
A Semente é o Blog do Agrupamento de escolas de Pombal. Neste espaço poderá encontrar todas as notícias e novidades acerca das diferentes escolas do Agrupamento.

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Um grupo de alunos do 12.º ano, do curso de Artes Visuais, da Escola Secundária de Pombal, rumou com destino a Roma no passado dia 31 de março. Objetivo? Conhecer em cinco dias a cultura, a arte e arquitetura da cidade que os fascinou durante estes últimos três anos, nos seus programas curriculares.
A visita foi programada por eles e as professoras deram uma ajudinha. Escolhidos os locais, fizeram malas e partiram rumo a Itália! Percorreram de lés a lés a cidade: o Coliseu, a Fonte de Trévi, o Panteão, a Praça de Espanha, as igrejas, as catedrais, os museus repletos de imagens que eles conheciam dos seus manuais escolares… “é tão bom ver o que temos nos livros ao vivo” diziam uns; “olha” dizia outro “a coluna de Trajano que eu construi em História da Arte”. E a luz de Caravaggio, no seu esplendor, na Igreja dos Franceses, o teto invertido na Igreja de Santo Inácio de Loyola, deixou-os estarrecidos e quase perdiam a noção do tempo nos jardins da Villa Borghese.
Como diz o ditado “Em Roma sê Romano!” Aprenderam a andar de metro, comeram “pasta”, pizzas crocantes, correram atrás da “focácia”, deliciaram-se com a “ricotta” e o “parmigiano” e deliraram com o cremoso “gelato” e o famoso “Tiramisu”… Mas, já podem dizer: “Fomos a Roma e vimos o Papa!”. Os museus do vaticano e a igreja de São Pedro gravou, neles, memórias que nunca irão esquecer.
E nós professoras a vermos os seus olhares arregalados para os frescos das cúpulas, com os pés cansados de tanto calcorrear a calçada romana, encheu-nos a alma e fez com que sentíssemos que podemos fazer a diferença!!
No dia 4 de abril todos dissemos “Ciao Bella Itália!!!”
Regressamos exaustos, mas de alma cheia!
Foi uma “aula” fora das paredes da escola, partilhada com muitas emoções e peripécias à mistura. Mas temos a certeza que tudo valeu a pena!
As professoras: Alice Guimarães, Adelaide Mendes e Isilda Gameiro
No dia 12 de abril, sexta-feira, um grupo de 47 alunos doo 11º ano de Biologia e Geologia acompanhados por 3 professores, estiveram no Cabril do Ceira, para percorrerem cerca de 40 milhões de anos de história “visitando” as formações paleozoicas desde o Ordovícico ao Silúrico (+/-485 a 443 Ma.). Ao longo deste corte, os alunos puderam contactar com as formações do ordovícico inferior, impondo-se na paisagem as formações do Quartzito Armoricano, que formam as cristas que o rio Ceira diligentemente abriu para definir a “Garganta do Ceira”, ao contrário do Homem que aqui, face à dureza do quartzito, desistiu da linha de caminho-de-ferro. Daqui até ao ordovícico Superior e transição para o Silúrico, a “aula de campo” permitiu que os alunos reconhecessem nas rochas as “marcas” da história do passado na Terra aquando da formação deste local que agora aqui aflora. As alterações do nível do mar, ora com subidas (transgressões), ora com regressões; a comunidade de seres vivos (trilobites, ostracodes, moluscos, etc.) e a atividade magmática com as evidentes marcas de meteorização física e química, fazem deste local um geossítio de excecional interesse didático (no âmbito da sedimentologia, estratigrafia, tectónica e paleontologia), razão que justificou a deslocação destes alunos, desde Pombal até a Serpins.
Esta aula de campo foi orientada pela geóloga Sofia Pereira, investigadora e professora do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra, que gentil e entusiasticamente partilhou algum do seu conhecimento com os alunos do 11º ano que, contactando in loco com a Geologia, agradecem as aprendizagens facilitadoras da sua prestação nos exames nacionais e as que guardarão para sempre. Destaca-se ainda a valiosa colaboração prestada pela Junta de Freguesia de Serpins, ao facultar um autocarro para o transporte dos participantes desde Maria Mendes até mais próximo da “Garganta” do Cabril do Ceira. Por último, esta atividade teve, ainda, a colaboração da professora Luísa Sales que, apesar de já aposentada mantém o entusiasmo por ensinar e aprender e foi fundamental para o estabelecimento de pontes entre todos os intervenientes. Na hora do almoço, no parque de merendas da Praia Fluvial da Senhora da Graça, esta atividade ainda teve direito a uma “prova gastronómica” com a degustação de iguarias da região com as Broas de Maçã e Canela e a Broa de Leitão de Serpins, mais um gesto de grande simpatia e envolvimento com todos da professora Luísa Sales. Alunos e professores da escola secundária de Pombal a todos agradecem esta experiência de partilha e aprendizagem.
À tarde, no Casmilo, Condeixa-a-Nova, o grupo era esperado pelo professor Luís Costa, sempre disponível para percorrer “vales e montanhas” a ensinar Geologia. Aqui, organizados em três grupos, a aula de campo prosseguiu em terrenos do Jurássico (+/-485 a 443 Ma.) e à descoberta dos aspectos geomorfológicos típicos do modelado cársico: canhão fluviocársico, campos de lapiás, dolinas, terra rossa e as “buracas” que dão nome a este vale. As “Buracas” são cavernas ou reentrâncias, de forma circular ou elíptica com paredes de aspeto rugoso de desenvolvimento horizontal e cuja largura e profundidade, não ultrapassa a dezena de metros. Estas cavidades, maioritariamente dispostas em níveis de calcário mais poroso e diaclasado, podem ter resultado de ações fluviais ou ser devidas ao efeito da gelifração diferencial durante os últimos períodos frios do Quaternário podendo a sua origem estar ligada a um processo misto de gelifração e dissolução do calcário (Cunha, 1986; 1990).
Depois de um dia a aprender com o que as “rochas nos contam”, regressamos à escola cansados mas, mais enriquecidos pela descoberta de novas paisagens, talvez novos amigos e com histórias para “viajarmos ao passado” quando quisermos!
O docente, José Costa
A propostas apresentada pelos estudantes do Agrupamento das Escolas de Pombal foi a mais votada e foi consagrada como vencedora da edição deste ano do Parlamento dos Jovens de Pombal. O evento ocorreu nesta sexta-feira, dia 19 de abril, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Os jovens parlamentares elegeram ideias inovadoras. Os alunos do nosso agrupamento defenderam a criação de um website dedicado aos jovens em busca de oportunidades de emprego dentro do município e a implementação de um espaço dinâmico e envolvente, oferecendo uma ampla gama de atividades destinadas a promover o envolvimento cívico, a expressão cultural e o desenvolvimento pessoal.
Estas propostas foram defendidas por Mariana Mota, João Campos, Marisa Ferreira, Raquel Pereira, Viviane Corga e Maria João Pereira, representando a Escola Secundária de Pombal.
O tema subordinado ao Parlamento dos Jovens deste ano foi “Como promover a felicidade e o bem-estar no meu concelho”, reunindo estudantes de seis escolas do concelho de Pombal, incluindo o Agrupamento de Escolas de Pombal, Agrupamento de Escolas da Guia, Colégio João de Barros, Escola Tecnológica Artística e Profissional de Pombal, e o Agrupamento de Escolas Gualdim Pais.
A sessão foi presidida por uma mesa composta por Luís Marques, Comissário das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, Cristelle Santos, Jovem Autarca de Pombal, e Francisco Rosa, Jovem Presidente da Junta de Freguesia de Meirinhas.
Tanto Luís Marques como o Presidente da Câmara Municipal, Pedro Pimpão, destacaram a importância desta iniciativa, especialmente no contexto das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, realçando a participação cívica e a capacidade de argumentação dos jovens.
Pedro Pimpão expressou o compromisso da Câmara Municipal em considerar atentamente todas as propostas, especialmente as mais votadas, visando integrá-las nos projetos do município. Ele enfatizou o orgulho em liderar um concelho com uma juventude tão dinâmica e empenhada em contribuir para o desenvolvimento local.
Destaca-se desta forma a participação ativa e dinâmica dos alunos do Agrupamento de Escolas de Pombal, que demonstraram excelência não apenas nas propostas vencedora, mas também em outras contribuições relevantes para o evento. Realçar que o nosso Agrupamento contou ainda com uma segunda equipa, que também obteve uma excelente prestação.
O docente, Fernando Parreira
No âmbito do Dia Internacional da Comunidade Cigana, realizou-se no dia 15 de abril uma palestra subordinada ao tema “Tradições e costumes”, dinamizada pelos mediadores da equipa 3CES.
Inicialmente, foi explicado aos alunos o significado das cores e do símbolo da bandeira cigana – uma roda vermelha sobre um fundo azul e verde. O facilitador, Sr. Emídio, explicitou também a diferença entre tradição e costume, apresentando algumas tradições de Natal. Falou, ainda, da importância da família e do casamento, bem como do respeito pelos mais velhos.
Quanto a crenças, persiste a dúvida se realmente a comunidade tem alguma superstição relativamente aos sapos. O facilitador referiu que, tal como os gatos pretos, estes animais são associados a azar. Alguns elementos associam os sapos a mau-olhado.
A iniciativa promoveu junto dos alunos da turma B do 7.° ano um conhecimento mais amplo sobre a etnia cigana, de forma a valorizar a cultura dos alunos de etnia que integram a comunidade escolar.
Os alunos do 7º B
No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Terra 2024, os alunos do 8ºE e G foram convidados a ser Repórteres da Natureza, a olhar a Natureza, Pombal Natural.
Este trabalho está integrado no Projeto eTwinning “Well-being at school”, no Projeto Pombal Mais Autóctone do município de Pombal, no Clube Ciência Viva e no Projeto de Educação para a Saúde e será divulgado no projeto internacional Earth Day 2024.
É necessário reconetar com a Natureza! É necessário olhar, sentir, amar…para valorizar! Estes foram os grandes objetivos deste projeto!
O trabalho consistiu numa sessão teórico-prática para introduzir algumas noções básicas de fotografia, nomeadamente de fotografia de natureza, com saídas de campo para treinarem algumas técnicas fotográficas! Depois, cada aluno foi convidado a ser repórter da Natureza, a olhar Pombal e a captar através do seu olhar, Pombal Natural!
Que belos olhares e que bela forma de celebrar a Natureza, o Dia da Terra!
A professora responsável, Maria Assunção