“3,2,1…Descolagem” – Exploratório Centro Ciência Viva


No dia 19 de abril fizemos uma visita de estudo ao Exploratório Centro Ciência Viva, um espaço fantástico situado no aprazível parque verde da cidade de Coimbra. Viajámos no autocarro da Junta de Freguesia de Almagreira com o apoio do senhor Manuel e a D. Marisa. O parque tinha cheiros e sons da primavera. Aproveitámos uma mesa, bem comprida, protegida do sol por uns fortes ramos para fazermos o nosso lanche da manhã. Repor energias para participarmos na atividade!

Depois, entrámos no edifício e fomos ao encontro da cultura científica e da cultura tecnológica de uma forma lúdica, interessante e promotora de novas aprendizagens. À nossa volta tudo era interessante e suscitava curiosidade. Imaginem, vimos uma chocadeira com pintainhos de diferentes tamanhos, ficámos de nariz colado ao vidro!

Confortavelmente instalados vimos um filme com projeção hemisférica num teto em formato de cúpula. Viajámos pelo universo com a companhia do Elon, um hamster cientista, que nos ajudou a compreender os processos do descolar e voar no espaço…com o Hugo fizemos, posteriormente, uma atividade complementar em grupo, um jogo.

Seguidamente 3,2,1… Descolagem tranquila rumo a Almagreira. Adeus Exploratório voltaremos, em breve, para embarcar em novas aventuras!

Jardim de Infância de Almagreira – Turma A

A Educadora de Infância

Mª Aidé Santos

Insetos polinizadores


No passado dia 20 de março, primeiro dia da primavera, na Escola Básica Marquês de Pombal decorreu uma sessão de sensibilização intitulada “Insetos polinizadores”, dinamizada pela bióloga, Dr.ª Lucie Mota e, integrada no nosso projeto “Florestas: património vivo a preservar”.

A sessão foi muito interessante e útil, pois esta investigadora deu-nos a conhecer alguns insetos polinizadores: abelhas, borboletas, moscas, escaravelhos, joaninhas e traças ou mariposas, e explicou-nos a sua importância para a reprodução das plantas. Na verdade, a grande maioria das plantas com flor precisa da ajuda destes insetos, para transferir os grãos de pólen dos estames (órgãos reprodutores masculinos) para os carpelos (órgãos reprodutores femininos, onde se encontram os óvulos), e, assim, produzir sementes que irão dar origem a novas plantas.

Sabiam que estes insetos estão em perigo?

Pois é, sofrem grandes ameaças devido aos incêndios, à agricultura intensiva, ao uso de pesticidas, à construção de urbanizações, às alterações climáticas…

O que acontecerá se os insetos polinizadores desaparecerem? Já pensaram nisso?

A maioria das plantas não será capaz de se reproduzir e acabará por desaparecer, o que irá, seguramente, afetar os seres humanos e outros animais que deixarão de ter acesso a alimentos, tais como frutas, hortícolas, sementes…

O que poderemos fazer para ajudar nesta situação?

Podemos passar a palavra uns aos outros, procurar informação, refletir sobre esta problemática e agir plantando flores amigas dos insetos, nomeadamente na berma das estradas, nas rotundas ou nas escolas, criar hotéis para insetos, as fotografias que acompanham esta notícia dar-te-ão algumas ideias.

Aceita o desafio! Ao cuidar dos polinizadores, cuidas da Natureza!

A docente e os alunos, Fátima Pessa e 6.º B

Visita de Estudo a Roma


Um grupo de alunos do 12.º ano, do curso de Artes Visuais, da Escola Secundária de Pombal, rumou com destino a Roma no passado dia 31 de março. Objetivo? Conhecer em cinco dias a cultura, a arte e arquitetura da cidade que os fascinou durante estes últimos três anos, nos seus programas curriculares.

A visita foi programada por eles e as professoras deram uma ajudinha. Escolhidos os locais, fizeram malas e partiram rumo a Itália! Percorreram de lés a lés a cidade: o Coliseu, a Fonte de Trévi, o Panteão, a Praça de Espanha, as igrejas, as catedrais, os museus repletos de imagens que eles conheciam dos seus manuais escolares… “é tão bom ver o que temos nos livros ao vivo” diziam uns; “olha” dizia outro “a coluna de Trajano que eu construi em História da Arte”. E a luz de Caravaggio, no seu esplendor, na Igreja dos Franceses, o teto invertido na Igreja de Santo Inácio de Loyola, deixou-os estarrecidos e quase perdiam a noção do tempo nos jardins da Villa Borghese.

Como diz o ditado “Em Roma sê Romano!” Aprenderam a andar de metro, comeram “pasta”, pizzas crocantes, correram atrás da “focácia”, deliciaram-se com a “ricotta” e o “parmigiano” e deliraram com o cremoso “gelato” e o famoso “Tiramisu”… Mas, já podem dizer: “Fomos a Roma e vimos o Papa!”. Os museus do vaticano e a igreja de São Pedro gravou, neles, memórias que nunca irão esquecer.

E nós professoras a vermos os seus olhares arregalados para os frescos das cúpulas, com os pés cansados de tanto calcorrear a calçada romana, encheu-nos a alma e fez com que sentíssemos que podemos fazer a diferença!!

No dia 4 de abril todos dissemos “Ciao Bella Itália!!!”

Regressamos exaustos, mas de alma cheia!

Foi uma “aula” fora das paredes da escola, partilhada com muitas emoções e peripécias à mistura. Mas temos a certeza que tudo valeu a pena!

As professoras: Alice Guimarães, Adelaide Mendes e Isilda Gameiro

Abril: Resistência e Sonho


Os nossos alunos nasceram no século XXI. O que sabem eles do século anterior? Sabem que os portugueses viveram numa ditadura e que o 25 de Abril de 1974 nos trouxe a democracia e a liberdade. Mas é importante que eles saibam como se pensava, como se vivia e, principalmente, como se resistia.

Numa aula para o 3º ano do ensino profissional, os alunos foram convidados a fazer uma viagem entre 1927 e 1974, que lhes permitiu ter um vislumbre de como as diretrizes do poder relativamente à economia, à vida social e cultural marcaram o nosso país.

Com a participação de alguns alunos da plateia, leram-se frases emblemáticas como o famoso “peço a palavra” da crise académica de 1969, o “Obviamente demito-o” da campanha do General Humberto Delgado em 1958, ou a justificação dos censores para impedir a exibição de certos filmes ou a publicação de Banda Desenhada como “Tarzan”. Tendo como recurso a publicidade “Espias” nas versões antes e pós-censura, que é uma proposta do Plano Nacional de Cinema, os alunos foram convidados a “encontrar as diferenças” e a refletir sobre o seu propósito. Também a literatura esteve presente com a leitura do poema “Arrebatada”, de Maria Teresa Horta, e a referência aos vários livros censurados que estão em evidência na nossa Biblioteca, para que cada aluno, hoje, os possa livremente citar. As fotografias de Eduardo Gageiro também foram apreciadas como uma prova irrefutável das condições de vida da época.

Ao longo da atividade projetaram-se documentos autênticos como notícias de jornal, artigos censurados ou tabelas de coimas para quem não cumprisse “a moral e os bons costumes”.

Ouviu-se e sentiu-se “Grândola Vila Morena”, do Zeca Afonso.

Durante quase cinco décadas houve quem resistisse. A arte pode ser a forma de resistência por excelência: uma pintura que nos interpela, um verso que rasga o conformismo, uma canção que é um canto coletivo. Durante quase cinco décadas houve quem sonhasse. Sonhasse que era possível a mudança e a liberdade. Para que todos continuemos a sonhar – porque há sempre novos desafios – ouviu-se, por fim, “Agora nunca é tarde”, de Pedro Barroso.

 

Cecília Costa – Professora de Português