Alunas do 12.º ano ganham Prémio do Concurso 3Digital 2020


É com satisfação que se vê publicitado nas redes sociais que as alunas Madalena Varandas e Daniela Curado, do 12ºB, foram distinguidas com o 1º lugar do Concurso 3Digital 2020, na categoria B – REALIDADE VIRTUAL ENSINO SECUNDÁRIO. Os resultados poderão ser consultados através do seguinte endereço http://www.anpri.pt/3digital/index.php/2020/07/22/3digital-2020-resultados/.

O Projeto 3Digital é uma iniciativa promovida pela Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) nas áreas da modelação 3D e realidade virtual. Neste ano lectivo o tema proposto foi “Os transportes do mar, do rio, da terra e do ar”.

No âmbito da disciplina de Aplicações Informáticas 12ºano, as alunas foram desafiadas a criar um projeto de realidade virtual que unisse a modelação 3D e programação por blocos, tendo como base a utilização da plataforma CoSpaces Edu https://edu.cospaces.io/ que correspondesse aos objectivos do concurso.

As alunas prepararam um conjunto de cenários, com recurso a objetos 3D e programação em blocos, que fizessem uma representação histórica dos meios de transporte utilizados desde a pré-história até à atualidade, passando pela época medieval, descobrimentos e outras. Durante a visita a estes cenários, há um conjunto de informações técnicas e históricas que enriquecerão os conhecimentos do jogador e que serão testadas, no final, num quizz. Através deste projeto, o jogador consegue ter uma visão geral da evolução dos transportes e da sua importância para a nossa sociedade atual.

O trabalho das alunas pode ser visto e jogado no computador ou aplicação de telemóvel no seguinte endereço https://edu.cospaces.io/XDF-FRK.    e também ser experimentado com recurso a óculos de realidade virtual.

Com este trabalho as alunas desenvolveram novas áreas do conhecimento em modelação 3D, programação por blocos e testaram aplicações em realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), tecnologias estas em expansão no crescimento tecnológico mundial.

A professora orientadora Ana Maria

Parabéns a todos neste final de ano letivo!


Entre a afirmação da  relevância de iniciativas do nosso Centro e a adaptação a novas estratégias pedagógicas, eis o balanço de um ano letivo marcado pela pandemia.

Um agradecimento muito especial a cada um dos membros da equipa e formadores externos que remaram juntos por mares nunca antes navegados.

Uma palavra de apreço  a todos os candidatos e formandos pelo esforço e empenho redobrado neste ano particularmente desafiante.

Que as imagens dos pontos altos do ano letivo 2019-2020 nos impregnem de dinamismo para preparar o início do próximo.

BOAS férias!

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

Mundos dentro do mundo


Refletir sobre a atividade educativa e formativa num contexto de diversidade cultural afigura-se sempre um desafio se olharmos à nossa volta e observarmos com redobrada atenção os fluxos migratórios de que a sociedade atual está impregnada. Não menos desafiante é, para quem trabalha na área da educação e da formação, atender a essa diversidade, no pleno respeito pelo que de mais específico tem cada Pessoa e cada cultura que nos procura.

Foi precisamente com o objetivo de apoiar no processo de desconstrução de estereótipos, analisar e compreender processos de exclusão, melhorar a capacidade de entendimento sobre outras culturas, aprofundar o conhecimento sobre a situação das comunidades ciganas e de comunidades imigrantes em Portugal e apoiar na identificação de estratégias de comunicação que a ANQEP convidou o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Pombal a participar na ação “A formação profissional num contexto de diversidade cultural”. Com recurso a uma modalidade formativa à distância, tão apregoado pelos tempos que vivemos, foi através do Microsoft Teams que nas tardes dos dias 20, 21 e 22 de julho elementos de diversas entidades, de norte a sul do país, se juntaram para refletir sobre o tema.

Pela porta do nosso Centro têm entrado cidadãos com raízes culturais distintas da ocidental e que procuram formação de Português para Falantes de Outras Línguas, mas também pessoas ciganas, cujos valores e conduta se projetam na sua forma de Ser, de Estar e de Fazer. Esta formação proporcionou a oportunidade de refletir sobre a cultura cigana, programas e projetos dirigidos às comunidades ciganas (sendo o 3I – Intervir, Integrar, Incluir um deles e com o qual o Centro estabeleceu parceria) e estratégias de comunicação e intervenção.

Estamos, de facto, perante mundos dentro do mundo e ao Centro Qualifica compete, cada vez mais, perspetivar-se como uma porta aberta fora de portas e sensibilizar a população para a importância da educação e da formação que, mais do que um dever, devem ser entendidas como um direito.

Isabel Moio – Técnica de ORVC

Leituras com Arte no Centro Qualifica


“Leituras com Arte” foi o caminho escolhido no presente ano letivo no Centro Qualifica para despertar o gosto pela leitura, a sua capacidade mágica de nos fazer viajar de expandir o nosso mundo interno. Com atividades diversificadas, proporcionámos  aos candidatos do processo de RVCC e formandos do Curso EFA do nosso Agrupamento a aventura do encontro com os livros, suas personagens e autores.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

Atividades Eco-Escolas 2019-2020 na EB de Louriçal


As coordenadoras do programa Eco-Escolas da EB de Louriçal apresentam as atividades desenvolvidas ao longo do ano letivo 2019-2020, com agradecimentos à Eng.ª Ana Catarina Soares e à Câmara Municipal de Pombal, pelo precioso acompanhamento e apoio prestados, à junta de freguesia do Louriçal e a toda a comunidade escolar, que se envolveram no desenvolvimento deste programa com muito empenho e dedicação por um melhor ambiente.

Veja o vídeo aqui…

Objetivo alcançado: certificação de nível secundário


“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Foi este um dos lemas que conduziu o Processo RVCC dos três candidatos que prestaram prova de certificação de nível secundário, no dia de 22 de julho, uma vez que apesar das diferentes contrariedades que encontram ao longo destes meses de trabalho, o objetivo esteve sempre presente: alcançar a certificação de nível secundário.

É de destacar que em todos estes três percursos, a humildade, a boa disposição e a determinação foram ingredientes fundamentais para que as adversidades encontradas se transformassem em oportunidades de aprendizagem e crescimento pessoal.

A riqueza dos seus portefólios, a par da serenidade e confiança demonstradas  em prova de certificação espelham a legitimidade de que a Carolina, o Luís e o Pedro são merecedores da valorização das suas histórias de vida e dos seus saberes intrínsecos.

Parabéns aos três candidatos pela certificação alcançada e fazemos votos para o ensino secundário seja o primeiro registo para um interessante e profícuo percurso formativo, lembrando-se sempre de que o que interessa em qualquer trajeto, não é o ponto de partida, mas sim o ponto de chegada.

Patrícia Amado – Técnica de ORVC

” O largo” – Ler e recordar


Assinalando as festas do Bodo, partilhamos registo das memórias de um candidato do processo RVCC de nível secundário.

Numa sessão de Cultura, Língua e Comunicação, analisámos em detalhe o conto “O largo”, de Manuel da Fonseca. Cheio de simbolismo e riqueza, fez-me recordar esses tempos idos, mais saudáveis, mais simples, mais autênticos da minha infância numa aldeia bem perto da cidade.

Desde sempre, observei com atenção as suas raízes históricas, esse acervo de património do qual nos devemos orgulhar. Um Conde que um dia foi elevado a Marquês é sempre um nome que vem à mente por qualquer português quando se fala de Pombal. Muitos edifícios estão inseparavelmente ligados a este personagem. Todo o espólio tem sido bem cuidado e está disponível para quem quiser observar e aprender da história em especial no museu que leva o seu nome.

Assim, como no conto “O Largo”, hoje, o dia a dia das pessoas é incomensuravelmente diferente do que era no tempo dos meus pais, avós ou bisavós, com quem ainda privei até à idade dos dez anos. O centro da vila era o local também mais central, por graça também denominado Largo do Cardal. Durante a semana era em frente aos Paços do Concelho que havia a estação das “camionetas da carreira”, hoje denominamos os autocarros de passageiros, que “desaguava” toda a gente que vinha por esse meio até à cidade. Gente que trazia o seu melhor fato, muitas vezes com aspeto muito humilde, mas cuidavam da aparência sempre que se deslocavam à vila. Mesmo assim era notório pela forma de vestir, quem era do meio rural e quem era residente.

No conto, o comboio invadiu e “dinamitou” o Largo. Na vila de Pombal, o comboio sempre a atravessou, tendo também uma estação. Mas foi curioso, quando retiraram as cancelas no local onde a linha se cruzava com a antiga estrada de Leiria, um dos bairros típicos foi cortado, ficando durante muito tempo isolado do “lado de cá”. Mais segurança trouxe mais isolamento. Com o tempo, e depois da praça das galinhas ter dado espaço à feira semanal, este local veio a ganhar de novo vida.

Esta dita feira, ainda hoje é realizada em dois dias da semana, segunda e quinta-feira. Além de ser um espaço de vendas e negócio, muitas pessoas mantêm a velha tradição de guardar alguma coisa para comprar na feira. Se pensarmos nos artigos e itens que lá encontramos, facilmente os encontraríamos noutros espaços “quiçá” bem perto e em abundância. Era um tipo de negócio dispensável para os tempos que correm. Se pensarmos também no desconforto em dias de mau tempo, muitas vezes nem justifica “montar a barraca”. Mas mesmo assim, dada a importância de não deixar morrer a nossa identidade cultural, devemos todos manter o bom hábito de passar na feira e comprar qualquer coisa.. Tanto no passado como hoje continua a ser também um espaço de convívio. Dar dois dedos de conversa, revendo aquele vendedor, ou aquele fiel cliente com décadas de presença frequente é algo a preservar.

Uma das memórias que guardo bem vivas era de ir com o meu avô à vila à segunda-feira, dia de mercado. Como ele era sapateiro, muitas das entregas levava engenhosamente presas na parte de trás da bicicleta. Colocava-se num local estratégico perto da praça, e os clientes procuravam-no, ou para levar ou para entregar para arranjar durante a semana. Oito dias depois, iam ao mesmo local recolher. Lembro a conversa típica de velhos conhecidos, com sonoras palmadas nas costas e tratando-se uns aos outros com linguagem pouco polida. Mas riam-se, divertiam-se e percebia-se que eram felizes e sinceros. Enquanto isso, a minha avó dava as necessárias voltas com as comadres, para levar o avio para a semana, parando muitas vezes para conversar com familiares ou conhecidos de outras aldeias e que pelo mesmo motivo também andavam por ali. Perto das 13:00 horas encontravam-se para almoçarem juntos. O meu avô, já com uma dose considerável de copos bebidos, tantos quantos clientes apareceram naquele dia, mais uns quantos com uns esporádicos conhecidos. Na rua de Ansião, no local onde hoje é o restaurante “O Tirol”, havia uma tasca que servia refeições. À segunda-feira era ali, religiosamente. Havia um enorme braseiro para especialmente no verão, assar sardinha. Cada um assava as suas. Depois, com aquele molho a escorrer, aquela sardinha gorda a escaldar, era colocado num naco de broa. Lembro-me das gargalhadas e da satisfação com que eles comiam. O tinto sempre a “empurrar”. Muitos comiam de pé. As mesas eram insuficientes para aquela aglomeração de gente. Pelas 15:00, 16:00 horas, as mulheres regressavam com a cesta das compras à cabeça. Eram mais ligeiras no caminho de regresso. Eles já bastante “tocados”, vinham lentamente com passos pouco firmes encostados à bicicleta. Mas haviam de chegar. O dia estava feito.

Os mais bêbados, como o Ranito do conto, muitas vezes, ficavam numa valeta a recuperar quase em estado de transe, incapazes de regressar a casa. Muitas mulheres eram “obrigadas” a virem procurá-los, e passar por essa vergonha, ou então um amigo ou vizinho que, sensibilizado, fazia o favor. Dessas realidades tristes penso que ninguém tem saudades. Podem perder-se no tempo…

O domingo também era um dia de excecional movimento no Largo do Cardal. Em especial no período da manhã – a vinda à missa. Famílias inteiras da vila e também de muitas aldeias da freguesia, vinham cumprir a sua missão religiosa. Muitos maridos não ligavam tanto, ficando-se pelo espaço envolvente, enquanto a devoção da esposa na sua opinião serviria para espiar “os pecados” deles também. Muitos   hoje, já descobriram se foi boa opção ou não. Estavam muito concentrados no “sermão” da vendedora de pevides e tremoços. E com uma medida na mão, rumavam a uma “tasca” das redondezas porque aquilo “custava a descer”.

Na obra “O Largo”, as faias eram uma barreira e um abrigo natural, além de darem vida e serem protagonistas de tudo quanto se passava ali. Sem elas o largo não era “O Largo”. Fizeram lembrar-me os frondosos plátanos do Largo do Cardal. O novo projeto de requalificação incluiu o abate da maior parte deles. Foi uma tremenda perda. São décadas e décadas que uma árvore daquele porte precisa para se tornar assim. A vida que atrai, pássaros em especial, a sombra refrescante que proporciona, não podem de todo ser substituídas por coberturas de materiais sintéticos. Talvez neste ponto, os decisores tenham seguido o rumo errado.

No conto “ as suas lágrimas (de João Gadunha) molham o tronco carunchoso das faias.” No Largo do Cardal,  as suas lágrimas (dos plátanos abatidos) molharam as pedras da calçada, tornando-as frias e escorregadias, para sempre. Que todos os “plátanos” que sobreviveram possam molhar o chão e quem passa, com lágrimas de alegria, felizes, quais testemunhos silenciosos da vida daqueles que debaixo “das suas asas” vão passando…

João Domingues – candidato do Processo de RVCC – Nível Secundário

 

Dar forma às emoções


O Origami tem etimologia japonesa e significa dobrar (ori) papel (kami). Foi com recurso a esta técnica milenar que os formandos do processo de RVCC de nível básico foram explorando, a distância e presencialmente, alguns conceitos de geometria. O desafio  era procurar materializar os sentimentos despertados pela leitura das obras “O velho que lia romances de amor” de luís Sepúlveda, “A maior flor do mundo” de José Saramago, “Caldo de pedra” de Teófilo Braga através de construções de papel elementares.

Numa transversalidade dos saberes, os candidatos foram orientados pelos formadores das áreas de matemática para a vida e de linguagem e comunicação para verbalizarem emoções despertadas pela leitura e para a sua representação rigorosa bi e tri dimensional através da arte da dobragem do papel.

Cristina Costa – Coordenadora do Centro Qualifica

 

Clube do Desporto Escolar 2019-2020


O Projeto do Desporto Escolar do Agrupamento de Escolas de Pombal contou, no presente ano, com vários grupos-equipa distribuídos pelas modalidades de Atletismo, Basquetebol, Escalada, Futsal e Natação e em vários escalões. Num ano letivo atípico, a participação dos diferentes grupos-equipa ficou-se pelas competições externas realizadas a nível da CLDE, já que os quadros competitivos previstos para as fases regionais e nacionais acabaram por ser cancelados em virtude da atual situação de pandemia. Um agradecimento especial a todos/as os/as 221 alunos/as que participaram nos treinos e nas competições, quer como atletas, quer como árbitros. Esperamos que no próximo ano letivo os treinos e competições possam regressar ao seu funcionamento normal e, claro, contaremos com o vosso regresso ao Clube do Desporto Escolar para representar o Agrupamento de Escolas de Pombal.

A nível interno, o Grupo de Educação Física promoveu as seguintes  atividades: Dia Europeu do Desporto na Escola; Torneio de Basquetebol 3×3; Fase Escola do MegaSprint, MegaSalto, MegaLançamento e MegaKm; Corta-Mato Escolar; Torneios de Futsal dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e ainda do Ensino Secundário em colaboração com a Associação de Estudantes.

O Grupo de Educação Física