Aquisições de fevereiro de sara
Turbilhão de Poesia 2026
Inscrevendo-se na tradição do nosso agrupamento desde 2013-2014, damos continuidade à celebração do Dia Mundial da Poesia (21 de março), participando no Turbilhão de Poesia.-
Declamar e gravar um poema (de escolha livre);
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Enviar a gravação para biblioteca@aepombal.edu.pt (até 16 de março).
O Valor do Cuidado
Já no século XVII, John Donne escrevia que “Nenhum homem é uma ilha isolada”. A verdade é que o ser humano é um ser eminentemente gregário, que precisa da relação afetiva e de apoio dos outros humanos. Mesmo que a sociedade esteja cada vez mais individualista, essa necessidade de ligação não desaparece. Ora a candidata, que se apresentou para júri de certificação do processo de RVCC de nível secundário a 26 de fevereiro de 2026, é um elemento ativo da sociedade para o combate à solidão.
Enquanto cuidadora informal, ela conhece a importância de ser a mão que suporta e apoia o outro quando está frágil. Paralelamente, o seu papel enquanto mãe esteve sempre presente ao longo da sua vida. Por ter dado tanto, foi com naturalidade que algumas palavras de gratidão da sua filha surgiram no dia da certificação para descrever a sua mãe: “Como uma árvore em solo duro. Quando lá foi colocada na terra seca e cheia de pedras para criar raízes, a árvore teve de forçar caminho, onde nada parecia ceder. (…) Cresceu aos poucos, sob sol intenso e chuvas escassas, mas nunca deixou de crescer. Com o tempo, o tronco tornou-se forte para sustentar três ramos principais, os seus filhos, oferecendo sombra, alimento e abrigo. Mesmo cansada, a árvore estende os galhos para além de si, protegendo quem passa por baixo, porque cuidar dos outros já faz parte da sua natureza”.
Esta dimensão de cuidado e atenção ao outro reflete-se também na forma como estruturou a sua apresentação[1].
Começou assim por apresentar o filme “V de Vingança”, que é uma adaptação de uma novela gráfica. Com um pequeno excerto do filme, explicou de que forma o ditador tinha subido ao poder na realidade distópica retratada na obra. Evidenciou os mecanismos de controlo, quer através da comunicação social, quer com recurso às forças de autoridades, os “homens dedo”. Prosseguiu mencionando a proibição da cultura e a doutrinação ideológica dos mais novos. Utilizou um excerto do filme para demonstrar como era feita a perseguição às minorias. Referiu a origem histórica da máscara de Guy Fawkes, a sua simbologia e utilização por grupos ativistas. Comparou a ditadura do filme com o período do Estado Novo. Concluiu expondo a relevância deste filme na atualidade, analisando o caso concreto dos EUA e da governação de Donald Trump.
[1] https://gamma.app/docs/V-de-Vinganca-Ditadura-Opressao-e-Resistencia-ndhzorgqwd5kjuo
Mikael Mendes – Técnico de ORVC
EXAMES/PROVAS – Inscrições – 6 a 19 de março 2026
Informa-se que irão decorrer as inscrições para realização dos Exames, Provas de Avaliação Externa e Provas de Equivalência à Frequência dos Ensinos Básico e Secundário no período de 6 a 19 de março de 2026. ver AVISO
As condições, regras e procedimentos gerais estão disponíveis no Regulamento publicado através do Despacho Normativo n.º 3/2026.
Pombal, 25 de fevereiro de 2026
Fernando Augusto Quaresma Mota
Diretor
Entre-Capas: aproximar os alunos dos livros
ENTRE CAPAS – Be AEPombal de Biblioteca AEPombal
Escola participa no projeto SchoolFun
A Escola encontra-se a desenvolver, em articulação com a Universidade de Aveiro, o projeto SchoolFun, uma iniciativa dedicada à literacia científica e ao combate à desinformação sobre as alterações climáticas.
O projeto encontra-se a ser implementado nas turmas 12.º C e D de Biologia, envolvendo os alunos num conjunto diversificado de atividades centradas na análise crítica de informação relacionada com as alterações climáticas. Ao longo das sessões, os estudantes exploram notícias, publicações em redes sociais e vídeos, aprendendo a identificar fontes credíveis, reconhecer argumentos falaciosos e distinguir factos científicos de opiniões ou informações falsas.
Num contexto em que a circulação de informação nem sempre é rigorosa, esta iniciativa pretende reforçar competências fundamentais como o pensamento crítico, a literacia mediática e a responsabilidade cidadã.
Como culminar do projeto, os alunos irão desenvolver um produto final de divulgação, destinado à comunidade escolar e local, com o objetivo de sensibilizar para a importância de saber distinguir informação verdadeira de falsa, sobretudo em temas científicos com impacte global como as alterações climáticas.
Com o SchoolFun, a Escola reforça o seu compromisso com uma educação de qualidade, promotora de cidadãos informados, críticos e conscientes do seu papel na construção de uma sociedade mais sustentável e resiliente.
As docentes, Estefânia Ramos e Helena Lento
Acontece na BE – Fevereiro
Depois da tempestade…
A depressão Kristin interrompeu de forma abrupta a normalidade das nossas rotinas. Na escola, nas casas e no quotidiano de todas as famílias, o dia amanheceu sem luz, sem água, com estradas cortadas e telhados no chão. Com impactos diferentes para cada um, houve, porém, uma consequência comum: a escola teve de fechar portas durante alguns dias.
No regresso, após a pausa letiva do final de semestre, os alunos trouxeram consigo histórias: alguns precisavam de contar o que viveram, outros partilharam apenas pequenos momentos destes dias inesperados.
Ouvir foi a palavra de ordem. Na sala de aula, a escuta é sempre o gesto mais acertado — e foi a partir dessa escuta que tudo recomeçou.
Das conversas nasceram risos, perguntas e imaginação:
- “O vento quando é forte leva-nos de pernas para o ar!”
- “O vento fala!”
- “Não, o vento ralha muito alto! Grita!”
- “E nós? Podemos gritar com o vento?”
- “E se ele fica furioso?”
A curiosidade infantil voltou a soprar forte, como quem diz que é tempo de reconstruir também por dentro.
Com essa energia contagiante, tratou-se de devolver cor aos dias. Porque é isso que a escola faz: transforma, acolhe, reinventa — devolve luz aos lugares onde o vento passou com demasiada força.
E assim, cheios de alegria, vivemos um novo “primeiro dia”.
E depois outro.
E mais outro.
Dias em que, já depois de conhecermos o vento da depressão Kristin, começámos a preparar os dias de Carnaval.
As cores, a música e as gargalhadas encheram novamente os espaços, serpenteando ao vento. As serpentinas e os confettis lembraram-nos aquilo que nunca muda: a escola é o nosso porto seguro, o lugar onde o coração acelera e onde a alegria sopra sempre mais alto do que qualquer tempestade.
JI de Assanha da Paz
A Educadora de Infância
Ana Maria Cabral
Roadshow “Pinóquio na Escola” — Uma manhã dedicada às Fake News!
No dia 12 de fevereiro, os nossos alunos participaram no Roadshow “Pinóquio na Escola”, uma atividade que os desafiou a pensar sobre desinformação, jornalismo e espírito crítico.
Um enorme agradecimento aos diretores de turma e professores acompanhantes pelo apoio e acompanhamento exemplar — foi graças ao vosso empenho que tudo decorreu da melhor forma.
Agradecemos também o apoio da Direção bem como aos nossos convidados especiais: Filipe Pardal (Polígrafo) e Laura Duarte (Pombaljornal) que trouxeram aos alunos uma visão real e atual sobre o combate às Fake News.
📢 Lembramos que as inscrições para o Concurso de Fake News decorrem até 27 de fevereiro!
A inscrição é feita em pares e, nesta fase, basta apenas… inscrever. O trabalho vem depois. A equipa está disponível para apoiar quem quiser envolver os seus alunos.
Porque aprender a distinguir o verdadeiro do falso é uma competência essencial — e começa na escola.
Fernanda Gomes (Biblioteca Escolar)
e Equipa do Comboio da Memória (Ana Maria, Carla Piedade e Alexandra Ferreira)
Vozes do Mural – O que esta experiência significou para nós
No âmbito da nossa atividade integradora do curso EFA Nível Secundário – Escolar, apresentámos o mural – Desliga-te para te ligares: humaniza a era digital – através do qual refletimos sobre a influência da tecnologia no nosso quotidiano e nas nossas relações. A construção do mural foi um espaço de partilha de ideias e aprendizagens, onde promovemos o diálogo, o pensamento crítico e a criatividade.
O mural ganhou vida através de diferentes formas de expressão, que incluíram vídeos, leituras e criação de QR Codes para acesso digital — bem como expressões manuais como telas, robôs, desenhos e pinturas, dando voz às nossas ideias e emoções de forma criativa e apelativa. A sua apresentação tornou-se um momento de partilha e reflexão, destacando-se pelo caráter dinâmico e interativo. Como refere Luna Costa, “foi um momento de partilha e de conhecimento fundamental nos dias de hoje”, envolvendo tanto quem apresentou como quem assistiu.
Para muitos de nós, a atividade teve também um forte impacto pessoal. Joaquim Silva salienta que se sentiu mais confiante por ver as suas ideias “ouvidas e respeitadas”, enquanto Vânia Serogin destaca a possibilidade de expressar a sua capacidade de improviso. Já Laura Aguiar sublinha a mensagem central do projeto: “estar sempre ligada ao telemóvel nem sempre significa estar presente”. Também Leandra refere: “sobre a apresentação do mural, achei-a muito interessante e dinâmica; gostei da forma como a atividade nos faz refletir sobre o impacto da tecnologia e da IA no nosso dia a dia, mostrando a importância de equilibrar o mundo digital com as relações humanas.” O mural, que inclui QR Codes e diversos elementos criativos, foi considerado por Nicolas Souza “muito interessante e inovador”, demonstrando que a tecnologia pode ser usada para aproximar pessoas e não para as afastar.
Estas vozes mostram como o mural foi mais do que um trabalho: foi um encontro de experiências, emoções e aprendizagens que nos fez repensar a nossa relação com o digital e com as pessoas. Partilhamos o processo de construção e resultado da atividade. Clique aqui.
A nossa turma do curso EFA
