O Árabe do Futuro

Nascido na França em 1978, filho de pai sírio e mãe bretã, Riad Sattouf viveu uma infância peculiar. Tinha apenas três anos quando o pai recebeu um convite para lecionar numa universidade da Líbia. Em Trípoli, o menino entrou em contato com uma cultura completamente distinta e precisou de superar a diferença dos novos costumes — experiência que se repetiria pouco depois na Síria, quando o pai foi trabalhar para lá.

Com o olhar inocente de uma criança, Riad oferece um importante relato sobre os contrastes entre a vida plácida na França socialista de Mitterrand e os regimes autoritários na Líbia de Kadafi e na Síria de Hafez al-Assad. A partir das suas próprias lembranças e sensações, o autor descreve como foi a adaptação a realidades tão díspares e mostra detalhes da sua vida em família e da relação com outras crianças.

O Árabe do Futuro é um relato literário pleno, em forma de graphic novel. Com traço simples e narrativa fluida e descontraída, Riad fornece ao mesmo tempo uma análise antropológica do embate entre o Ocidente e o mundo árabe e um autorretrato de sua própria infância plural.

in http://www.intrinseca.com.br/oarabedofuturo/


O Murmúrio do Mundo

Algumas opiniões dos nossos alunos sobre este relato de viagem, na prova do CNL, fase a nível de escola, dia 13/01/2017:

“Ao longo da obra, vamos aprendendo sobre a história das cidades visitadas, sobre o seu passado em contraste com a actualidade e ficamos a conhecer histórias de vida que nos ajudam a ter uma visão diferente do mundo.” Ana Carolina Dias, 12.º A

“A forma como o autor nos conta esta viagem transporta-nos de certa maneira para uma Índia complexa e rica em costumes, sendo possível visualizar as ruas, os mercados, as igrejas, como se estivéssemos presentes naquela viagem.” Lara Santos, 10.º C

“As descrições levam-nos a imaginar o caos das cidades de um dos países mais populosos do mundo e que, segundo o autor, tem grande diversidade religiosa. Para além disso, algo que torna o livro mais especial, para nós portugueses, é o facto de contar uma aventura num país que fez e faz parte da nossa história.” Pedro Afonso, 10.º E

“Na minha opinião, esta obra é um relato bastante fiel e singular do que é a Índia no mundo contemporâneo, um local onde diversas culturas convergem, deixando-nos aliciados e com uma vontade incomensurável de conhecer e visitar este país.” Paulo Miranda, 10.º A

“Na minha opinião, o relato de viagem descrito neste livro é bastante importante para as gerações mais novas, devido ao paralelismo que o autor estabelece entre o que a Índia foi há muitos anos e o que ela é hoje em dia. “O Murmúrio do Mundo” é também uma maneira de promover o turismo de um país, com uma cultura maravilhosa, que faz parte do passado da nossa pátria e onde deixámos marcas que nem o tempo consegue apagar.” Adriana Monteiro, 12.º E


Homens Imprudentemente Poéticos

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente. A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino. Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres. Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

Opinião do leitor:

“Viajei há pouco para o Japão antigo que o Valter Hugo Mãe inventou para o romance Homens Imprudentemente Poéticos e entusiasmei-me deveras. É o mais delicado dos livros do Valter, entretecido com o gesto preciso e paciente de um artesão – aquele que, na definição que está no próprio livro, devolve os materiais à vocação que eles detêm por natureza. Nele o Valter parece um menino a inventar jogos com palavras: uma criança a inventar um Japão falso pelo qual se pode passear e sentir-lhe os cheiros.” Manuel Jorge Marmelo, Notícias Magazine

“Surpreendente na reinvenção da língua portuguesa, no tema e cenário (…) este novo romance do autor é – mais uma vez – tão diferente que o torna uma das mais importantes vozes da literatura nacional (…). Aliás, se já o tinha conseguido com a máquina de fazer espanhóis, por exemplo; se subira um grande degrau na busca e execução do romance que tem como cenário a Islândia, A Desumanização, volta a realizar uma escrita inesperada nesta narrativa japonesa, onde transporta o leitor de uma forma elegante e íntima para aquela parte do mundo sem o fazer passar por um voyeur de costumes.” João Céu e Silva, Diário de Notícias


Ratos e Homens

Ratos e Homens é um livro escrito por John Steinbeck, em 1937. Considerado um dos maiores romances do séc. XX, conta a história trágica de George e Lennie, dois trabalhadores rurais na Califórnia durante a Grande Depressão (1929-1939).

A obra foi uma das selecionadas para a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura, que este ano decorreu na Biblioteca Municipal da Batalha, na qual participaram três alunas da nossa escola.

Ratos e Homens de John Steinbeck é uma obra literária que contraria o típico “final feliz” a que estamos habituados. Nesta obra, a par da ambição e do sonho do Homem, mostra-se o lado mais cruel da vida e a dura realidade, tornando-se, assim, intemporal dado que ainda hoje lidamos com a desilusão e com o sofrimento. É, por isso, uma boa sugestão de leitura para várias faixas etárias, pois reencaminha-nos para uma realidade mais verdadeira do que aquela a que estamos habituados a ver no cinema e, no final, acabamos por encarar de uma forma diferente as coisas que nos rodeiam, ficando mais consciencializados.”

Lara Santos 10.º C


Os Guerreiros do Arco-Íris

Mas no fim a nossa escola acabou por se perder. Fomos derrubados por um inimigo invisível, o maior inimigo da educação, o mais cruel, o mais impiedoso e aquele contra o qual era mais difícil lutar. Roía alunos, professores e até mesmo o sistema de educação. Esse inimigo era o materialismo.”

Quem somos hoje foi moldado há muito tempo naquela escola. Mas a lição mais valiosa daqueles anos mágicos foi uma que PaK Harfan nos ensinou, e eu conseguia vê-la nos rostos de cada membro dos Laskar Pelangi. Aprendêramos o espírito de darmos tanto quanto nos fosse possível, não tirando tudo o que nos fosse possível. Essa mentalidade deixara-nos sempre gratos, mesmo na pobreza.”

Este é o primeiro romance do indonésio Andrea Hirata. Escreveu-o em homenagem à sua escola, aos seus professores e ao grupo de crianças com quem cresceu e partilhou experiências extraordinárias. A história é contada na primeira pessoa por Ikal, um rapaz que tem seis anos quando o romance abre, e decorre na pequena ilha de Belitong, onde a maioria da população vive em condições de extrema pobreza. Para estas crianças, a sua escola, uma velha construção de madeira, é o lugar onde são felizes e a única possibilidade de escaparem à pobreza. Mas para eles como para os dois únicos professores há que travar uma batalha constante face à ameaça de a escola ser fechada. Felizmente Pak Harfan, o diretor da escola, e Bu Mus, a jovem professora, souberam incutir nestas crianças a autoestima e o amor pelo conhecimento que lhes permite defender corajosamente o seu direito à educação. Uma história comovente, cheia de exotismo e magia, que transmite uma forte mensagem de esperança.

Os Guerreiros do Arco-Íris vendeu mais de cinco milhões de cópias na Indonésia, fazendo de Andrea Hirata o escritor mais vendido de sempre no seu país e também o primeiro a alcançar sucesso internacional.

Alguns comentários:

«Todos os jovens que consideram a sua educação como um direito adquirido devem ler este livro. Ele tem o poder de mudar vidas.» The Jakarta Post

«Inacreditavelmente comovedor e pleno de esperança, Os Guerreiros do Arco-Íris arrebatou mais de cinco milhões de leitores por toda a Indonésia, tornando-se no maior bestseller de sempre naquele país. Não deixará de o arrebatar a si também!» Penguin Books

«Uma narrativa clássica na linha de O Menino de Cabul, de Khaled Hosseini. Uma descrição deslumbrante de um país que certamente nunca conheceu por dentro, transbordante de encanto e energia criativa.» Farrar, Straus and Giroux Publishers