Riscos e Catástrofes Naturais. A Tempestade Kristin


No passado dia 26 de março, no Auditório Dra. Gabriela Coelho, realizou-se uma palestra dedicada ao tema dos Riscos e Catástrofes Naturais, com especial destaque para a tempestade Kristin, que assolou o nosso concelho. O evento contou com a presença do coordenador da Proteção Civil de Pombal, Engenheiro Hugo Gonçalves, como convidado. A sua intervenção trouxe um contributo extremamente relevante e esclarecedor, nomeadamente, no papel fundamental da Proteção Civil na gestão deste tipo de ocorrências.

Ao longo da sessão, foram abordadas diversas questões relacionadas com a prevenção, preparação e resposta a situações de emergência. A análise da tempestade Kristin permitiu compreender melhor os desafios enfrentados no terreno, bem como a importância de uma atuação rápida, coordenada e eficaz por parte das entidades responsáveis.

O papel da Proteção Civil foi amplamente discutido, evidenciando-se não só a sua capacidade de resposta em momentos críticos, mas também o trabalho contínuo de sensibilização e planeamento que muitas vezes passa despercebido. Ficou claro que a segurança das populações depende, em grande medida, da articulação entre diferentes agentes e da consciencialização coletiva para os riscos existentes.

Durante a palestra, foram colocadas algumas questões pertinentes por parte dos presentes, gerando momentos de reflexão e partilha bastante enriquecedores. No entanto, ficou também a sensação de que muitas mais perguntas poderiam ter sido feitas, tal era a relevância e atualidade do tema.

Tratou-se, sem dúvida, de uma noite agradável, marcada pela aprendizagem e pela troca de conhecimentos, que contribuiu para um maior entendimento sobre a importância da Proteção Civil e da preparação para situações de risco. Uma iniciativa, organizada pelos formandos do Curso EFA 2025/2026, que deixou certamente todos os presentes mais conscientes e informados.

Formandos Curso EFA

Invasão na Derovo


No âmbito da Atividade Integradora, os formandos do Curso EFA (Educação e Formação de Adultos) da Escola Secundária de Pombal realizaram uma visita de estudo à Derovo Group, em Pombal, integrada na temática do Ambiente e Sustentabilidade.

Esta atividade teve como principal objetivo promover a ligação entre as aprendizagens desenvolvidas em contexto de sala de aula e a realidade do tecido empresarial, permitindo aos formandos contactar diretamente com práticas industriais, processos produtivos e estratégias de sustentabilidade. Como refere um dos formandos: “É interessante entender como uma fábrica de ovos funciona.”

Os formandos do Curso EFA

A mais bela de todas as conquistas


Há vitórias que não se anunciam com estrondo. Chegam devagar, como chega a manhã depois de uma longa noite de introspeção: quase em silêncio, mas no passo firme. E foi com essa firmeza que no dia 31 de março de 2026 se celebraram no Centro Qualifica cinco vitórias em que cada uma trouxe mais do que conhecimentos: noites mal dormidas, dias curtos, dores antigas e responsabilidades adiadas.

Um carpinteiro, uma doméstica, uma ajudante de cozinha, uma operária fabril e uma ajudante de lar encerraram uma etapa do seu percurso formativo para poder abrir outras. Em comum? O poder das mãos que constroem, que limpam, que cozinham, que montam e que cuidam. E foi com essas mesmas mãos que também vieram até nós para escrever o futuro.

Diz-se que o valor de um caminho não está apenas no destino, mas na transformação interior que exige e nenhum destes candidatos chegou a este momento igual ao que era quando começou o processo de RVCC. Provaram a si mesmos que a condição humana é feita da espantosa capacidade de resistir, de crescer e de se reinventar e afirmaram que o conhecimento, quando conquistado com sacrifício, tem o peso das coisas verdadeiramente merecidas.

Prestar uma prova é sempre um privilégio porque não é todos os dias que se tem um júri centrado no trabalho de cada candidato, depositando todo o respeito e reconhecimento em cada um que, de pé perante olhares imparciais, defende o que tão bem sabe. Houve sacrifícios e responsabilidades ficaram presas num limbo entre o dever (como pais, mães, encarregados de educação, trabalhadores) e a valorização pessoal (porque entre todos aqueles papéis, muitas vezes esqueciam-se de se darem a si próprios).

Se a sociedade muitas vezes gosta de recordar às pessoas de onde vêm, a Educação oferece-lhes a possibilidade de escolher para onde vão e quem foi capaz de atravessar este caminho formativo descobriu dentro de si algo irreversível: a certeza de que é capaz. E esta talvez seja a mais bela de todas as conquistas.

Isabel Moio – Técnica dde ORVC

Das raízes aos horizontes


No passado dia 26 de março, cinco candidatos obtiveram a certificação do 9.º ano de escolaridade, através do Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, resposta formativa que dignifica os seus percursos de vida, as suas escolhas e os seus caminhos.

Embora sem antecipar uma ligação racional entre os temas que apresentaram na sessão de júri de certificação, os cinco percursos entrelaçaram-se como capítulos de uma mesma narrativa humana, onde o passado se ancora na identidade e o futuro se projeta em autodescoberta.

O M. começou por descrever a ligação às suas raízes através da participação num rancho folclórico ao qual pertence há cerca de 50 anos, criado após o 25 de Abril de 1974, marco que trouxe a liberdade de associação e de fruição e criação cultural que, antes dessa data, não faziam parte do quotidiano.

O N. viajou do seu país de origem, a Rússia, há 26 anos, movido pela curiosidade e pela aventura. Conheceu um Portugal que se preparava para receber o Campeonato Europeu de Futebol, EURO2004, e não quis mais sair do país que tão bem o acolheu. Aqui constituiu a sua família e sedimentou a sua vida, trilhando agora um caminho de reconstrução da sua habitação que reafirma o seu enraizamento – projeto que apresentou na sua prova de júri –, numa procura incessante por melhores condições de vida, conforto, modernização e funcionalidade.

A T. deixou também as suas origens na Ucrânia e identificou em Portugal as condições em que pretendia prosseguir o seu rumo e nas quais tencionava cuidar dos seus filhos e educá-los. Integrou-se ativamente nas novas raízes, ampliou a sua rede relacional e envolveu-se no associativismo local aliando-se a um dos maiores clubes do concelho. O seu caminho evidencia que criar raízes vai além do espaço privado, pois estende-se ao envolvimento nas dinâmicas associativas, ao contributo para o coletivo e ao sentido de pertença.

A Y., vinda também da Ucrânia há praticamente tantos anos como T., escolheu Portugal para continuar a escrever a sua história de vida. Experimentou vários trabalhos e com nenhum se identificou. Um dia, algures em 2022, contactou com a cravação de pedras preciosas e na precisão da função, também ela se foi moldando e encontrando brilho e identidade no que sente como uma arte na qual o seu quotidiano se enraizou.

Por fim, o F. perspetivou novos horizontes que o seu gosto por viagens pretende ainda conhecer, tendo a sua apresentação aberto a perspetiva para o mundo e lembrado que crescer implica precisamente o que N., T. e Y. fizeram: partir, explorar o novo e transformar-se. Se as apresentações anteriores focaram a fixação e o sentimento de pertença, esta primou pela expansão e pela descoberta, pois não há crescimento sem raízes, nem futuro sem horizonte.

Foi assim que entre o chão que sustenta e o céu que chama, se desenhou um percurso simbólico: das raízes que definem aos caminhos (re)construídos, sem descurar os horizontes por explorar. São histórias de quem chegou, ficou, construiu, reinventou e continua a sonhar. Em comum? A passagem pelo Centro Qualifica vendo neste o ponto de partida para o percurso formativo que lhes fortaleceria a valorização pessoal e a obtenção de um comprovativo de escolaridade, pois foi aqui que cada um transformou a sua experiência de vida em reconhecimento formal, dando um novo valor às suas raízes e abrindo caminho a novos horizontes.

 

Isabel Moio – Técncica de ORVC

(Des)Informação em Rede


A perceção da realidade tem sido profundamente afetada pelo desenvolvimento tecnológico, sobretudo com o surgimento da internet e a massificação das redes sociais. Num mundo permanentemente interligado, os dados fluem a alta velocidade, permitindo o acesso, em meros segundos, a relatos de acontecimentos do outro lado do planeta. Apesar de este fluxo de informação parecer anunciar a chegada da chamada Era do Conhecimento, rapidamente percebemos que tal poderá não passar de uma ilusão.

Pelas mesmas vias circulam tanto factos comprovados como mentiras fabricadas, sendo a linha que os separa cada vez mais ténue. A desinformação, por si só, já constitui um perigo, porém, quando é instrumentalizada para mobilizar massas com fins nefastos, as consequências podem ser devastadoras.

Foi este o alerta que a candidata ao processo RVCC de nível secundário nos trouxe no dia 19 de março de 2026, através de uma apresentação[1] baseada no livro “Protocolo Caos”, de José Rodrigues dos Santos.

A candidata iniciou a sua exposição com a apresentação da obra e do seu autor, fazendo uma breve sinopse das três narrativas que se entrecruzam no livro. Referiu ainda Aleksandr Dugin e a influência da sua filosofia na política russa. Seguidamente, enumerou situações em que o governo russo terá interferido na política internacional, nomeadamente através da influência exercida nas redes sociais.

Explicou de que forma estas plataformas podem ser utilizadas como um verdadeiro campo de batalha, onde a desinformação explora medos preexistentes, alimentando preconceitos e acentuando divisões sociais. Apresentou também dois exemplos concretos dos efeitos nefastos das notícias falsas: o caso Pizzagate e a perseguição aos rohingyas em Myanmar.

Concluiu a sua exposição destacando o potencial da Inteligência Artificial na disseminação de desinformação, nomeadamente através da criação de deepfakes.

 

Mikael Mendes – Técnico de ORVC

[1] https://gamma.app/docs/Protocolo-Caos-ob4mdwj76w9na3a

Visita de Trabalho Erasmus+ K122-ADU no Centro Qualifica


Entre os dias 10 e 12 de março, o Centro Qualifica recebeu a visita de dois professores espanhóis, oriundos da Galiza, no âmbito do programa Erasmus+ K122-ADU, promovendo a partilha de experiências e o reforço da cooperação europeia na área da educação de adultos.

Os participantes desta mobilidade foram Tito, professor do Ensino Secundário, especializado em Língua Galega, e Conchi, professora do Ensino Básico. Desde o primeiro momento, destacaram-se pela sua enorme simpatia, espírito de partilha e interesse genuíno em conhecer e aprender com a realidade do nosso Centro, o que contribuiu para um ambiente de grande proximidade e colaboração.

O foco principal da visita foi o Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). Os docentes puderam observar as diferentes etapas do processo, compreender o seu funcionamento global e aprofundar o conhecimento sobre este modelo, inexistente no seu contexto educativo de origem.

Acompanharam o trabalho quotidiano do Centro Qualifica, incluindo sessões de diagnóstico e a observação de sessões de Reconhecimento de Competências e de Formação Complementar onde puderam conhecer as metodologias utilizadas e interagir com formadores e formandos.

No decurso da visita, tiveram ainda a oportunidade de assistir a uma sessão de júri de certificação, momento central do processo, que lhes permitiu compreender os critérios de avaliação e a importância do reconhecimento formal das competências adquiridas ao longo da vida.

Outro dos aspetos relevantes da visita foi a partilha de estratégias de prevenção do absentismo escolar. Os participantes tiveram a oportunidade de identificar recursos e práticas adotadas pelo centro para promover a motivação e o envolvimento dos adultos em formação.

Esta experiência revelou-se extremamente enriquecedora para ambas as partes, reforçando a importância da cooperação europeia na melhoria contínua das práticas educativas e na valorização da aprendizagem ao longo da vida.

Cristina Costa – Coordenadora   Qualifica

Campo de Jogo


A J. entrou em campo como quem inicia uma nova missão e, ao longo do Processo de RVCC revelou uma atitude atenta, como um jogador que sabe que cada novo desafio requer planeamento e atenção aos detalhes.

Começou por ter sessões à noite, mas rapidamente observou o terreno e compreendeu que este horário seria um obstáculo. Ainda assim, não recuou nem desistiu – ajustou a estratégia, mudou o ângulo, passou a ter sessões durante o dia e prosseguiu. Tal aconteceu porque Equipa do Centro não ficou indiferente aos seus constrangimentos e de imediato estudou alternativas para lhe apresentar soluções, pois numa modalidade formativa que se pauta pela flexibilidade, seria impensável também esta não ler o mapa para definir uma forma diferente de atuar, ajustada às necessidades do público-alvo.

À semelhança das rápidas mudanças que ocorrem num campo de jogo, a J. conseguiu manter o foco no objetivo de chegar ao momento da certificação, que aconteceu no dia 12 de março de 2026, e superou-se com foco no terreno e leitura cuidada de todos os desafios que lhe foram propostos pela Equipa nas várias áreas de competências-chave. Sempre que era necessário recentrar, abrandava para puxar o referencial, permitindo-lhe compreender melhor o caminho percorrido e o que ainda faltava.

Ao longo dos meses, a J. calcorreou este campo com consistência e sacrifício pessoal, alcançando um resultado que derivou de todo o trabalho construído em formação complementar e durante a elaboração do seu portefólio. Com esta missão cumprida, muitas outras, novas, surgirão para desafiar quem está habituado a ler mapas do jogo que é estar aqui e agora e estudar alternativas de readaptação para cumprir os desígnios aos quais se propõe.

Isabel Moio-Técnica de ORVC

Vozes do Mural – O que esta experiência significou para nós


No âmbito da nossa atividade integradora do curso EFA Nível Secundário – Escolar, apresentámos o mural – Desliga-te para te ligares: humaniza a era digital – através do qual refletimos sobre a influência da tecnologia no nosso quotidiano e nas nossas relações. A construção do mural foi um espaço de partilha de ideias e aprendizagens, onde promovemos o diálogo, o pensamento crítico e a criatividade.

O mural ganhou vida através de diferentes formas de expressão, que incluíram vídeos, leituras e criação de QR Codes para acesso digital — bem como expressões manuais como telas, robôs, desenhos e pinturas, dando voz às nossas ideias e emoções de forma criativa e apelativa. A sua apresentação tornou-se um momento de partilha e reflexão, destacando-se pelo caráter dinâmico e interativo. Como refere Luna Costa, “foi um momento de partilha e de conhecimento fundamental nos dias de hoje”, envolvendo tanto quem apresentou como quem assistiu.

Para muitos de nós, a atividade teve também um forte impacto pessoal. Joaquim Silva salienta que se sentiu mais confiante por ver as suas ideias “ouvidas e respeitadas”, enquanto Vânia Serogin destaca a possibilidade de expressar a sua capacidade de improviso. Já Laura Aguiar sublinha a mensagem central do projeto: “estar sempre ligada ao telemóvel nem sempre significa estar presente”. Também Leandra refere: “sobre a apresentação do mural, achei-a muito interessante e dinâmica; gostei da forma como a atividade nos faz refletir sobre o impacto da tecnologia e da IA no nosso dia a dia, mostrando a importância de equilibrar o mundo digital com as relações humanas.” O mural, que inclui QR Codes e diversos elementos criativos, foi considerado por Nicolas Souza “muito interessante e inovador”, demonstrando que a tecnologia pode ser usada para aproximar pessoas e não para as afastar.

Estas vozes mostram como o mural foi mais do que um trabalho: foi um encontro de experiências, emoções e aprendizagens que nos fez repensar a nossa relação com o digital e com as pessoas. Partilhamos o processo de construção e resultado da atividade. Clique aqui.

A nossa turma do curso EFA

Formação Financiada de Inglês


Quer melhorar o seu inglês? Esta é a sua oportunidade!
Participe na Formação de Inglês (Básico/Intermédio), com aulas presenciais em regime pós-laboral, focadas na prática da língua e na comunicação.

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Prevê-se o início da formação na primeira semana de março. Inscreva-se já!

Desliga-te para te Ligares: Humaniza a Era Digital – Exposição


Os formados dos curso EFA convidam toda a comunidade escolar a assistir,dia 14 de janeiro de 2026 às 20:00 no átrio da escola, à apresentação do Mural, Desliga-te para te Ligares: Humaniza a Era Digital (atividade integradora do curso EFA NS), construído pelos formandos com o objetivo de proporcionar uma reflexão sobre a importância de humanizar a era digital e valorizar o contacto humano.

O Mural ficará exposto no átrio, para que o possam visitar e explorar nos dias seguintes.

Os formandos do curso EFA