No âmbito da nossa atividade integradora do curso EFA Nível Secundário – Escolar, apresentámos o mural – Desliga-te para te ligares: humaniza a era digital – através do qual refletimos sobre a influência da tecnologia no nosso quotidiano e nas nossas relações. A construção do mural foi um espaço de partilha de ideias e aprendizagens, onde promovemos o diálogo, o pensamento crítico e a criatividade.
O mural ganhou vida através de diferentes formas de expressão, que incluíram vídeos, leituras e criação de QR Codes para acesso digital — bem como expressões manuais como telas, robôs, desenhos e pinturas, dando voz às nossas ideias e emoções de forma criativa e apelativa. A sua apresentação tornou-se um momento de partilha e reflexão, destacando-se pelo caráter dinâmico e interativo. Como refere Luna Costa, “foi um momento de partilha e de conhecimento fundamental nos dias de hoje”, envolvendo tanto quem apresentou como quem assistiu.
Para muitos de nós, a atividade teve também um forte impacto pessoal. Joaquim Silva salienta que se sentiu mais confiante por ver as suas ideias “ouvidas e respeitadas”, enquanto Vânia Serogin destaca a possibilidade de expressar a sua capacidade de improviso. Já Laura Aguiar sublinha a mensagem central do projeto: “estar sempre ligada ao telemóvel nem sempre significa estar presente”. Também Leandra refere: “sobre a apresentação do mural, achei-a muito interessante e dinâmica; gostei da forma como a atividade nos faz refletir sobre o impacto da tecnologia e da IA no nosso dia a dia, mostrando a importância de equilibrar o mundo digital com as relações humanas.” O mural, que inclui QR Codes e diversos elementos criativos, foi considerado por Nicolas Souza “muito interessante e inovador”, demonstrando que a tecnologia pode ser usada para aproximar pessoas e não para as afastar.
Estas vozes mostram como o mural foi mais do que um trabalho: foi um encontro de experiências, emoções e aprendizagens que nos fez repensar a nossa relação com o digital e com as pessoas. Partilhamos o processo de construção e resultado da atividade. Clique aqui.
A nossa turma do curso EFA
Desliga-te para te Ligares: Humaniza a Era Digital – Exposição
Os formados dos curso EFA convidam toda a comunidade escolar a assistir,dia 14 de janeiro de 2026 às 20:00 no átrio da escola, à apresentação do Mural, Desliga-te para te Ligares: Humaniza a Era Digital (atividade integradora do curso EFA NS), construído pelos formandos com o objetivo de proporcionar uma reflexão sobre a importância de humanizar a era digital e valorizar o contacto humano.
O Mural ficará exposto no átrio, para que o possam visitar e explorar nos dias seguintes.
Os formandos do curso EFA
A IA – Responsabilidade-Sustentabilidade
No passado dia 16 de dezembro, a área de competências chave de STC, promoveu uma palestra centralizada nos desafios e oportunidades da Inteligência Artificial. A sessão, proferida pela Doutora Catarina Silva, docente na Universidade de Coimbra e investigadora no CISUC, fez parte integrante da Atividade Integradora nº1 – “Desliga-te para te ligares – humaniza a era digital!”. Foi fum momento para debater a responsabilidade e a sustentabilidade na era digital.
A Doutora Catarina Silva, especialista em aprendizagem computacional com uma vasta experiência académica, apresentou a IA não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como a capacidade de uma máquina reproduzir competências humanas, como o raciocínio, a aprendizagem e a criatividade.
Foram discutidos os pilares essenciais para o uso correto destas tecnologias:
Privacidade e Direitos: A oradora alertou para o facto de a IA aprender a partir de dados pessoais, sublinhando que tudo o que partilhamos online pode ser armazenado e analisado, com riscos diretos para a nossa segurança e autonomia.
Sustentabilidade Ambiental: Um dos temas que mais despertou a nossa curiosidade foi a pegada energética da IA. Foi revelado que o consumo global de energia para treinar e manter estes sistemas é comparável ao consumo de países inteiros, como Portugal. Cada vez que se faz um pedido ao ChatGPT a energia consumida é o equivalente à carga de um telemóvel pelo que o grupo de investigação liderado pela Doutora Catarina Silva deixou de dizer “Olá” sempre que iniciam uma pesquisa para poder reduzir o consumo de energia. A “nuvem”, explicou a investigadora, reside em servidores que exigem enormes quantidades de eletricidade e água para arrefecimento. Para minimizar este impacto, a investigação atual, nomeadamente no âmbito da IA Responsável, foca-se no desenvolvimento de algoritmos “eco-friendly” que requerem menos poder de computação e são, por isso, mais sustentáveis. Estão a ser desenvolvidos sistemas mais eficientes, fáceis de manter e escalar, que utilizam recursos de nuvem (cloud) energeticamente responsáveis. O objetivo fundamental da investigação é criar produtos de IA que sejam “limpos” e simples, promovendo uma transformação digital que respeite os limites ambientais.
Viés e Discriminação: Foi abordado o perigo do viés (ou inclinação ou falta de imparcialidade) pois os algoritmos podem replicar preconceitos humanos, afetando decisões em áreas sensíveis como o emprego ou a justiça.
Foi questionado o limite entre a utilidade tecnológica e a invasão da nossa privacidade, debatendo cenários como o uso de aplicações de estudo que monitorizam a nossa localização ou sistemas que imitam vozes de pessoas falecidas.
Fomos conduzidos a refletir também sobre a nossa responsabilidade enquanto utilizadores e o impacto ambiental e do viés algorítmico na justiça social. Ficou claro que que temos de ser mais do que utilizadores passivos, mas ser criadores e auditores críticos que promovem uma “Inteligência Aumentada” em benefício de uma sociedade mais justa e sustentável.
Participar nesta palestra foi como ajustar as lentes dos nossos óculos digitais: passámos de uma visão turva, onde apenas víamos as facilidades da tecnologia, para uma visão mais nítida que nos permite identificar as “impressões digitais” da ética e da sustentabilidade em cada clique que damos.
Formandos do Curso EFA- Escolar Nível Secundário
Procriação Medicamente Assistida e Preservação da Fertilidade – Palestra com a Dr.ª Paula Sousa
No dia 19 de novembro, os formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) de Nível Secundário e os do processo RVCC também de nível secundário assistiram a uma palestra, proferida pela Dr.ª Ana Paula Sousa (embriologista e investigadora no CHUC), no âmbito da área de competências-chave de Sociedade, Tecnologia e Ciência (STC).
Sob o título “Procriação Medicamente Assistida e Preservação da Fertilidade”, o objetivo da sessão não foi apenas apresentar os avanços científicos, mas sim estimular o sentido crítico da audiência, confrontando-a com os dilemas éticos e sociais levantados pelas tecnologias reprodutivas.
A Dr.ª Ana Sousa iniciou a sua intervenção focando-se no desafio da infertilidade humana, um problema de saúde que afeta cerca de 15% dos casais que tentam procriar, sendo definida pela ausência de procriação após um ano de tentativas sem contraceção.
A oradora apresentou o conjunto de metodologias que compõem a Procriação Medicamente Assistida (PMA) – incluindo a Inseminação Intra-Uterina (IIU), a Fecundação in vitro (FIV) e a Injeção Intracitoplasmática de um Espermatozoide (ICSI), – salientando que o sucesso destas técnicas atinge cerca de 30%. A palestra sublinhou que a escolha do método é estritamente condicionada pelas causas de infertilidade, sendo alguns procedimentos mais dispendiosos e invasivos que outros.
A importância da Preservação da Fertilidade (PF) foi um tópico central, especialmente no contexto da oncologia. Com o aumento da sobrevivência ao cancro nas últimas décadas, garantir a qualidade de vida após a doença tornou-se uma prioridade, sendo a capacidade de ter uma vida reprodutiva normal uma das principais preocupações dos doentes mais jovens.
A Dr.ª Sousa explicou que o tratamento oncológico (cirurgia, quimioterapia, radiação) pode comprometer o sistema reprodutivo, resultando em infertilidade. Foram apresentadas técnicas como a criopreservação de gâmetas (espermatozóides ou oócitos).
A palestra centrou-se na Doação de Gâmetas e nas suas implicações legais e éticas. A palestrante detalhou que os dadores devem ser saudáveis, sem histórico de doença hereditária ou sexual, e ter entre 18 e 40 anos (ou 18 e 33 anos, no caso das mulheres), sujeitando-se a um rigoroso processo de avaliação médica e psicológica.
O foco do debate com os formandos residiu na controvérsia em torno do anonimato dos dadores e na Alteração à Lei n.º 32/2006, de 26 de julho. Esta discussão sobre o enquadramento legal e os direitos dos filhos nascidos de doação de gâmetas demonstrou a complexidade dos desafios bioéticos.
A palestra cumpriu o seu objetivo de levar os formandos a confrontar a ciência de ponta com as grandes questões éticas e legais do nosso tempo.
Helena Lento – Formadora de STC
Caminhos para a integração – Atividade integradora do Curso EFA
“Caminhos para a Integração” foi o fio condutor de um trabalho vivido passo a passo com emoção e consciência crítica.
O nosso primeiro passo foi dado no Auditório Gabriela Coelho com as “Narrativas de Integração”, atividade inserida na área de Cidadania e Profissionalidade – UFCD 1.
Convidámos os formandos do Projeto de Língua de Acolhimento (PLA) e foi com eles que construímos uma mesa redonda onde foram partilhadas histórias de superação de quem, vindo de diferentes partes do mundo, encontrou em Pombal um lugar, um novo rumo para a sua vida.
Mas quisemos ir mais longe. Criámos um inquérito para perceber a importância das tecnolgias para a integração dos imigrantes. Isto foi no âmbito da UFCD 5 de Sociedade, Tecnologia e Ciência, com recurso à plataforma Google Forms, e convidámos colegas do ensino noturno de diversas nacionalidades a participarem. Os resultados revelam que a internet serve como motor da tecnologia para a inclusão social, é fundamental na procura de informação sobre serviços sociais, emprego, saúde…
Também fomos ao cinema ou melhor, trouxemos o cinema até nós. Com a visualização dos filmes “Titanic” e “Missão: Mar Vermelho”, viajámos pelas emoções humanas universais: o medo, a esperança, a coragem. Dois filmes que nos ajudaram a recordar episódios de emigração ao longo dos séculos. Também nos debruçamos sobre os fluxos migratórios dos portugueses e construímos um Padlet.
E porque as fake news também distorcem a perceção pública sobre os migrantes, alimentando preconceitos e desinformação, recebemos a Dr.ª Manuela Frias, diretora do Jornal Pombal, que nos guiou numa palestra sobre Fake News. Isto foi na área Cultura, Língua e Comunicação, UFCD 5. Aprendemos a olhar as notícias com olhos críticos. Aprendemos a perguntar: qual é a fonte? Quem assina esta notícia? O título é verdadeiro ou só quer chamar a atenção?
Cada uma destas atividades não foi um fim em si mesma. Foram de crescimento pessoal, social e cultural, rumo à verdadeira integração, onde todos têm voz, onde todos contam.
Os Formandos do Curso EFA – NS
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Desafios da novas dinâmicas e estilos de vida -Espaços de partilha para a reflexão
Convidados de excelência para nos ajudar a compreender as dinâmicas e estilos de vida na sociedade atual e os desafios que representam para a convivência e o exercício da cidadania. É esta a proposta que o curso EFA nos propõe com a sua atividade integradora.
Juntemos-nos a eles!
Trilhar caminhos de cidadania e inclusão em Pombal – Atividade Integradora Nº1 do Curso EFA, NS
No âmbito de uma atividade integradora, os formandos do curso de Educação e Formação de Adultos do nível secundário realizaram, entre os dias 7 e 10 de novembro de 2022, diversos eventos que foram ao encontro do tema “Trilhar caminhos de cidadania e inclusão em Pombal”.
No dia 7 de novembro, assistiram, no Auditório da Escola Secundária de Pombal, a uma palestra online com o diretor da AMI de Coimbra, Dr. Paulo Pereira, que fez uma apresentação da missão da Assistência Médica Internacional (AMI) e partilhou emocionantes experiencias que já vivenciou nesta organização.
O debate “Expetativas/Desafios à chegada e realidade com que me deparei” teve lugar a 8 de novembro. Os formandos escutaram as histórias de vida de imigrantes oriundos de diversos países, que se encontram a frequentar o curso de Português Língua de Acolhimento PLA, na nossa escola. As histórias narradas foram muito envolventes, tendo-se criado momentos de grande empatia entre todos os presentes.
No dia 9 de novembro, no auditório Dr.ª Gabriela Coelho, foi feita a projeção do filme “12 anos escravo”, do realizador Steve McQueen, que nos deu a conhecer a história verídica de Solomon Norhup, cidadão americano que, em 1845, foi sequestrado por mercadores de escravos. Recomenda-se a visualização deste extraordinário filme, pois faz-nos refletir sobre a crueldade e discriminação que é exercida por muitos seres humanos sobre os seus semelhantes.
O escritor Paulo Moreiras esteve na Biblioteca Escolar, no dia 10 de novembro, onde apresentou o seu último livro “O caminho do burro”, que despertou o gosto pela leitura da sua escrita peculiar que engrandece a cultura portuguesa. A noite terminou com uma festa partilha dos “Sons e sabores da multiculturalidade”, onde os formandos dos cursos PLA, RVCC e EFA, degustaram diversas e variadas iguarias oriundas de vários países e onde não faltaram as tradicionais castanhas. Os formandos estrangeiros e portugueses interpretaram músicas tradicionais dos seus países. Foi uma noite de grande alegria e convívio.
Esta atividade integradora foi muito enriquecedora, porque nos permitiu cimentar os nossos conhecimentos sobre o valor de todos os seres humanos, bem como consciencializarmo-nos que cada gesto nosso é de extrema importância para exercermos uma cidadania mais justa e inclusiva.
Os formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos
Conclusão do Ensino Secundário – Curso EFA
Revisitar os Heróis de Abril – Atividade Integradora do curso EFA
Está patente, desde o dia 9 de junho, no átrio da ESP, uma exposição com cartazes elaborados pelos formandos do curso EFA, nível secundário, no âmbito da atividade integradora número dois, que foi subordinada ao tema: Cultura mediática na cidade de Pombal e as comemorações do 25 de Abril 1974.
No dia 2 de maio de 2022, percorremos as ruas da cidade de Pombal onde se recordam todos aqueles que tornaram o 25 de Abril possível. O percurso iniciou-se com uma paragem junto ao memorial aos Heróis do Ultramar. No Largo Salgueiro Maia, situado junto à estação dos caminhos de ferro da cidade, admirámos o busto do capitão Salgueiro Maia, que viveu em Pombal durante a sua juventude, e os cartazes que recordam as ações deste herói de Abril. Seguidamente, visitámos o Largo do Cardal, onde se encontra uma exposição de painéis com fotografias, que documentam como a população de Pombal viveu o período revolucionário de 1974. A noite terminou com um jantar convívio entre formadores e formandos.
No dia 10 de maio, pelas 20:00 horas, no auditório Dr.ª Gabriela Coelho, assistimos ao filme “Capitães de Abril”, da realizadora Maria de Medeiros. Durante duas horas foram recordados os acontecimentos que ocorreram na madrugada do dia 25 de abril de 1974, os quais permitiram a libertação do país de 48 anos de uma ditadura fascista.
Nas diferentes áreas de formação realizaram-se várias pesquisas sobre este período revolucionário, e fez-se uma análise do papel da mulher no Estado Novo em comparação com os tempos atuais, tendo em consideração excertos das “Novas Cartas Portuguesas”.
Realizámos um estudo sobre a importância dos meios de comunicação via rádio, durante a Revolução de Abril e refletimos sobre o papel da escola antes e após o 25 de abril de 1974, comparando os dois sistemas de ensino.
Esta foi uma atividade muito enriquecedora que nos permitiu reconhecer o importante papel de muitas portuguesas e portugueses, que com a sua forte determinação, muito se sacrificaram para devolver a paz e a liberdade ao povo português.
Os formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos
Reflexão sobre o conflito sírio – Videoconferência
A Doutora Teresa Cravo começou por localizar geograficamente o conflito, sublinhando que se trata de um país rico em petróleo e gás natural o que representa interesses para os outros países.
Clarificou, de seguida, que o conflito na Síria é uma guerra civil entre o governo de Bashar al-Assad, que governa o país num regime ditatorial desde o ano de 2000, e fações rebeldes com intenções de acabar com o governo. Este começou em 2011, quando o governo sírio respondeu de uma maneira brutalmente violenta a protestos que pediam a reforma do governo, mais emprego e melhores condições de vida. Este uso despropositado de força aumentou ainda mais a revolta do povo contra o governo de Bashar al-Assad, fazendo com que civis se unissem a militares que tinham desertado do país e formassem milícias armadas anti governo.
Envolveram-se outros países para ambas as fações. A Turquia para a parte rebelde e a Rússia para o governo de Bashar al-Assad. As fações terroristas aproveitaram-se do conflito e da instabilidade do país para conquistar território.Ler mais…

