As rotinas do dia a dia impõem-se muitas vezes sem darmos por ela, consumindo as nossas energias e remetendo-nos a um estado de “hibernação”. Em rápidos momentos de lucidez apercebemo-nos que nos fomos esquecendo dos nossos sonhos e projetos, embalados pelas obrigações e responsabilidades. No entanto, basta esta tomada de consciência para reunir coragem e lançar-se à exploração e descoberta. Foi esse o sentimento que trouxe A. à porta do nosso Centro e que a motivou a fazer o processo RVCC.
A própria acabaria por referir-se ao processo RVCC como o “Sair da Caverna”. Nesta viagem das entranhas da terra à liberdade, ela começou por avivar a brasa da curiosidade, que com um simples sopro se animou para alumiar novos caminhos. Guiada por esta nova luz, recordou que os livros são uma boa fonte de conhecimento e sem tardar começou a explorar a biblioteca. Ainda com os movimentos entorpecidos, foi treinando a escrita e a sua história foi surgindo, com altos e baixos, mas sempre muito para contar. Valorizava o apoio da equipa, mas soube percorrer muitos quilómetros sozinha, pois a ânsia de ver a luz do sol era mais forte.
Nesta aventura conheceu o “Gustavo Pedro Teixeira”, mais conhecido por GPT, um conversador nato, adepto do gerúndio, que a ajudava a organizar os seus textos. Foi preciso algum tempo e sinais de alerta para perceber que, apesar de este ser uma boa companhia, não podia acreditar em tudo o que ele dizia.
Por ter manifestado curiosidade pela ciência, foi-lhe proposta a apresentação[1] do livro “Os Limites da Ciência” de Jorge Calado para a sua sessão de júri, que decorreu a 29 de maio de 2025. Assim expos os tipos de limites da ciência, os internos, os científicos e os provisórios e explorou quatro condicionantes da ciência, que são a linguagem, a ética, a política e o dinheiro.
Agora que saiu efetivamente da caverna, tem pela frente um mundo de possibilidades para explorar.
[1] https://gamma.app/docs/Limites-da-Ciencia-wucnyxncj6istuq
Mikael Mendes – Tecnico de ORVC