Com o verão, aproxima-se o período de férias. O calor convida a passeios, idas à praia e a momentos de família e amigos, no fundo, a aproveitar as coisas boas da vida, que por vezes deixamos em standby para responder às obrigações e responsabilidades diárias. Ora, a vida é como um rio que fluí e não volta para trás e esta é a premissa de dois poemas, que nos recordam a importância de viver o momento presente, mesmo discordando no papel e importância das emoções, partilham uma visão existencialista e epicurista. Falamos de “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira rio” de Ricardo Reis e “Homenagem a Ricardo Reis” de Sophia de Mello Breyner Andresen, sendo que os mesmos serviram de inspiração à prova de júri de certificação de nível secundário do dia 23 de julho de 2025.
A apresentação[1] começou com o áudio da declamação do poema “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira rio” de Ricardo Reis. Analisando o poema, a candidata destacou a influência da filosofia epicurista e da estética neoclássica, lembrando que a vida é retratada como um rio. Declamou o poema e “Homenagem a Ricardo Reis” de Sophia de Mello Breyner Andresen. Referiu algumas notas biográficas sobre a autora e analisou o poema, enfatizando que se trata de um discurso intertextual, que partilha uma visão existencialista com o poema anterior, mas ressalvando que a poetisa defende a importância de uma vida preenchida com emoções intensas. Relativamente a Sophia de Mello Breyner Andresen, explorou o seu papel na resistência ao Estado Novo, o seu papel na política enquanto deputada da Assembleia Constituinte. Concluiu lendo um excerto do discurso de Sophia de Mello Breyner Andresen na Assembleia Constituinte em defesa da criação do quadragésimo segundo artigo da Constituição da República Portuguesa em defesa da liberdade de criação cultural.
[1] https://gamma.app/docs/O-Dialogo-Poetico-Ricardo-Reis-e-Sophia-de-Mello-Breyner-Andresen-wfvo3z6g6dtdwoz
Mikael Mendes – Técnico de ORVC