“Dia Mundial da Poupança”: racionalização de recursos


Os alunos de Economia A do 10.º ano (10.º E e 10.º D1+D2+H) da Escola Secundária de Pombal assinalaram o Dia Mundial da Poupança, celebrado a 31 de outubro, com uma exposição de cartazes criados nas aulas, expostos no átrio da escola.

Também os alunos do 2º ano do curso profissional de técnico de informática de gestão desenvolveram trabalhos, nas aulas de OEAG, sobre aplicações de poupanças em depósitos bancários e juntaram-se à exposição, enriquecendo a iniciativa.

Quando se ouve a palavra poupança, é comum associá-la ao ato de “guardar dinheiro” em aplicações financeiras, como os depósitos bancários, uma vez que os valores monetários não sofrem obsolescência. No entanto, o conceito vai muito além disso. Poupança deriva do verbo poupar, que, na sua essência, traduz um comportamento consciente de reservar algo para consumo futuro, limitando o consumo presente.

No século XXI, enfrentamos crescentes preocupações com a escassez de recursos, sobretudo os não renováveis. Ao mesmo tempo, o ser humano manifesta uma vasta gama de necessidades que procura satisfazer, fazendo um consumo desenfreado, impulsivo e indiscriminado, que tem contribuído para o esgotamento de recursos e para a poluição do planeta.

Com base nestas reflexões e no estudo da Economia, os alunos elaboraram cartazes que apelam à racionalidade económica, incentivando os consumidores a adotarem uma utilização consciente e responsável dos recursos no dia-a-dia, de modo a garantir a sua disponibilidade para as gerações futuras.
Através de slogans originais e apelativos, os trabalhos destacam uma das grandes preocupações da ciência económica, o desafio de conciliar necessidades infinitas com recursos finitos, e apresentam propostas concretas para reduzir o consumo excessivo e promover hábitos mais sustentáveis.

Esta iniciativa constituiu, assim, uma oportunidade para os alunos aplicarem os conceitos aprendidos em aula e sensibilizarem a comunidade escolar para a importância da poupança e da gestão responsável dos recursos.

Professoras, Conceição Aires e Filomena Girão

Agrupamento no 2.º Congresso Nacional da Literacia do Oceano


No passado dia 7 de novembro, duas ex-alunas do 12.º ano participaram no 2.º Congresso Nacional da Literacia do Oceano, apresentando um trabalho intitulado “Ondas de Poluição: Resíduos na Praia do Osso da Baleia”, desenvolvido no âmbito da disciplina de Biologia.

O estudo teve como foco a análise dos resíduos encontrados na Praia do Osso da Baleia, abordando a origem dos materiais, o seu impacte nos ecossistemas costeiros e a importância da monitorização contínua para a preservação do ambiente marinho. As alunas partilharam dados recolhidos no terreno, refletiram sobre práticas de cidadania ambiental e propuseram medidas de mitigação para reduzir a poluição costeira.
A apresentação gerou interesse entre os participantes do congresso, destacando o rigor científico, o espírito crítico e o forte compromisso das estudantes com a proteção do oceano.

A escola congratula as alunas pela qualidade do trabalho desenvolvido e pela forma exemplar como representaram a comunidade educativa neste evento científico nacional.

A docente, Estefânia Ramos

Do 8 ao 80


No processo de RVCC todos têm lugar e oportunidade, independentemente dos percursos de vida, das escolhas e da idade. Exemplo disso foi a sessão de júri de certificação de nível básico do dia 27 de novembro de 2025 que, na mesma sala, juntou quem tinha 10 e 20 anos quando ocorreu a Revolução dos Cravos e quem nasceu 30 anos depois desse momento histórico de viragem.

E se há algo bonito neste processo é o respeito e a admiração entre os candidatos e o facto de evidenciarem o orgulho de “voltar à escola”, de percorrer os corredores entre os mais jovens e de se sentirem parte ativa neste contexto, como tantas vezes confidenciam à Equipa.

Por esse motivo, os ganhos vão muito para lá do que constroem durante as sessões de reconhecimento e do que desenvolvem na formação complementar. Há autoconhecimento e redescoberta. Prazeres arrumados nas gavetas do tempo são aqui aflorados e reinventam-se e projetos tímidos e embargados batem à porta do coração e da consciência dos candidatos, despertando-os para capacidades adormecidas ou anestesiadas na sombra de tradições e legados culturais.

Os portefólios viram metáforas de vidas de história e de histórias de vida: “Versos que sou” personifica quem, em rima cruzada, ajeita a caneta para reproduzir a ligação à terra, às gentes e aos costumes; “Vida em produção” reflete o trajeto de quem acumulou experiência profissional na indústria têxtil, acompanhando mudanças e exigências; “O último dia na gaiola” representa o valor de um certificado de qualificações nas mãos de quem nenhum tem e a esperança de, na sua posse, libertar-se de algumas tradições que (ainda) prendem, perpetuando tendências que urge combater e esbater.

Por trás da exigência da Equipa está o reconhecimento pelo esforço que cada candidato experiencia ao longo do processo de RVCC, mas é também objetivo que cada um leve deste percurso ferramentas e conhecimentos que lhes possam ser úteis para responder a cada novo projeto que abraçarem… porque um ponto de chegada é um excelente ponto de partida e é isso que se pretende que cada sessão de júri de certificação signifique.

 

Isabe Moio – Técnica de ORVC