ACONTECE NA BE- janeiro
Espetáculo teatral “Na Língua de Camões”
Inspirada na epopeia Os Lusíadas, escrita por Camões no século XVI, a peça conta com quatro atores (Cristóvão Carvalheiro, Jaqueline Figueiredo, Marco Paiva e Tânia Catarino), que dão vida a mais de vinte personagens. O elenco transformou uma obra renascentista séria, extensa e complexa em noventa minutos de pura comédia, mesclada com momentos de crítica intemporal e com apontamentos musicais, num espetáculo construído a pensar no público juvenil.
Com um cenário simples mas polivalente, a criatividade destes artistas levou-nos numa grande viagem, por Moçambique, Mombaça, Melinde, até chegar a Calecut (Índia). Já de regresso à pátria, ancorámos na Ilha dos Amores para descobrir que a bravura é sempre recompensada. Uma aventura incrível, com Vasco da Gama no leme, mas também com navegantes heroicos, deuses romanos, traições, amores, sacerdotes muçulmanos, assassinatos, tempestades, batalhas, ninfas e, porque a imaginação tudo permite, um GPS, um tablet e wifi…! Camões também interveio, grandioso e sério, para nos recordar que a arte e a cultura não devem ser esquecidas.
Com certeza, foi uma manhã de convívio, de talento e de humor, que nos permitiu perceber que os textos permitem múltiplas abordagens e que não há limites para a criação artística. O nosso aplauso à companhia Teatro à Solta!
Alunos do 9.º C
Balanço das Atividades das BE – 1º período
Atividade de parceria com o Teatro Cine
Nos dias 15 e 18 de novembro, os alunos do 7.ºA, B e C foram ao Teatro Cine de Pombal, no âmbito da disciplina de Português, nomeadamente do estudo do Conto. Os alunos tiveram a oportunidade de visitar a exposição de João Belga e Nuno Bettencourt, ouviram o reconto de “A noiva do corvo”, de Teófilo Braga, e participaram num workshop de expressão plástica. Por fim, os trabalhos realizados foram expostos no átrio da escola Marquês de Pombal de 2 a 6 de dezembro.
Florinda Pereira
“O Principezinho” viaja até Pombal – e cria laços connosco!
No dia 28 de novembro, realizou-se um teatro musical sobre a obra de Antoine Saint-Exupéry “O Principezinho”, no Teatro-cine de Pombal.
Os alunos do 5.º e do 6.º ano da Escola Básica Marquês de Pombal foram assistir a este espetáculo teatral recriado por quatro atores. Os atores fizeram vários papéis: o Principezinho (Príncipe de Palmo e Meio) demonstrava grande alegria, o gosto de ser criança e de viajar. Ensinou-nos que não devemos dar tanta importância aos valores materiais, mas sim aos valores sentimentais. O aviador mostrou tristeza por ser uma pessoa crescida e não ter imaginação, no final, ele sentiu falta do seu amigo e demonstrou saudade. A Rosa era literalmente uma grande Diva, ingrata em relação a tudo o que o Principezinho lhe proporcionava e fazia-se de difícil, mas na hora da despedida mostrou sinais de tristeza e de abandono. O Rei queria súbditos, mas o seu planeta era minúsculo, queria que o Principezinho se julgasse a si próprio no seu planeta e queria companhia. O Vaidoso, o Rico (Homem de Negócios), o Bêbedo e a Vendedora de Comprimidos só davam valor aos bens materiais e destrutivos. O Acendedor de Candeeiros surgiu aos olhos do Principezinho como uma pessoa útil porque não se importava só consigo e tinha a tarefa de apagar e acender o candeeiro todos os dias da sua vida. Já no deserto, a cobra prometeu ao Principezinho que, com uma mordidela, ele voltaria ao seu planeta e este, com a sua inocência, acreditou e foi atingido com o seu veneno. A Raposa ensinou ao Principezinho o sentido de cativar, o valor da amizade e da importância de cuidar de quem amamos. Contou-lhe este segredo “O essencial é invisível aos olhos“ das pessoas crescidas.
Esta peça encantou-nos e ensinou-nos o gosto de ser criança para sempre.
Alunos do 6ºF (2019)
As emoções em palavras:
«Esta história… … foi muito inspiradora e divertida (Afonso) … comovente (Ana Leonor) … mostrou-nos o valor da amizade e da imaginação (Clara, Francisco Mota) … que nunca devemos deixar de ter a nossa “criança” cá dentro (Sofia) … que a amizade é a melhor casa do mundo (Francisco Marques) … que é bom ser criança (Mateus, Ema, Santiago) … que a amizade e o amor têm muito valor (Margarida) … que mesmo quando somos adultos, ainda temos um pouco de criança lá por dentro (Ana Sofia)… ensinou-nos a não desistir dos nossos sonhos (Constança) … como é bom imaginar (Ana Filipa) … fiquei com vontade de ler o livro (Ademar).» 6.º F
«A peça foi muito engraçada e gostei mais do final quando o Principezinho e o aviador se abraçaram. Também me ajudou no meu futuro, eu queria ser professora, mas já não quero mais. Vou querer ser atriz porque o teatro me inspirou muito e vai ajudar-me a esquecer os problemas (Nikole). Eu tinha lido o livro e tinha visto o filme, mas não tinha percebido a história, agora já entendi (Guilherme). Eu gostei de participar na peça (Simão).» 6.º I
«Eu gostei… da raposa… da cobra … do planeta do vaidoso… do planeta do rei… do planeta do bêbedo… eu admirei muito o acendedor de candeeiros porque ele não se importava só com ele, mas sim com o candeeiro e tinha um trabalho útil… eu gostei de todos.» 5.º D
Ida ao teatro – “Embarcação do Inferno”
No passado dia 7 de novembro, os alunos de todas as turmas de 9.º ano foram ao Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, assistir a uma peça de teatro criada por duas companhias: a Escola da Noite de Coimbra e o CENDREV ou Centro Dramático de Évora.
A peça intitulada “Embarcação do Inferno” é uma encenação de um dos autos de moralidade mais famosos de Gil Vicente: “Auto da Barca do Inferno”, obra que há muitos anos faz parte das leituras obrigatórias do 9.º ano.
Nesta peça, o cenário é pouco ortodoxo, pois não existem barcas, mas conseguiram criar uma verticalidade espantosa, que expande o palco (o Céu no topo, o Inferno como área dominante e a vida terrena em baixo), através de alçapões, cordas e escadas. Na minha opinião, o espaço cénico estava muito bem conseguido.
Apesar de serem poucos atores a desempenharem o papel de muitas personagens, a entrada e saída destas estava muito bem concebida, há muita dinâmica em cena e a atenção do espetador tem de se concentrar em tanta ação no palco. Um facto curioso é não se recorrer só a atores. Para as personagens figurantes e para os Quatro Cavaleiros e Enforcado, foram utilizados bonecos, ideia muito engraçada que desperta mais interesse na peça.
No final, a conversa com os atores foi animada. Ficámos a perceber um pouco mais desta arte que requer um grande trabalho de equipa, muito estudo e muita criatividade.
No geral, foi um espetáculo original e acho que mudou a ideia de espaço cénico imaginado pelos alunos. Recomendo verem esta peça porque os atores fazem um ótimo trabalho de representação e, tal como queria Gil Vicente, mistura-se crítica social e muito divertimento.
Guilherme Martins, 9.º A
Teatro na Escola “Ladino e Vicente”
No passado dia 21 de fevereiro, o ginásio da Escola Secundária de Pombal foi palco de duas sessões da peça “Ladino e Vicente”, pela companhia AtrapalhArte. Assistiram ao espetáculo todas as turmas dos 7.º e 8.º anos do agrupamento, tendo por base o estudo dos contos em representação: “Ladino” e “Vicente”, da obra Os Bichos, de Miguel Torga. Estes contos, fazendo parte da estrutura curricular da disciplina de português, no 7.º e 8.º anos, respetivamente, foram alvo de uma adaptação, resultando numa animada representação que muito satisfez a curiosidade e as espectativas dos alunos e professores. Um muito obrigado a todos aqueles que se envolveram nesta actividade, pelo interesse, empenho e disponibilidade.
João Silvano
Teatro na Escola
T`Ulisses
No passado dia 18 de janeiro, o auditório da escola básica Marquês de Pombal recebeu duas sessões da peça de teatro T`Ulisses, pela companhia AtrapalhArte. A representação da peça foi promovida pela biblioteca escolar e pelos professores de português do 6.º ano, tendo como principais destinatários os alunos que, em paralelo com o estudo da obra “Ulisses”, de Maria Alberta Menéres” previsto nas metas curriculares de aprendizagem (6.º ano), tiveram a oportunidade de consolidar os seus conhecimentos com a apresentação deste divertido espetáculo teatral. Tanto os professores como os alunos se manifestaram muito agradados e satisfeitos pelo que viram, solicitando a continuidade deste tipo de iniciativas.
João Silvano
DivArt City em Movimento com o Teatro Amador de Pombal
No âmbito do projeto DivArt City, enquadrado no Movimento 14-20 a Ler promovido pelo Plano Nacional de Leitura, 9 alunos do AEP iniciam a sua participação na oficina de 30horas de Teatro Amador de Pombal, a decorrer de 4 de janeiro a 2 de fevereiro.
aCena-me!… aCena-nos! Assim se reinventam contextos de aprendizagem e promoção da leitura!
Nove, novos atores em palco prometidos assim para este Novo Ano!
