Maria Helena de Carvalho Martins Oliveira, Presidente do Conselho Geral do
Agrupamento de Escolas de Pombal, nos termos do n.º 3 do art.º 14 do Anexo
ao Decreto-Lei n.º137/2012, de 2 de julho, vem convocar a Assembleia-Geral
de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Pombal,
a realizar no dia 04 de janeiro de 2019, pelas 18h30 no Auditório da Escola
Secundária de Pombal (Ginásio), com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Ponto 1: Esclarecimentos acerca do Processo Eleitoral dos representantes dos
Pais e Encarregados de Educação para o Conselho Geral;
Ponto 2: Eleição da Mesa da Assembleia-Geral de Pais e Encarregados de
Educação do Agrupamento de Escolas de Pombal;
Ponto 3: Eleição de uma Comissão para a elaboração do Regulamento da
Assembleia Geral de Pais e Encarregados de Educação para a Eleição dos
Representantes no Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Pombal;
Esta e futuras convocatórias serão publicitadas nos locais de estilo das Escolas
do Agrupamento de Escolas de Pombal, no sítio da internet do respetivo
Agrupamento, na comunicação social e será entregue em mão própria pelos
alunos, aos respetivos pais e encarregados de educação.
Os cadernos eleitorais podem ser consultados em cada um dos edifícios
escolares do agrupamento e na escola sede.
Pombal, Agrupamento de Escolas de Pombal, 03 de dezembro de 2018
A Presidente do Conselho Geral
Maria Helena de Carvalho Martins Oliveira
Tornar-se Pessoa
“Quem sou eu?” é o mote do livro “Tornar-se Pessoa”, de Carl Rogers (1902-1987), psicólogo americano que colocou o ser humano no centro da sua existência. Precisamente por isso, concebe um modelo educacional assente em pressupostos humanistas, pelo que a organização do ensino e da formação tem de considerar a Pessoa como condição central. Se assim não acontecer, corre-se o risco de os resultados não terem importância ou serem perniciosos.
Rogers propõe, então, um modelo baseado na não diretividade, realçando a condição ativa de cada ser humano no seu próprio processo de aprendizagem. Além disso, sublinha que os modelos clássicos são frios, impessoais e ocos. Neste sentido, identifica três condições fundamentais para a aprendizagem: (1) empatia, que estabelece as bases de um diálogo verdadeiro e favorece a partilha de emoções entre professor/a e aluno/a; (2) congruência, que conduz a uma autenticação de comportamentos e de atitudes; (3) aceitação incondicional positiva, permitindo aceitar o outro sem críticas nem julgamentos. Através destes pressupostos, preconiza-se uma aprendizagem significativa, na qual cada Pessoa é a principal força motriz.
No livro “Tornar-se Pessoa”, Rogers refere que o “estar pronto” para auxiliar o outro na descoberta e na construção do seu caminho ocorre na relação com ele, pois é na (con)vivência que se constrói a compreensão. No fundo, é também isto que nós, enquanto Técnicos/as de Orientação, Reconhecimento e Validação de Competências, fazemos.
Um dos primeiros instrumentos de mediação que utilizamos no balanço de competências intitula-se, precisamente, “Quem sou eu?”. A partir deste, e por intermédio da criação de laços congruentes, de uma relação empática através da qual concedemos a cada candidato/a tempo e espaço para partilhar, (auto)descobrir-se e construir o seu próprio caminho (que materializa num Portefólio Reflexivo de Aprendizagens) e de uma aceitação incondicional positiva (em pleno respeito pelas origens, interesses e perfis dos/as candidatos/as), procuramos proporcionar meios e estratégias facilitadoras do processo que faz cada um/a tornar-se numa Pessoa cada vez melhor.
Isabel Moio – Técnica de ORVC