aplausos e deixaram sorrisos estampados nos rostos de miúdos e graúdos.

Se para uns, a peça representou uma oportunidade para recordar os tempos de escola, para outros, terá sido certamente uma ótima sensibilização ao estudo da obra que constitui uma referência da identidade portuguesa no contexto literário universal.

Cristina Costa

Coordenadora do Centro Qualifica

Convite para “Os Lusíadas?” no Teatro-Cine de Pombal


No dia 14 de janeiro de 2018, pelas 17 horas, no Teatro-Cine de Pombal, o grupo “Teatro Amador de Pombal” representará a peça “Os Lusíadas?”, destinando-se aos alunos (jovens e adultos) do Agrupamento de Escolas de Pombal.

Contamos consigo! Contamos com a presença de todos quanto gostam de fazer rir, aprendendo!  

Vamos “Entrelaçar Saberes”, neste Novo Ano!

A equipa dinamizadora

(Biblioteca Escolar, Centro Qualifica e Professores de Português) 

Pontes para a construção de conhecimento


Este é normalmente um período de balanço do ano prestes a findar e também de definição de propósitos e objetivos para o novo ano que se aproxima.

Não poderíamos deixar de dedicar um tempo desta época para um momento especial de Gratidão a todos aqueles que contribuíram para a construção do conhecimento, abriram portas e foram pontes.

Trazemos à memória uma iniciativa que foi um alento no fortalecimento da pedagogia realizada fora dos muros escolares e da importância  da comunidade como elemento-chave em prol do êxito educativo.

Obrigada ao professor Joaquim Eusébio que partilhou os seus saberes a partir do Canadá através de uma videoconferência.

Obrigada ao Pombal Jornal, PombalTV e 97 FM Rádio Clube de Pombal nas pessoas da Dra. Manuela Frias, Dra. Rita Ribeiro, Dr. Paulo Delfim que acederam ao convite para uma mesa redonda sobre os meios de comunicação regionais.

Obrigada à Dra. Ana Carolina de Jesus que permitiu aos formandos do curso EFA e aos candidatos do processo RVCC fazerem a experiência de uma gravação nos estúdios da 97 FM Rádio Clube de Pombal assinalando o Dia do São Martinho com uma reflexão sobre a importância da castanha na nossa alimentação  e o Dia Nacional da Cultura Científica com “Sumo de Ciência“. 

Obrigada também a todos os elementos das equipas técnico-pedagógicas do EFA e do Centro Qualifica pelo seu empenho e ainda à Direção do Agrupamento de Escolas de Pombal que criou as condições logísticas para a  concretização do projeto.

 

Cristina Costa

Coordenadora do Centro Qualifica

Motivos para festejar no Centro Qualifica


O mês de dezembro foi de festa para o nosso Centro Qualifica. Doze candidatos conseguiram concretizar o objetivo a que se propuseram: o processo RVCC B2 (três candidatos), B3 (cinco) e nível secundário (quatro).

Muitos Parabéns a todos!

O desejo profundo de todos os elementos da equipa do Centro é que a reflexão sobre o caminho percorrido nas páginas da vida alargue as possibilidades para novos projetos formativos, profissionais e pessoais.

Cristina Costa

Coordenadora do Centro Qualifica

A Educação de Adultos está no ar


 No dia 24 de Novembro – Dia Nacional da Cultura Científica, ouçam Sumo de Ciência na 97 FM- Rádio Clube de Pombal!

Esta iniciativa (catorze podcasts) resulta de um desafio colocado pelo professor João Pires aos formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA), nível secundário, do nosso Agrupamento, no âmbito da Área de Competência-Chave “Sociedade, Tecnologia e Ciência” e inserido na atividade integradora “O papel dos mass media nas sociedade democráticas”.

Os formadores do curso EFA e a equipa do Centro Qualifica agradecem todo o apoio que a 97 FM – Rádio Clube de Pombal tem prestado a este projeto.

Noite de glamour para a entrega de diplomas do Centro Qualifica


Teve lugar no dia 21 de julho, a Cerimónia de Entrega de Diplomas dos candidatos do processo RVCC bem como dos cursos EFA e Português para Falantes de Outras Línguas. O átrio da Escola Secundária de Pombal encheu-se de papagaios de papel, metáfora colorida dos objetivos pessoais e profissionais e acolheu os candidatos/formandos, os seus familiares e amigos para celebrar este momento especial das suas vidas, mas também a longa tradição na educação de adultos da Escola Secundária de Pombal.

Depois do Complementar Noturno e do Ensino Recorrente, no ano letivo de 2006/2007, foi criado o Centro RVCC da nossa Escola, que passou rapidamente a ser designado por Centro Novas Oportunidades. Em março 2013, transformou-se em Centro para a Qualificação e o Ensino Profissional, que, em janeiro 2017, deu lugar ao Centro Qualifica.

Foi por conseguinte, em ambiente de festa e de emoção, que se procedeu à entrega dos diplomas aos cinquenta e oito homens e mulheres que se atreveram-se a lutar contra os seus próprios limites, apostando na sua formação para encetar novos voos.

As minhas palavras, enquanto coordenadora do Centro, e do vereador, arquiteto Renato Guardado, foram de incentivo ao dinamismo para a Aprendizagem ao longo da Vida, condição indispensável para responder aos desafios da sociedade em constante mudança.

Particularmente inspirador foi o momento musical proporcionado pelo professor Licínio Maurício que interpretou ao saxofone alguns hits do momento: I feel it coming (the weekdn), Stand by me (seal), Sign of times (Harry styles).

Não faltou o bolo comemorativo e o champanhe a somar a todos os doces e bebidas trazidos pelos candidatos/formandos.

Ficam os registos fotográficos e sobretudo o coração cheio.

Parabéns aos candidatos/formandos, mas também a todos os elementos da equipa do Centro e do Curso EFA.

Obrigada a todos os que tornaram possível a realização deste evento: a Câmara Municipal de Pombal, na pessoa do seu vereador, Renato Guardado, os colegas Licínio Maurício, Fernanda Gomes, Isabel Ferreira, Patrícia Amado, Isabel Palma, Ana Paula Ferreira, Helena Lento, Jorge Rodrigues, Manuel António e também D. Isabel, D. Isa e Sr. Sérgio.

Cristina Costa

Provas de Júri de Certificação


Na tarde de 17 de julho, abriram-se nova portas para  o futuro para seis candidatos do nosso Centro Qualifica.

A Arlete, a Anabela, a Isabel, a Aldina, a Fernanda e o Rui concluíram o seu processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Ao serem formalmente reconhecidas as suas competências com a certificação de nível básico para uns (6º e 9º ano) e de nível secundário (12ºano) para outros, novas oportunidades de formação ficam ao seu alcance. Muitos parabéns a todos e sucesso nos novos desafios!

Venha aprender informática


Estes cursos de Formação Modular Certificada destinam-se a adultos/as com idade igual ou superior a 18 anos, empregados/as ou desempregados/as que pretendem desenvolver competências essenciais para a utilização do Word, Excel, PowerPoint e a navegação na Internet.

Terão início em setembro,  em horário pós-laboral, e a sua frequência, com aproveitamento confere Certificados de Qualificações de nível 2.

Venha aprender inglês


Este curso de Formação Modular Certificada destina-se a adultos/as com idade igual ou superior a 18 anos, empregados/as ou desempregados/as  que não tenham quaisquer noções da língua inglesa (iniciação) ou que queiram atualizar os seus conhecimentos (continuação).

Terá início em setembro,  em horário pós-laboral, e a sua frequência, com aproveitamento confere um Certificado de Qualificações de nível 4.

Informe-se no Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal.

Provas de Júri de Certificação


Foi ao fim da tarde do dia 20 de junho que sete candidatos do nosso Centro Qualifica, o João, o Pedro, a Isabel, a Laura, o Abel, a Dulce e o Rui concluíram o seu processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Foram formalmente reconhecidas as suas competências com a certificação de nível básico para uns (6º e 9º ano) e de nível secundário (12ºano) para outros.

A deliberação do júri tem por base a análise do portefólio do candidato conjugada com o seu desempenho numa prova de certificação, que consiste na apresentação de uma exposição e reflexão em torno de uma temática integradora trabalhada ao longo do Portefólio de Aprendizagens.

Os nossos candidatos enriqueceram todos os que tomaram parte na sessão de júri com curiosidades sobre carros híbridos, habitações sustentáveis e ervas aromáticas; desafiaram para a concretização do sonho de projetos de turismo rural,  para uma visita pelo  mundo dos salões de cabeleireiras, das clínicas dentárias e dos sabores multiculturais.

Parabéns a todos! Todos se podem e devem orgulhar do trabalho desenvolvido.

Desejamos que a passagem pelo Centro Qualifica do nosso Agrupamento, em particular a realização do processo RVCC tenha ajudado a ampliar os espaços de aprendizagem e despertado a alegria da aprendizagem ao longo de toda a vida.

Cristina Costa

Participe na sessão de apresentação


Se pretende saber como concluir o 12º ano,
Se não tem o 9º ano ou o 6º ou mesmo o 4º ano,
Se pretende fazer formações modulares de informática, línguas estrangeiras, contabilidade, primeiros socrorros…,
Se é estrangeiro e pretende aprender Português,Venha esclarecer-se connosco!
Data: o8 de junho
Hora: 20:30
Local: Auditório da Escola Secundária de Pombal

Ponte entre a escola e o contexto laboral – Visita à Indumap


Associando-se aos formandos do curso EFA e à concretização da sua atividade integradora, no dia 18 de maio, pelas 19:30, os candidatos do processo RVCC visitaram a empresa INDUMAPE – Industrialização de Fruta, S.A..

Localizada no Parque Industrial Manuel da Mota, e especializada na produção de concentrados de maçã, de pera rocha e de uva branca e baga de sabugueiro, esta empresa é o maior transformador de fruta portuguesa, com recolha a nível nacional e exportando cerca de 90% da sua produção.

Percorrendo os vários edifícios, os formandos e formadores puderam acompanhar as cinco fases de produção do concentrado de maçã: moagem, prensagem, recuperação do aroma, clarificação e ultrafiltração e concentração.

A recetividade da empresa para uma visita em horário pós-laboral revelou-se muito importante para a articulação escola-meio, mas sobretudo permitiu uma oportunidade única de partilha de saberes. O formando do curos EFA, José Pombo, foi incumbido, na qualidade de colaborador da empresa, de  fazer as honras da casa, com a última parte da visita guiada.

Resta-nos agradecer ao Engº Oswaldo Trabulo e ao Sr. Pedro Lobo da empresa Indumap, mas também à mediadora do curso EFA, Isabel Ferreira e ao formando José Pombo que nos proporcionaram esta oportunidade de aprendizagem.

Cristina Costa

Centro Qualifica – Sessão de divulgação


Se sente necessidade de aprender a utilizar um computador nem que seja para controlo da utilização que o seu educando faz deste equipamento;

Se tem tido dificuldade em acompanhar o seu educando na realização das tarefas escolares por ter deixado a escola há muitos anos atrás;

Se deseja melhorar as suas competências no inglês, francês, alemão, espanhol;

Se pretende fazer formações modulares numa outra área como primeiros socorros, gestão de conflitos…;

Se não conluiu os 4º, 6º, 9º ou 12º anos;

o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal pode ajudar.

Participe na sessão de divulgação:

Data: 08 de maio

Hora: 20:30

Local: Auditório da Escola Secundária de Pombal

Leituras em Baladas


Mais uma vez, a biblioteca da Escola Secundária de Pombal tornou-se num espaço de prazer e de criação. A professora Fernanda Gomes sonhou, ousou, criou, envolveu e participou na educação de adultos.

No dia 30 de março, pelas 20:00 horas, no âmbito da Semana da Leitura, abriu as portas às mais variadas possibilidades da relação entre leitura poética e dança, declamação e baladas, pensar e sentir.

Somando os talentos dos alunos Brenda Almeida (3º TAL); Marcelo Santiago  (12º) , Felizbela, Pablo, Soaraia,  (9º CAI ); Fábio Neto e Filipe Cordeiro (curso EFA NS), Isabel Cordeiro (RVCC – B3)  bem como do professor bibliotecário, João Silvano, à já habitual cumplicidade da Universidade Sénior, o público foi convidado a fruir de versos de António Pina, Florbela Espanca, Manuel Alegre e Emeli Sandé.

Foi ainda desafiado a entrar no mundo do haiku, forma de poesia que surgiu no século XVI, no Japão, e que tem vindo a despertar o interesse no ocidente como forma de captar o momento, deter o olhar sobre a natureza, sob a forma de três versos de cinco, sete e cinco sílabas.

Viveu-se o entusiasmo da partilha, cresceu-se em proximidade e na certeza da importância da poesia no desafio à criatividade e humanização, mas sobretudo, confirmou-se o empenho de muitos na valorização da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Crepúsculo, luz

Leituras em baladas

Gozo do Saber

(A minha primeira experência com o  Haiku)

Cristina Costa

Cinema e TIC na educação de adultos


Inspirados no filme de animação “Ratatouille” os candidatos do processo RVCC e os formandos do curso EFA escolar de nível secundário são convidados a entrar no mundo da fantasia, da cultura francesa e da web 2.0.

Data: 02 de fevereiro

Local: Biblioteca da Escola Secundária de Pombal

 

Festa da Aprendizagem ao Longo da Vida com ênfase na multiculturalidade


De 14 a 18 de novembro 2016, celebrou-se, a nível nacional, a Semana da Aprendizagem ao Longo da Vida. No Agrupamento de Escolas de Pombal aconteceu na multiculturalidade, na partilha de costumes, lendas, cantigas e sabores, na alegria do encontro e do diálogo intercultural.

Com representações culturais de quatro países (Ucrânia, Espanha, Reino Unido e Portugal), no serão do dia 17 de novembro, o átrio da Escola Secundária transformou-se. Encheu-se com os intervenientes, e seus familiares, das diversas ofertas formativas para adultos promovidas pelo nosso Agrupamento: Processo de RVCC, Curso EFA, Formação em Português para Falantes de Outras Línguas.

A Tuna da Universidade Sénior de Pombal, o historiador da Câmara, Nelson Pedrosa, e a professora Bibliotecária, Fernanda Gomes, abrilhantaram o evento. Cores, luzes, música e  aromas ativaram as emoções. Juntos, rimos, ouvimos, cantámos, contámos as nossas histórias, desfilámos, sentámo-nos à mesa, conversámos enquanto saboreávamos as fartas iguarias também elas contadoras de histórias.

“Sabores da Multiculturalidade” foi assim um espaço informal de aprendizagem. Adquirimos novos saberes, e sobretudo, fomos desafiados ao reconhecimento da preciosidade de cada cultura e de cada pessoa.

Foi a complementaridade de muitas pessoas que permitiu a concretização deste evento. Para além da gentileza da participação da tuna da Universidade Sénior, da partilha do dom de contador de histórias do Dr. Nelson Pedrosa, do entusiasmo com que os formandos/candidatos aderiram ao projeto, do empenho da equipa técnico-pedagógica do Curso EFA, agradecemos o contributo dos professores Jorge Claro e Isabel Vicente, bem como dos assistentes operacionais que apoiaram na organização do espaço.

Cristina costa

Sabores da multiculturalidade


No dia 17 de novembro, a partir das 20:00 horas, no átrio da Escola Secundária de Pombal, realiza-se o evento “Sabores da multiculturalidade”, momento propício à partilha de cantares, histórias e sabores oriundos dos países dos adultos integrados nas diversas ofertas formativas do nosso Agrupamento: Português para Falantes de Outras Línguas, Educação e Formação de Adultos (EFA) de nível secundário, processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) de nível básico e secundário.

O convite estende-se a toda a comunidade educativa e todos os que queiram connosco celebrar a semana da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Cristina Costa

Um olhar sobre o urbanismo – Visita a Conímbriga e Penela


Numa pedagogia ativa, cooperativa e aberta para o mundo exterior, no dia 05 de novembro 2016, os formandos do curso EFA escolar de nível secundário, os seus formadores, a coordenadora do CQEP e outros convidados puseram-se à estrada. O destino era visitar as Ruínas Romanas de Conímbriga e o Museu Monográfico bem como o castelo e vila de Penela.

A visita, guiada pela Doutora Ana Paula Ferreira, pelas artérias das ruínas de uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal, o almoço convívio, a subida até ao castelo de Penela, e a sua exploração orientada pela Dra Joana Forte, facilitaram a sociabilidade e a a aquisição de conhecimentos no contacto com a fonte.

Esta visita de estudo constituiu a primeira etapa de uma atividade integradora cujo objetivo é a compreensão da evolução do urbanismo desde a antiguidade clássica à atualidade. A segunda etapa, acontecerá no dia 15 de novembro, pelas 20:00 horas, no auditório Dra Grabriela Coelho, na Escola Secundária de Pombal, numa palestra dinamizada pela vereadora Ana Gonçalves. O olhar centrar-se-á no urbanismo e mobilidade em Pombal.

Cristina Costa

 

 

Semana Aprender ao Longo da Vida – 2016


Na semana de 14 a 18 de novembro, vai decorrer a “Semana Aprender ao Longo da Vida 2016”.

Organizada pela Associação Direito a Aprender, em parceria com a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), entre outros organismos, visa chamar a atenção para as vantagens e necessidade de aprender sempre mais, melhor e ao longo da vida, através de várias atividades.

A primeira, designada “Atividades Locais“, consiste na dinamização e divulgação, através do site da Semana, de eventos em espaços não convencionais que proporcionem diferentes formas de aprendizagem (formal, não fornal e informal). A segunda traduz-se no “Prémio Semana Aprender ao Longo da Vida” e visa promover o conhecimento e a divulgação de boas práticas de aprendizagem de adultos que se revistam de carácter inovador e se revelem eficazes no esforço de participação dos adultos em processos de aprendizagem ao longo da vida. O encontro, agendado para o dia 18 de novembro, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, corresponde à terceira atividade da Semana e assinala o seu encerramento com um debate em torno de temáticas como o desenvolvimento sustentável e a educação de adultos, os desafios e os caminhos que se perspetivam para a educação de adultos em Portugal e o papel das Associações de Educação de Adultos.

Somos desafiados a celebrar a “Semana ao Longo da Vida” no CQEP do Agrupamento de Escolas de Pombal.

 

Ensino Recorrente a distância


As Escolas de Mangualde são uma das duas escolas sede do projeto do Ensino Secundário Recorrente à Distância – ESRaD, criado pela Portaria n.º 254/2016.

Trata-se de uma inovadora modalidade de ensino direcionada para o público alvo específico dos cidadãos fora da escolaridade obrigatória que pretendam obter o diploma do Ensino Secundário, em condições que lhes permitam prosseguir estudos superiores. Para além dos maiores de 18 anos, podem também frequentar os maiores de 16, desde que integrados no mercado de trabalho.

Prova de Conhecimento da Língua Portuguesa para Aquisição de Nacionalidade


Está aberto o procedimento de inscrição para a realização da Prova do Conhecimento da Língua Portuguesa para Aquisição da Nacionalidade (PaN) no território nacional, nos termos do previsto no Regulamento da Nacionalidade Portuguesa. A realização da PaN terá lugar em Lisboa, entre os dias 12 e 14 de dezembro de 2016, em local a designar. O período de inscrição decorrerá entre o dia 14 de outubro e o dia 10 de novembro de 2016.

A inscrição para a PaN, nas suas diferentes modalidades, é realizada na página de Internet do IAVE, I. P., em formulário próprio.

A inscrição na prova está sujeita ao pagamento de uma taxa no valor de sessenta e cinco euros (€65,00), cuja liquidação é feita através
de pagamento automático em caixas multibanco ou por vale postal, nas lojas CTT.

 

Para mais informações consulte o AVISO N.º 12620-C/2016 – DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 198/2016, 1º SUPLEMENTO, SÉRIE II DE 2016-10-14

Renovar do entusiasmo pela aprendizagem


O processo RVCC juntou as duas candidatas Luisa Machado e Natália Oliveira, duas mulheres com percursos de vida diferentes, mas com o mesmo intuito o de conseguir fazer das suas vidas uma experiência reconhecida.

Trabalharam para demonstrar as suas competências e como a  jornada proposta tem em vista mais futuro do que passado ficou o renovar do entusiasmo para a aprendizagem constante e o traçar de novos trilhos de formação.

Deixamos aqui os seus testemunhos e o profundo reconhecimento pelo exemplo de dedicação e determinação no concretizar dos seus projetos.

Para mim o processo RVCC foi um mergulhar nas oportunidades de aprendizagem da vida, mas também foi enriquecimento com  novos saberes e competências.

Quando iniciei este projeto tinha a noção que não iria ser tarefa fácil e  foram meses de intenso trabalho, esforço, dedicação e conciliação com a vida familiar e profissional. Mas  o balanço que faço é muito positivo.

Proporcionou-me, não só a uma autoavaliação das minhas competências, mas também desenvolvi novas aprendizagens. Ao pesquisar sobre os temas propostos fui aprendendo muito  e  a própria construção do meu portefólio digital ajudou-me a ter mais desembaraço na literacia digital.

Desenvolvi também muito a capacidade de reflexão, dando importância às lembranças que por vezes ficaram guardadas na minha memória e detendo-me em assuntos importantes da  sociedade atual.

Luisa Machado – Candidata certificada RVCC secundário

Este processo foi para mim ouro sobre azul.

Foi a possibilidade de relembrar e evidenciar aquilo que a minha vida me permitiu aprender. Foi também a oportunidade de refletir sobre assuntos como a revolução de 1974, a evolução dos direitos da mulher, os contratos de trabalho, problemas  ambientais. Analisei cartazes publicitários, entrei no mundo da poesia com José Saramago. Aumentei os meus conhecimentos nas TIC sobretudo no Excel e no PowerPoint e sobretudo escrevi e li muito em língua portuguesa.

Por tudo isto e pela forma como fui motivada a não desistir,  gostei do processo de construção do meu portefólio. Sinto-me motivada para continuar a minha formação depois deste processo.

Natália Oliveira – Candidata certificada RVCC B3

A Secundária em Festa


O percurso bem sucedido de doze formandos do curso EFA – tipo C e de duas candidatas do processo RVCC (Básico e Secundário) foi assinalado no dia 24 de junho com uma festa idealizada e concretizada pelos próprios formandos.

Em ambiente de arraial, pelas 21:00 horas, familiares e amigos aguardavam pelo espetáculo que iniciou  com os bailarinos Raquel Segurado e Marcos Sans, numa arrojada exploração  do movimento corporal. Seguiu-se um momento musical com uma interpretação, pela formanda Andreia Marques e ex-aluna do ensino regular, Sofia Freitas, do tema “Seja Agora” dos Deolinda. Antes da entrega de diplomas, a coordenadora do CQEP, a mediadora do curso EFA e a Técncica de ORVC proferiram breves palavras de reconhecimento pelo esforço desenvolvido pelos candidatos, sublinharam a importância da apropriação do conhecimento, reconheceram o bom ambiente vivido aos longos dos meses de formação e fizeram votos de concretização dos respetivos sonhos. O espetáculo continuou com uma coreografia apresentada pelos formandos do curso EFA e a  formadora Estefânia Pires, acompanhados pelos bailarinos Raquel Segurado e  Marcos Sans.

Bem ao jeito das festas populares, seguiu-se um salutar convívio entre todos os presentes à volta de mesas bem recheadas.

Esta festa foi ocasião de reconhecimento público de competências escolares e de demonstração de muitos outros talentos, nomeadamente nos domínios do entretenimento, da pastelaria e da logística de organização de eventos. Foi também um bom exemplo de articulação de esforços para a concretização de um projeto comum. Destaca-se o empenho dos formandos do curso EFA e da formadora Estefânia Pires, bem como a gentileza do União Desportiva e Cultural do Reguengo e da Junta de Freguesia de Almagreira que emprestaram o palco e o suporte para o mesmo e ainda o apoio técnico do professor Sérgio Cardoso e dos auxiliares da ação da educativa.

Cristina Costa

Festa de entrega de diplomas curso EFA e RVCC


Em ambiente de Santos Populares, vamos festejar a conclusão do percurso formativo dos formandos do curso EFA – tipo C e de duas candidatas do  processo RVCC de nível básico e secundário.

Depois de uma demonstração de competências artísticas dos formandos e formadores, teremos um arraial de danças, aromas  e sabores onde não faltarão os icónicos mangericos com as suas românticas quadras.

Dia: 24 de junho

Hora: 21:00

Local: Escola Secundária de Pombal

 

 

Tertúlia “À conversa sobre ética”


No serão do dia 18 de maio de 2016, o auditório Dra Gabriela Coelho, encheu-se com formandos, formadores, amigos e familiares para a conversar sobre ética, iniciativa do curso EFA escolar de nível secundário à qual se juntou o CQEP com os candidatos do processo RVCC.

Falar sobre ética é falar sobre a vida do homem, a sua intrincada e rica teia de relacionamentos, que na sociedade tecnológica acontecem cada vez mais na rede. Assim, foi sobre a ética nas redes sociais que a Dra Mariana Fontes deu início à nossa Conversa. Focou determinados tipos de criminalidade como a pornografia infantil, o phisching, o cyberbullying e procurou alertar para o facto de a rede constituir um risco, aconselhando prudência e recato pessoal de quem a utiliza.

Seguiu-se a perspetiva de uma médica, Dra. Ana Sousa, que procurando responder às questões colocadas pela plateia, foi abordando temas como a eutanásia, o testamento vital, o sigilo, as barrigas de aluguer, as normas deontológicas. Chamada a viver a sua profissão em atitude de missão ao serviço da qualidade de vida e dignidade do ser humano, defendeu que a única via válida para tomar decisões é a própria consciência.

O Mestre Nuno Rosa, Presidente da Secção de Judo da Associação Académica de Coimbra e estudante da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, começou por dar o seu testemunho enquanto ex-candidato do processo RVCC de nível secundário no Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Pombal. Apresentou a sua vida numa metáfora da superação de si, sublinhou a importância do esforço para a concretização dos sonhos e a queda  como parte do processo de crescimento. Defendeu que é na família que se desenvolvem grande parte das características, positivas ou negativas da criança e que a prática desportiva é uma via de musculação física, mas também moral do indivíduo. Em interação com os presentes, destacou a saudação inicial que acontece no judo enquanto expressão de gratidão e respeito pelo adversário; falou do doping que traz prejuízos à ética desportiva, à integridade física e psíquica dos atletas. Concluiu apelando ao comprometimento de todos os presentes na responsabilidade incondicional do eu perante o outro. O verdadeiro humanismo é o legado maior que poderemos deixar.

A conversa prolongou-se no CQEP com chá e bolos trazidos pelos formandos do Curso EFA e suas formadoras, servidos em ambiente acolhedor preparado pela equipa do CQEP com a colaboração dos professores Fernanda Gomes e Jorge Claro.

Os objetivos da atividade foram agradavelmente alcançados com este espaço de encontro com o outro e consequente humanização da nossa escola. Parabéns pela iniciativa do curso EFA e um profundo agradecimento aos nossos convidados, em particular à Dra. Mariana Fontes, Dra. Ana Sousa e Mestre Nuno Rosa.

Cristina Costa

Ações de sensibilização para o empreendedorismo


O Programa CLDS 3G, Projeto “Rosa dos Ventos”, irá dinamizar, em parceria com a Incubadora D. Dinis (IDD), dois Workshops de Sensibilização e informação para o Empreendedorismo, intitulados: “Testar a Ideia” e “Da Ideia para o Papel”.
Os workshops destinam-se a todos os interessados no tema e irão decorrer na Junta de Freguesia de Pombal, nos próximos dias 24 e 31 de Maio de 2016, das 10h00 às 12h30.

Tertúlia “À conversa sobre ética”


O CQEP associa-se aos formandos do curso EFA NS que no âmbito da 3ª atividade integradora irão dinamizar uma tertúlia subordinada ao tema: “À conversa sobre ética“.

Dia: 18 de maio

Hora: 21:00

Local: auditório Gabriela Coelho

Temas  e intervenientes:

Ética no Desporto (orador Nuno Rosa)

Ética nas Redes Sociais (oradora Mariana Fontes)

Ética na Saúde (oradora Ana Sousa)

O convite estende-se a toda a comunidade.

Participe também na Tertúlia!

Pausa reflexiva sobre educação permanente


Nos dias 29 e 30 de abril, decorreu, no Auditório José Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, o Encontro Nacional “Educação Permanente em Tempo de Mudança: Saber para Transformar”, organizado pela Associação Portuguesa para a Cultura e Educação Permanente (APCEP).

Etivemos entre os 350 participantes desejosos de aprofundar o conceito de Educação Permanente e refletir sobre estratégias de promoção do Saber para todos nos vários tempos e espaços da vida.

Ficou-nos a distinção entre Educação Permanente e Educação de Adultos apresentada pelo professor Rui Canário sendo o primeiro conceito definido como um processo reorganizador de todo o sistema de ensino. A Educação Permanente começa, por conseguinte, na educação precoce, relembrando o Relatório Faure (UNESCO, 1972),  que aponta para uma conceção da aprendizagem como coincidente com o ciclo vital e a construção da pessoa.

Ficou-nos também o reafirmar de que em Portugal o conhecimento é ainda de muito poucos. Melhorar os níveis de educação da população europeia é um objetivo central da estratégia Europa 2020.

O presidente da ANQEP, Gonçalo Xufre, apresentou o que o governo perspetiva na esfera de intervenção da Educação de Adultos. Destacou o programa Qualifica que, entre outras medidas, visa garantir que 50% da população ativa possa concluir o ensino secundário, que a taxa de participação de adultos em ações de Aprendizagem ao Longo da Vida seja de 15% em 2020 e de 25% em 2025, e que se atinja o valor de 40% de diplomados do ensino superior na faixa etária dos 30-34 anos. Entre os vários objetivos operacionais anunciou o aumento do número de CQEP, a formação de formadores, a reformulação do Catálogo Nacional de Qualificações e do Referencial de Competências-Chave de nível básico.

Houve ainda espaços de partilha de projetos inovadores como  Ler + às 5ª, RAP (Redução Abandono Precoce), Banco do tempo, LIDIA (literacia digital de adultos)…

Este encontro foi para nós inspiração para transformar as estratégias do CQEP do nosso Agrupamento para uma melhor concretização da missão de democratização do conhecimento.

Cristina Costa

Certificado para a estabilidade profissional


Chamo-me Bernardino Carvalho, tenho 50 anos e acabo de realizar o processo RVCC – B1.

Deixei a escola ainda muito novo, com a 2º classe, para ir trabalhar, mas em 2015 tive necessidade de me dirigir ao CQEP do Agrupamento de Escolas de Pombal porque na Câmara Municipal, onde trabalhei num programa ocupacional (POC), pediram-me o certificado de conclusão do 1º Ciclo para poder ser contratado como cantoneiro.

Ao iniciar o processo RVCC, tinha medo de não ser capaz de compreender o que os formadores dissessem e de não fazer o que me pedissem. Empenhei-me muito, nunca faltei às sessões, fazia o que sabia e, com persistência, consegui.

Ao chegar  ao final da construção do portefólio, senti orgulho pelo trabalho realizado. Nunca tinha escrito tanto e ainda por cima no computador. Tive que ler muito e, desde que comecei o processo RVCC, já leio as gordas nos jornais pois sei que me ajuda a treinar a leitura. Até já consigo ler as legendas na televisão que exigem que leia rápido. Gostei de refletir sobre questões do ambiente, os símbolos da nação, o direito de voto. Fiz muitas contas de dividir, de somar, de multiplicar. Calculei áreas, distâncias, tomei consciência do que eram sequências.

Chegou a hora de realizar as provas, mas a equipa (pessoas boas, simpáticas) dizia que o pior já tinha passado e que eu ia conseguir. Assim foi. Consegui o que queria. Foi um processo demorado, mas valeu a pena.

 Bernardino Carvalho – Candidato  RVCC – B1

Unidos numa causa comum – Fruto da reflexão sobre casas sustentáveis


“Unidos numa causa comum” foi o tema da 2ª Atividade Integradora do curso EFA de nível secundário. Na área de competência-chave de Cidadania e Profissionalidade, resultou numa pesquisa sobre casas típicas de diversos países do mundo enquanto que, na área de competência-chave de Sociedade, Tecnologia e Ciência, se concretizou na construção de maquetas de casas sustentáveis.

Relativamente às casas típicas, concluiu-se que a sua enorme diversidade está relacionada com aspetos culturais mas, sobretudo, com a adaptação das mesmas ao clima das várias regiões do globo.

No que respeita à construção das maquetas, os conhecimentos adquiridos nas sessões de formação de STC_2 – Ambiente e Sustentabilidade, foram muito úteis, nomeadamente os conceitos de eficiência energética, conforto térmico e técnicas de isolamento, aquecimento e arrefecimento das habitações bem como orientação solar.

Assim, e para que as casas sejam sustentáveis, entre outras características, integram lã de rocha no seu revestimento, painéis fotovoltaicos, vidros duplos e ecopontos.

Esta experiência foi muito enriquecedora uma vez que permitiu a concretização de uma atividade de pequenos grupos que  envolveu bricolagem e aplicação de conhecimentos, resultando em casas amigas do ambiente, esteticamente bonitas.

 

Os formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos

Objetivo alcançado


No dia 21 de março, os candidatos Ana Gameiro e Ricardo Pinto receberam os seus certificados e diplomas de conclusão do nível secundário através do processo RVCC escolar e deixaram o seu testemunho.

“A realização do processo RVCC foi muito gratificante. A construção do portefólio avivou boas memórias e com elas também nostalgia. Recordei momentos vividos desde a minha infância até à atualidade com os quais aprendi. Sorri e ri-me muito aquando a sua elaboração. Também desenvolvi metodologias de pesquisa sobre temas relevantes do passado e da atualidade o que requereu muito tempo e trabalho árduo.

Não   posso deixar de referir que não conseguiria realizar este processo sem o apoio incondicional do meu querido marido e dos meus dois filhos fofinhos, que nunca me deixaram desistir. Por isso, posso afirmar que o processo RVCC reforçou laços. Finalmente, tenho consciência que a concretização deste objetivo também se deveu ao apoio excecional de toda a equipa do CQEP, que sempre  me incentivou na melhoria contínua e no estímulo para avançar.

O meu muito obrigado!”

Ana Gameiro – Candidata processo RVCC NS

“A realização do processo RVCC e a consequente  certificação de nível secundário  foi para mim muito vantajosa, pois trabalho na exportação e as habilitações literárias facilitam a entrada noutros países . O facto de ter realizado o processo à distância e presencialmente facilitou a concretização deste objetivo. Tenho a agradecer a todos os profissionais do CQEP por todo o apoio prestado e não quero ficar por aqui, pois num futuro próximo pretendo realizar um curso em gestão ou marketing. Vou analisar as possibilidades com o CQEP de forma a conciliar com a minha atividade profissional.”

Ricardo Pinto – Candidato processo RVCC NS

Dia Mundial da Poesia celebrado com serão na BE


No dia 21 de março, os candidatos do processo RVCC e os formandos do curso EFA foram convidados a despertar todos os sentidos para celebrar o dia Mundial da Poesia.

Partindo da obra de José Saramago “A maior flor do mundo”, a professora bibliotecária, Fernanda Gomes e a coordenadora do Departamento de Português, Lídia Ribeiro, partilharam saber e sensibilidade na apresentação do homem humilde vencedor português do prémio Nobel da Literatura (1998) e do seu jogo subtil de palavras. Em ambiente acolhedor, juntando livros e tecnologias, palavras e imagens, jogo e declamação, chá e biscoitos, motivaram para a leitura e para a escrita criativa.

Ficará certamente na memória de todos os participantes a noite em que o espaço da BE se iluminou e floriu para celebrar a POESIA.

Um profundo agradecimento à equipa da BE e à professora Lídia Ribeiro, mas também aos alunos e professor Jorge Claro do curso Profissional Técnico de Restauração – Restaurante Bar que gentilmente colaboraram com a  “mise en place”.

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Comemoração do Dia da Poesia na BE


O CQEP e a BE da Escola Secundária de Pombal associam-se na comemoração do dia mundial da Poesia. Assim, no dia 21 de março, a partir das 20:00 horas, inspirados na obra “A maior flor do Mundo” de José Saramago, os candidatos do processo RVCC e os formandos do curso EFA escolar de nível secundário serão desafiados para uma viagem de emoções individuais num encontro entre a tecnologia e a POESIA.

Cristina Costa

EFA – olhar sobre Pombal enquanto centro de cultura


No âmbito da atividade integradora da primeira UFCD, realizámos, em grupos, dois trabalhos: um poster científico sobre um cientista português, na área de competência-chave de Sociedade, Tecnologia e Ciência, e um filme sobre os monumentos históricos do concelho de Pombal, que teve como título “ Pombal, um centro de cultura”, nas áreas de competência-chave de Cultura, Língua e Comunicação e de Cidadania e Profissionalidade. O resultado final dos referidos trabalhos esteve exposto no átrio da escola entre os dias 3 e 12 de fevereiro do corrente ano.

A experiência de realizar um poster científico foi muito enriquecedora pois ficámos com uma maior noção dos feitos dos nossos cientistas portugueses. Ao realizar o filme, ficámos a conhecer o vasto património cultural da nossa cidade e concelho, o que foi deveras enriquecedor. É de salientar que todo o levantamento de imagens  do nosso concelho nos dias de hoje foi realizado com fotografias originais, tiradas por nós e, apesar de ter sido um desafio difícil e trabalhoso, foi muito gratificante.

A experiência do trabalho de grupo foi igualmente satisfatória, criando uma maior dinâmica na turma e espírito de equipa.

O balanço da atividade foi positivo, visto que conseguimos atingir os objetivos propostos e dar-nos a conhecer à nossa comunidade escolar.

Os formandos do curso EFA

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A persistência é o caminho do êxito


Chamo-me Dina e tenho 49 anos, terminei o processo de RVCC de nível B3 em dezembro 2015. Para mim, este processo foi a valorização daquilo que fui aprendendo ao longo da vida, mas também uma oportunidade de ganhar mais conhecimentos.

Com a vida, aprendi a fazer as lidas domésticas e vários trabalhos agrícolas, a cuidar de crianças e idosos, a dominar técnicas de atendimento ao público no comércio e na restauração, a respeitar regras de higiene e segurança na cozinha e, graças à ajuda das minhas filhas, aventurei-me no mundo da informática.

Com este processo, pude relembrar os conhecimentos adquiridos nos meus tempos de escola e aprofundar outras matérias. Melhorei a minha capacidade de escrita, em especial nos domínios da ortografia e da acentuação, tomei consciência da importância da matemática no meu dia a dia, explorei mais algumas potencialidades do computador, refleti sobre os problemas da nossa sociedade e foi positivo relembrar factos históricos que permitiram que eu viva hoje numa democracia com direitos e deveres.

Tive a oportunidade, não só de trabalhar em grupo, com os meus colegas do processo RVCC, mas também individualmente, com a Técnica de ORVC e os formadores. Não foi fácil construir o portefólio e preparar-me para as provas, mas como afirmou Charles Chaplin, “A persistência é o caminho do êxito”. Estou muito orgulhosa por ter alcançado a meta. Quero agradecer a todos que me apoiaram ou seja a equipa do CQEP do Agrupamento de Escolas de Pombal,  à minha família e amigos.

Dina Faria

Candidata do processo RVCC – B3

Medida Cheque-Formação


A Portaria nº229/2015, de 03 de agosto vem instituir a medida Cheque- Formação, modalidade de financiamento direto às entidades empregadoras, trabalhadores empregados e desempregados inscritos nos centros de emprego que visa incentivar a formação profissional, designadamente da prevista no Código do Trabalho (artºs 130º a 134º) e cujo dever de execução recai sobre as empresas, potenciando a criação e manutenção de emprego e o reforço da qualificação.

Para mais esclarecimentos sobre a candidatura e operacionalização da formação, a entidade formadora MEGAEXPANSÃO vai realizar um a sessão de informação gratuita (via Youtube- Webinar) no dia 30 de janeiro (Sábado), pelas 15:00h.

Se não conhece a medida cheque-formação, ou se ainda tem dúvidas, porque não relaizar sua inscrição AQUI.

EFA – espaços de aprendizagem


Numa abordagem curricular integradora, os 27 formandos do curso EFA escolar de nível secundário, acompanhados pela equipa técnico pedagógica, realizaram, no serão de 13 de janeiro, uma visita ao Museu Municipal Marquês de Pombal e Museu de Arte Popular Portuguesa. Este olhar, orientado pela diretora do museu, Dra. Cidália Botas, sobre o património local, o génio e versatilidade do estadista Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) e ainda a riqueza e diversidade do artesanato nacional , constituíram certamente um contexto significativo para (re)criar conhecimento nas áreas de Cidadania e Profissionalidade, Cultura, Língua e Comunicação e Sociedade, Tecnologia e Ciência. Aguardamos pela exposição a acontecer, no átrio da Escola Secundária, de 3 a 12 de fevereiro e que contará com a reflexão acerca deste espaço de aprendizagem.