A Unidade de Ambiente do Município de Pombal, o Projeto Eco-Escolas e o Clube de Montanhismo da Escola Secundária de Pombal promovem, no próximo dia 31 de maio, uma caminhada e ação de controlo de espécies invasoras na Mata do Urso, iniciativa integrada na Semana Ibérica de Espécies Invasoras (SEI 26).
A atividade pretende sensibilizar a comunidade para a importância da preservação dos ecossistemas naturais e mobilizar os participantes para a recuperação ambiental da Mata do Urso, particularmente afetada pela tempestade Kristin.
Ao longo da manhã, os participantes terão oportunidade de realizar uma caminhada junto ao mar e colaborar numa sessão prática de controlo da acácia-de-espigas (Acacia longifolia), espécie invasora que constitui uma séria ameaça à biodiversidade e ao processo de regeneração natural daquele espaço florestal.
A iniciativa contará com o acompanhamento científico da investigadora Dra. Elizabete Marchante, do Departamento de Ciência da Vida da Universidade de Coimbra, especialista na área das espécies invasoras e conservação da biodiversidade.
A atividade terá início às 09h45, no Parque de Merendas da Praia do Osso da Baleia, terminando pelas 12h30 com um almoço partilhado em formato de piquenique-convívio.
O ponto de encontro será às 08h45, em Pombal, junto à paragem dos autocarros da Escola Marquês de Pombal, ou, em alternativa, às 09h45 no Parque de Merendas da Praia do Osso da Baleia.
A participação é gratuita, mediante inscrição até ao dia 28 de maio, através do formulário:
A Mata do Urso precisa da nossa ajuda! – Preencher o formulário
Esta iniciativa reforça a importância da participação ativa da comunidade na proteção do património natural do concelho, promovendo uma maior consciência ambiental e incentivando práticas de cidadania ecológica.
Cuidar da Mata do Urso é contribuir para um território mais resiliente, sustentável e preparado para o futuro.
Aguardamos a sua inscrição!
Memória e futuro
Conhecer a nossa história é mais do que recordar o passado… É compreender o caminho percorrido, reconhecer os desafios superados e valorizar as aprendizagens construídas ao longo da vida. No processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), esta reflexão assume um significado especial. Ao revisitar experiências pessoais, profissionais e sociais, cada adulto redescobre o valor do seu percurso e transforma experiências em competências reconhecidas. Mas o RVCC é também um espaço de aprendizagem, onde novos conhecimentos ajudam a compreender melhor o mundo e a projetar o futuro.
Foi precisamente esta ligação entre memória, aprendizagem e futuro que marcou a sessão de júri de certificação realizada no dia 14 de maio de 2026.
Na apresentação do seu trabalho, a candidata recorreu à ferramenta Gamma AI para desenvolver o tema “Direitos das Mulheres: do Passado ao Futuro”[1], inspirado na canção Por Nos Darem Tanto, de Ana Bacalhau. Através desta reflexão, explorou a evolução dos direitos das mulheres em Portugal, desde as limitações impostas durante o Estado Novo até às conquistas alcançadas após a Revolução de Abril.
Sendo natural do Brasil, este trabalho constituiu também uma oportunidade de aprendizagem sobre a história contemporânea portuguesa. A pesquisa realizada permitiu-lhe compreender melhor o contexto do Estado Novo e a importância das transformações sociais e políticas que contribuíram para a promoção da igualdade de direitos.
Ao longo da apresentação, destacou o contributo de mulheres que marcaram a luta pela igualdade, como Beatriz Ângelo, Maria de Lourdes Pintasilgo, Natália Correia, Bertha Lutz, Maria da Penha, Malala Yousafzai e Rosa Parks. Abordou ainda o conceito de “telhado de vidro”, exemplificando-o através de figuras como Angela Merkel, Marie Curie e Serena Williams.
Concluindo com uma reflexão sobre os progressos alcançados e os desafios que persistem, a candidata reforçou a importância de uma cidadania ativa na promoção da igualdade de género.
Esta sessão evidenciou uma das maiores riquezas do processo RVCC: a capacidade de valorizar a experiência de vida dos adultos, ao mesmo tempo que promove novas aprendizagens. Porque conhecer o passado, seja o nosso ou o da sociedade em que vivemos, é um passo essencial para construir o futuro.
[1] https://gamma.app/docs/Direitos-das-Mulheres-do-Passado-ao-Futuro-fpsg5g5lw2z2xze