No dia 22 de março, decorreu a Final Nacional do European Money Quiz 2023, uma competição europeia para promover a literacia financeira dos jovens, coordenada em Portugal pela Associação Portuguesa de Bancos (APB). A nossa escola obteve um honroso décimo sétimo lugar num universo de 50 escolas Portuguesas, com os alunos Martim Ramos Lopes e João Francisco F. Moreira do 8.ºC, os quais participaram no quiz em dupla. Os alunos responderam em direto, através do canal de Youtube da APB, a perguntas na plataforma Kahoot sobre vários temas nas áreas do empreendedorismo, literacia financeira (risco, inflação e poupança), gestão do orçamento familiar, segurança online, meios de pagamento (cartões, transferências e dinheiro) e matemática financeira.
Muitos parabéns ao Martim e ao Rafael Duarte pela sua participação e prestação.
Alguns link’s com conteúdos úteis sobre a Educação Financeira:
• Boas Práticas, Boas Contas: http://www.boaspraticasboascontas.pt/
• Plano Nacional de Formação Financeira: https://www.todoscontam.pt/pt-pt
Professora: Ana Francisco
Oficina de Cerâmica Grega
No passado dia 20 de abril, os alunos de Grego do 12º ano, turmas B, F, E2, I, G e H, tiveram oportunidade de participar numa “Oficina de Cerâmica” dinamizada pelos professores Alice Costa e Horácio Ramos, membros da Associação Clenardus.
Graças a esta atividade, ficaram a conhecer melhor a arte grega, nomeadamente a pintura e a cerâmica, tendo, com a ajuda dos professores, pintado pratos com imagens sobre os mitos gregos. Foi uma atividade bastante interessante, criativa e também educativa. Os alunos puseram mãos à obra e usaram a sua imaginação para recriarem obras gregas.
Na semana aberta, a realizar-se em maio, os pratos serão expostos, na vitrine junto à Biblioteca da Escola Secundária, para que toda a comunidade escolar possa apreciar e conhecer a arte grega.
Venham conhecer!
Pelos alunos de Grego 12ºano, Filipa Pinela Santos
“1984” de George Orwell – Ler+ Qualifica
No processo RVCC, tive a oportunidade de visionar o filme “1984”, uma adaptação cinematográfica do livro Mil Novecentos e Oitenta e Quatro (no original, Nineteen Eighty-Four), romance distópico da autoria do escritor britânico George Orwell, publicado em 1949.
São inevitáveis as semelhanças entre o regime do romance “1984” e o regime nazista de Adolf Hitler (Alemanha 1934-1945). Por exemplo, tal como na Alemanha nazista, em que genericamente os judeus eram culpados de todos os problemas sociais e económicos, no filme, Goldstein é o inimigo do partido e, como tal, inimigo de toda a população.
Essas semelhanças são também transversais aos regimes fascistas, que vigoram ou vigoraram na Europa à data da publicação do romance (1949), tais como o de Benito Mussolini (Itália 1925-1943), de António Oliveira Salazar (Portugal 1933-1974), e Francisco Franco (Espanha 1938-1973). Do meu ponto de vista, este romance critica todos os regimes totalitários que sejam contra o livre arbítrio e liberdade de expressão, ou seja, que sejam uma ameaça à Democracia.
Creio que não será despiciente dizer que a inspiração para o personagem Big Brother, vem de Adolf Hitler:Lançado a 10 de outubro de 1984, sob a direção de Michael Radford, tem como intérpretes nos papeis principais John Hurt (Winston Smith), Suzanna Hamilton (Julia) e Richard Burton (O’Brien). Rodado em Londres e arredores, entre abril e junho de 1984, exatamente nos meses e locais imaginados por George Orwell, tenta ser uma adaptação fiel do livro, captando o ambiente, tanto a nível físico como psicológico, imaginado pelo autor do romance.
A ação desenrola-se no ano futuro de 1984, ficcionando uma Inglaterra futura chamada Oceânia, uma das três partes em que se divide este mundo que se encontra em estado de guerra perpétua. Esta sociedade vive subjugada à tirania ostensiva e omnipresente do Big Brother (Grande Irmão), líder do partido governante Ingsoc, acrónimo de English Socialist Party (Partido Socialista Inglês). Apesar de nunca ter sido visto pessoalmente, tem um olhar inquisitivo e punidor, um farto bigode preto e um rosto que inunda as telescreens, uma espécie de televisor bidirecional com que vigia constantemente a população.
O individualismo e a Liberdade de expressão são punidos como “crime de pensamento”, aplicada pela “Polícia do Pensamento”, que é controlada pela elite privilegiada do Partido Interno, uma fação do Partido Ingsoc. A própria linguagem é controlada pelo governo, através da publicação do dicionário Novilígua, tornando a sociedade inexpressiva e submissa.
“Quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado.”
A ação centra-se na personagem de Winston Smith, um humilde funcionário do Partido Exterior, outra fação do Partido Ingsoc, que trabalha no Ministério da Verdade. Este é responsável por reescrever a história e, o que não pode ser reescrito, é destruído de modo a apoiar a ideologia e a propaganda do regime.
“Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força.”
Apesar de ser um trabalhador diligente, Winston Smith começa a aperceber-se que a sociedade não está bem, não existe qualquer tipo de liberdade de expressão e livre-arbítrio. Escondido do olhar atento do Big Brother, vai anotando num diário secreto estes seus pensamentos.
Ao aproximar-se de Julia, que tem o mesmo espírito contestatário, o amor desenvolve-se entre ambos e um perigoso caso clandestino começa. O casal ilícito rapidamente é descoberto e têm que pagar pelo seu crime contra o estado. Presos e torturados, não resistem.
“Liberdade é a liberdade de dizer que dois mais dois são quatro”
Torturado por O’Brien, Winston Smith é forçado a acreditar que tudo o que ele percebeu sobre as mentiras contadas pelo partido, eram apenas coisas criadas por ele mesmo. Ele tem que acreditar naquilo que o partido diz e que, dois mais dois são cinco, se o partido assim o disser.
Luis Vilhena – Candidato do Processo RVCC – NS
Rebentar da folha
Na semana em que a primavera renovou mais um dos seus ciclos, trazendo no dorso o rebentar da folha, as dos portefólios dos dois candidatos que no dia 23 de março concluíram o nível B3 (9.º ano) por via do processo de RVCC, também os desabrocharam.
Se durante as sessões – em que trilharam um caminho tão significativo de valorização de saberes previamente adquiridos como de autodescoberta e autoconfiança – os ganhos foram visíveis aos olhos dos próprios, não menos relevantes foram os momentos que fizeram a sessão de júri de certificação acontecer.
Qualquer fruto, para ser colhido no auge do seu desenvolvimento, passa por uma sequência de etapas que contribuem para que ganhe forma e identidade. Do mesmo modo, para que estes candidatos pudessem saborear, neste dia, o resultado das horas de construção de uma história de vida à qual nunca se haviam dedicado sob a forma escrita, das horas de formação complementar e de uma lente diferente com a qual olharam para si e que os ajudou a reencontrarem-se, foi necessário um processo de meses para crescimento e maturação. No entanto, estamos cientes de que este saber esperar para fazer acontecer trouxe a estes candidatos o rebentar de uma folha.
Isabel Moio – Técnica de ORVC
Escola(s)… espaços de momentos felizes
No dia 25 de março de 2023 decorreu, no Teatro-Cine de Pombal, a II Conferência Happy Schools em Portugal, onde foi possível compreender o caminho tendente no nosso país para a aferição da opinião de professores, alunos e encarregados de educação no que respeita à felicidade organizacional no contexto específico da educação.
Este tema afigura-se premente se pensarmos que as escolas são espaços vivos e dinâmicos, onde o coletivo tem um peso importante e a matéria-prima mais rica são precisamente as pessoas.
A educação integral vai ao encontro das evidências do mundo contemporâneo, estimulando o valor do conhecimento e a sua aplicação no dia-a-dia. No entanto, dentro desta gramática transformacional há que ter em conta a heterogeneidade, as respostas flexíveis e singulares, os espaços e os tempos em que a aprendizagem ocorre, a curiosidade, a voz dos vários agentes e o sentimento de pertença. Também na Educação e Formação de Adultos este deve ser o apanágio, pois apenas promovendo a autodescoberta e o autoconhecimento dos candidatos durante a fase de orientação e, posteriormente, de forma mais aprofundada durante o processo de reconhecimento de competências, poderemos contribuir para que quem entra pela porta do Centro Qualifica possa sair mais qualificado e com esperança num “amanhã” mais feliz.
Isabel Moio – Técnica de ORVC