Curta-metragem “Caso arquivado”


Os alunos do 3.º ano do Curso Técnico(a) de Comunicação – Marketing, Relações Públicas e Publicidade (TCM), realizaram uma curta-metragem “Caso Arquivado”, em contexto de workshop escolar, no âmbito da disciplina de Comunicação Gráfica e Audiovisual e do Projeto Cultural de Escola. Esta atividade foi desenvolvida com o apoio técnico do Cineclube de Pombal, de formadores convidados e teve a colaboração do Teatro Amador de Pombal. Os cargos técnicos e criativos foram assumidos pelos alunos e alunas da turma. O filme foi posteriormente exibido no Cineteatro de Pombal, no dia 19 de novembro 2022, no âmbito do festival ”HaHaArt FilmFestival”, onde as reações foram muito positivas.

A curta-metragem foi igualmente apresentada na Escola Secundária de Pombal, aos alunos do 1.º e 2.º anos do curso profissional TCM e aos alunos do 12.º ano (durante o Dia Aberto do AEPombal). Nesta apresentação foi explicado o processo de desenvolvimento do filme e as diferentes etapas envolvidas, foi exibido o making-of e foram respondidas diversas questões colocadas pelos alunos. Esta apresentação contou com a participação do realizador Carlos Calika, que orientou o workshop de Cinema.

De realçar que o filme “Caso Arquivado” já foi selecionado este ano para ser exibido em vários Festivais de Cinema (nacionais e internacionais):

–   “AÇÃO09! – Festival de Vídeo Escolar” – Viana do Castelo;

– “Leiria Film Fest” – Leiria;

– “3.º  FunFest – Concurso Internacional de Vídeo” – Funchal / Madeira;

– “FilmRoads International Student Film Festival” – Santa Mónica / Estados Unidos;

– “Fist – Time Filmmaker Sessions” – Inglaterra.

De salientar que o filme ficou em 2.º lugar no “FunFest” (Madeira), tendo sido considerado pelo Júri, o melhor vídeo de representação.

Parabéns a todos os envolvidos neste projeto: alunos, formadores, atores, auxiliares de educação educativa e professores.

Margarida Santos (aluna 3.º TCM) e Fernando Silva (Prof. CGA / Artes Visuais)

Entre voos e bagagens


De alguma forma, todas as histórias de vida que nos passam pelas mãos e pelos olhos deixam marca. Em cada uma, à sua maneira, há suor, sacrifício, dores e amores. Há histórias que fazem história da (e com a) passagem pelo nosso Centro: umas porque, por necessidade, aceleram para que o aumento de escolaridade lhes rasgue a fita para alcançarem novas metas; outras, porque as vicissitudes da vida as prolongam e empurram na linha do tempo.

Foi esta última situação que aconteceu com a H., que iniciou o seu processo no verão de 2021 (pouco tempo depois de chegar do Brasil, sua terra-mãe), pois atravessou os ares de todas as estações, duas vezes, até aterrar na sessão de júri de certificação. Na bagagem trouxe o que de mais valioso requer um processo de RVCC: uma história de vida cujas aprendizagens e competências a equipa do Centro Qualifica constatou que mereciam ser reconhecidas e certificadas.

Ainda teve a oportunidade de realizar algumas sessões presencialmente, mas a interrupção letiva empurrou para setembro o natural desenrolar do processo. Nessas sessões foi possível verificar como a H. em duas ou três linhas sentia que já tinha escrito tudo e era com surpresa que via que a viagem tinha de ser mais profunda se quisesse que o voo fosse mais alto. O computador também lhe ofereceu diversos desafios. Por isso, quando incentivada a dar continuidade ao processo à distância – dado que emigrou novamente, agora para França, não tendo data prevista para novos voos de regresso – facilmente compreendeu que estaria por sua conta, por não ter quem, fisicamente ao seu lado, a socorresse nas maiores dificuldades.

A H. dá sentido ao ditado popular “a necessidade aguça o engenho” porque soube perder o medo das alturas e da trepidação da viagem. Destemida como sempre a conhecemos, comprou um computador, acedeu ao TEAMS, instalou uma impressora com scanner, comunicou através do WhatsApp, afinou a sua agenda, trocou a cadeira do escritório e mudou o próprio escritório para ter uma ambiente mais ergonómico… e fez-se à viagem à distância de um clique! A equipa está segura de que os ganhos desta viagem não foram unilaterais, pois deste lado também a nossa bagagem fica mais completa e rica quando somos testemunhas do crescimento dos autores cujas histórias nos passam pelas mãos e pelos olhos… e deixam marca.

Isabel Moio – Técnica de ORVC