Dar forma às emoções


O Origami tem etimologia japonesa e significa dobrar (ori) papel (kami). Foi com recurso a esta técnica milenar que os formandos do processo de RVCC de nível básico foram explorando, a distância e presencialmente, alguns conceitos de geometria. O desafio  era procurar materializar os sentimentos despertados pela leitura das obras “O velho que lia romances de amor” de luís Sepúlveda, “A maior flor do mundo” de José Saramago, “Caldo de pedra” de Teófilo Braga através de construções de papel elementares.

Numa transversalidade dos saberes, os candidatos foram orientados pelos formadores das áreas de matemática para a vida e de linguagem e comunicação para verbalizarem emoções despertadas pela leitura e para a sua representação rigorosa bi e tri dimensional através da arte da dobragem do papel.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

Matemática para a Vida e jogos


No processo de formação de adultos é muito importante o modo como se organizam os ambientes e a forma como se concebem e orientam as propostas que permitem o desenvolvimento das competências matemáticas e a evidenciação das mesmas.

No processo RVCC, assume particular importância a natureza das propostas de trabalho formativo para estimular o evidenciar das competências que cada candidato desenvolveu com a sua história de vida.

As propostas de trabalho são organizadas tendo em consideração as experiências de vida e procura-se fazer com que o desenvolvimento de competências seja um desafio, motivando o candidato e incentivando-o a realizar atividades experimentais nas quais mobilize conceitos numéricos ou geométricos simples, processos e procedimentos matemáticos para a resolução de problemas da sua realidade.

A utilização de jogos tem-se revelado de grande importância na concretização deste objetivo uma vez que ajudam o candidato a ver a Matemática enquanto modo de pensar e de organizar conhecimentos e enquanto lazer. O candidato vai integrando a compreensão da natureza desta ciência que está sempre no seu quotidiano.

Tem-se recorrido ao uso de jogos como o Tangram, para desenvolver conceitos geométricos; o Jogo do 24, para utilização de estratégias de cálculo mental adequadas a diferentes situações e relacioná-las com propriedades das operações; o Sudoku para desenvolver competências ao nível do raciocínio matemático e do saber argumentar usando justificações lógicas para a validação de afirmações.

O Tangram (com as sete peças) permitiu, por parte dos candidatos, a aplicação do mesmo na construção de letras e criação de puzzles personalizados para os netos; o Jogo do 24 foi jogado com os algarismos do ano de nascimento dos formandos e familiares, bem como com os algarismos que constam das matrículas dos seus carros; o Sudoku, apelou ao raciocínio, desenvolvendo um pensamento organizado e bem estruturado e os candidatos reconheceram que além de ser uma ótima fonte de distração e de lazer, também é ótimo para potenciar a mente.

Ana Francisco – Formadora de Matemática para a Vida