Conexões entre emoção e cognição na educação de adultos


Consciente da mútua relação entre as esferas afetivo/cognitivas no desenvolvimento de competências, a educação de adultos do Agrupamento de Escolas de Pombal valoriza todas as ocasiões de convívio.

Dentro e fora da escola, as atividades realizadas com alegria, bom humor e descontração são oportunidades para um outro olhar para o outro, para o desenvolvimento da autoestima, fator essencial para a aprendizagem. E se o momento de convívio fizer parte de uma estratégia de exploração de um determinado conteúdo a ser aprendido, melhor ainda.

Foi o que aconteceu no sábado 04 de maio em que candidatos do processo RVCC e formandos do curso de Português para Falantes de Outras Línguas se juntaram aos formandos do curso EFA na sua atividade integradora: Património cultural e turismo sustentável em Pombal”. Numa visita ao bioparque e num piquenique no parque de merendas do Cotofre, todos tivemos a oportunidade de aprender com a experiência numa agradável interação entre a emoção e a cognição.

O dia 23 de maio foi também ocasião de convívio para o grupo de formandos estrangeiros que procuraram registar o culminar de um percurso de conexões emocionais com a nossa língua e a nossa cultura.

Cristina Costa – Coordenadora da Centro Qualifica

Pilares da Educação (de Adultos)


São, sobretudo, os/as Técnicos/as de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências quem procede ao acolhimento, inscrição, diagnóstico, informação e orientação e encaminhamento das pessoas que procuram o Centro Qualifica, independentemente da sua idade, motivações, percurso de vida e projetos. Quando enveredam pelo processo de RVCC, estes Técnicos são os elementos-chave da equipa que estão presentes desde a primeira sessão de balanço de competências até ao momento em que os/as candidatos/as erguem o certificado e o diploma na mão com brilho no olhar, como quem anuncia o orgulho por ter confiado nas suas próprias capacidades. Por isso, são ainda estes Técnicos que contribuem para que cada candidato/a (re)descubra o gosto pela aprendizagem e se encante com a possibilidade de (re)aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, os quatro Pilares da Educação.

Estes foram desenvolvidos na Conferência Nacional sobre Educação de 1990, organizada pela UNESCO, da qual resultou um relatório que foi editado sob a forma de livro, intitulado “Educação: um tesouro a descobrir”. Com esta publicação era intuito propor e discutir uma educação direcionada para as aprendizagens que, ao longo da vida de cada pessoa, se tornam os pilares dos seus conhecimentos.

De facto, o aprender a conhecer centra-se no despertar da vontade de descobrir e construir conhecimento e em procurar soluções inovadoras e criativas, fazendo com que cada pessoa fique apta a explorar o mundo que a rodeia. Este pilar anda de mãos dadas com o aprender a fazer, na medida em que para “fazer” é necessário “conhecer”. Significa, assim, ir além do conhecimento teórico e entrar na prática.

Reconhecer as diferenças individuais e saber lidar com essa diversidade parte da elevação de cada pessoa. Entra-se, aqui, no domínio do aprender a conviver. Por isso, é essencial saber participar em projetos comuns, libertarmo-nos de qualquer tipo de oposição violenta e fazer progredir a humanidade, o que apenas se alcança através da conscientização da interdependência entre todas as pessoas.

O aprender a ser emerge da conjugação daqueles três pilares, pois o desenvolvimento do ser humano como um todo tem implícita a consolidação do pensamento crítico e autónomo, a construção de conhecimento e o sentido ético perante a sociedade.

A Educação não se esgota nos sistemas formais de ensino. Está presente ao longo da vida (tal como a aprendizagem e os quatro pilares), em contextos não-formais e informais. A Educação e Formação de Adultos é uma das áreas de intervenção do universo da Educação e, dentro desta, o processo de RVCC ocupa um lugar de destaque pela especificidade da metodologia que utiliza, assente no balanço de competências e na narrativa autobiográfica. No entanto, também aqui se vai muito para lá das áreas de competências-chave, pois contribuiu-se para que cada pessoa fortaleça os seus alicerces, os seus talentos e os seus pilares… porque a Educação é, na realidade, um constante “tesouro a descobrir”.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

“Rentrée” da Educação de Adultos


Das atividades que marcaram o recomeço do ano escolar na educação de adultos, salienta-se a receção aos professores que integrarão as equipas técnico-pedagógicas na Educação de Adultos do Agrupamento de Escolas de Pombal, no ano letivo 2018-2019.

Foi nos dias 7 e 12 de setembro que um grupo de doze professores passou a assumir um conjunto diversificado de funções ligadas ao Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, (RVCC), ao curso de Educação e Formação de Adultos (EFA) e Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL), distanciando-se das funções que lhes são habituais enquanto professores do ensino regular com uma nova terminologia inerente às novas práticas.

Na Educação de Adultos, não há aulas, mas sessões; não se é professor, mas formador; não há fichas, mas instrumentos. No curso EFA fala-se em atividades integradoras, práticas pedagógicas que convocam competências e saberes de múltiplas dimensões, na abordagem de temas transversais. Enfim, se o discurso de que o ensino, para ser significativo, deve partir da realidade dos alunos tem sido recorrente no contexto da educação em geral, no campo da Educação de Adultos mais significado tem.

Além disso, é grande a diversidade do mundo adulto, a começar pela motivação, passando pelas diferenças nos saberes adquiridos pela experiência e no tempo disponível para a formação. A prática profissional do formador de adultos tem, por um lado, de responder aos documentos oficiais que definem as áreas de conteúdo onde os adultos têm de desenvolver competências e, por outro, de responder à individualidade de cada um. No caso específico do processo RVCC, esta  resposta concretiza-se também na a adoção de práticas de atuação em regime de itinerância em locais onde as estruturas de educação-formação de adultos não existem.

Setembro marcou assim o início do ano em força. 

Com uma forte mobilização de todos os elementos do Centro Qualifica que inclui os Técnicos de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências (TORVC) e o apoio de entidades parceiras (AE Guia, AE Gualdim Pais, Calcus), pudemos dar continuidade ao processo de RVCC escolar em Pombal, em horário diurno e pós-laboral e no Agrupamento de Escolas da Guia, em pós-laboral, dando suporte na realização de sonhos de um grupo dez pessoas. Demos também continuidade a um curso EFA escolar, de nível secundário, iniciámos um novo curso de PFOL e estamos prestes a dar início a uma Unidade de Formação de Curta Duração (UFCD) de Inglês.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

A Educação de Adultos está no ar


 No dia 24 de Novembro – Dia Nacional da Cultura Científica, ouçam Sumo de Ciência na 97 FM- Rádio Clube de Pombal!

Esta iniciativa (catorze podcasts) resulta de um desafio colocado pelo professor João Pires aos formandos do Curso de Educação e Formação de Adultos (EFA), nível secundário, do nosso Agrupamento, no âmbito da Área de Competência-Chave “Sociedade, Tecnologia e Ciência” e inserido na atividade integradora “O papel dos mass media nas sociedade democráticas”.

Os formadores do curso EFA e a equipa do Centro Qualifica agradecem todo o apoio que a 97 FM – Rádio Clube de Pombal tem prestado a este projeto.

Leituras em Baladas


Mais uma vez, a biblioteca da Escola Secundária de Pombal tornou-se num espaço de prazer e de criação. A professora Fernanda Gomes sonhou, ousou, criou, envolveu e participou na educação de adultos.

No dia 30 de março, pelas 20:00 horas, no âmbito da Semana da Leitura, abriu as portas às mais variadas possibilidades da relação entre leitura poética e dança, declamação e baladas, pensar e sentir.

Somando os talentos dos alunos Brenda Almeida (3º TAL); Marcelo Santiago  (12º) , Felizbela, Pablo, Soaraia,  (9º CAI ); Fábio Neto e Filipe Cordeiro (curso EFA NS), Isabel Cordeiro (RVCC – B3)  bem como do professor bibliotecário, João Silvano, à já habitual cumplicidade da Universidade Sénior, o público foi convidado a fruir de versos de António Pina, Florbela Espanca, Manuel Alegre e Emeli Sandé.

Foi ainda desafiado a entrar no mundo do haiku, forma de poesia que surgiu no século XVI, no Japão, e que tem vindo a despertar o interesse no ocidente como forma de captar o momento, deter o olhar sobre a natureza, sob a forma de três versos de cinco, sete e cinco sílabas.

Viveu-se o entusiasmo da partilha, cresceu-se em proximidade e na certeza da importância da poesia no desafio à criatividade e humanização, mas sobretudo, confirmou-se o empenho de muitos na valorização da Aprendizagem ao Longo da Vida.

Crepúsculo, luz

Leituras em baladas

Gozo do Saber

(A minha primeira experência com o  Haiku)

Cristina Costa

EFA – espaços de aprendizagem


Numa abordagem curricular integradora, os 27 formandos do curso EFA escolar de nível secundário, acompanhados pela equipa técnico pedagógica, realizaram, no serão de 13 de janeiro, uma visita ao Museu Municipal Marquês de Pombal e Museu de Arte Popular Portuguesa. Este olhar, orientado pela diretora do museu, Dra. Cidália Botas, sobre o património local, o génio e versatilidade do estadista Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal) e ainda a riqueza e diversidade do artesanato nacional , constituíram certamente um contexto significativo para (re)criar conhecimento nas áreas de Cidadania e Profissionalidade, Cultura, Língua e Comunicação e Sociedade, Tecnologia e Ciência. Aguardamos pela exposição a acontecer, no átrio da Escola Secundária, de 3 a 12 de fevereiro e que contará com a reflexão acerca deste espaço de aprendizagem.